Por que não agiram antes?

Surfando na onda

11 de julho de 2018 - 16:24

Da Redação

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Foi necessária a ocorrência de uma tragédia envolvendo seguranças e clientes do bar e casa noturna Baccará – fato ocorrido, aliás, do lado externo da casa do Embaré, para finalmente a Prefeitura agir.

O estabelecimento teve o alvará de funcionamento negado em virtude de suas instalações descumprirem a legislação municipal.

Em nota, a Administração informa que a “Força-tarefa com integrantes da Secretaria de Finanças (Sefin), Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e Ouvidoria esteve no local nesta terça (10)”, salienta.

“De acordo com Gisleine Pontes, chefe da Seção de Fiscalização Dirigida, o alvará foi indeferido porque os fiscais constataram que a casa noturna tem entrada pela Avenida Epitácio Pessoa e saída pela Rua Oswaldo Cóchrane, o que não é permitido pela legislação”.

E ainda: “para funcionar como casa noturna o estabelecimento ainda necessita de uma vistoria da Secretaria do Meio Ambiente (Semam)”.

Indagações

Perguntas que não querem calar: se a casa tinha tantas irregularidades assim, como alega a Prefeitura, por qual razão tal medida não foi tomada antes?

Ninguém verificou antes que a casa tinha entrada e saída em lugares distintos?

Afinal, o Baccará fica em um via movimentada (Av. Epitácio Pessoa).

Será que nenhum membro da Administração Municipal costuma passar em frente ao local?

E as reclamações feitas pelos vizinhos a respeito da poluição sonora?

Alô, Ouvidoria!

Afinal, se o episódio que culminou no espancamento de um jovem – que encontra-se na UTI em estado crítico – e agressão a outros dois não tivesse ocorrido, a decisão seria tomada, a despeito das reclamações dos vizinhos sobre poluição sonora e eventuais outros problemas?

 

Foi necessário o espancamento de um jovem, que encontra-se internado em estado grave, para a Força-Tarefa da Prefeitura agir. Apesar de relações desconexas entre o incidente e a situação da casa, fica a dúvida: afinal, se existem tantos problemas no local, por qual razão o funcionamento não fora vetado anteriormente? Foto: Marcelo Martins/PMS

 

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