Energia

CPFL registra aumento de fraudes e furtos na rede elétrica

Em 2018, a distribuidora identificou 20.552 irregularidades nas cidades da Baixada Santista atendidas pela empresa

05 de fevereiro de 2019 - 17:19

Da Redação

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A CPFL Piratininga, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende 1,7 milhão de clientes em 27 municípios no litoral e interior paulista, intensificou a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em todas as cidades da Baixada Santista atendidas pela empresa.

Na comparação entre o ano de 2018 e o de 2017, a concessionária registrou um crescimento de 68% no número de irregularidades identificadas.

O crescimento passou de 12.255 para 20.552 casos.

 A cidade de Praia Grande foi a que registrou o maior número de irregularidades identificadas.

Foram 6.737 ocorrências, um aumento de 82,6% em relação a 2017.

Em segundo lugar ficou São Vicente, com 5.575 casos (ver tabela abaixo).  

Cidade

Ano

Inspeções Realizadas

Irregularidades

Energia recuperada (MWh)

Casas por 1 ano

Praia Grande

2018

28.972

6.737

16.169

8.983

2017

15.727

3.689

8.854

4.919

São Vicente

2018

29.069

5.575

13.380

7.433

2017

14.836

3.362

8.069

4.483

Santos

2018

21.159

4.479

10.750

5.972

2017

12.063

3.072

7.373

4.096

Cubatão

2018

9.579

1.918

4.603

2.557

2017

3.923

836

2.006

1.115

Guarujá

2018

10.126

1.843

4.423

2.457

2017

4.130

1.296

3.110

1.728

Total

2018

98.905

20.552

49.325

27.402

2017

50.679

12.255

29.412

16.341

No ano de 2018, considerando Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão e Guarujá (distrito de Vicente de Carvalho), a CPFL Piratininga conseguiu recuperar um volume de 49.325 MWh de energia furtada.

Isso seria suficiente para abastecer 27.402 famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano.

O valor equivale ao consumo de uma cidade do porte de Boituva ou Itupeva, ambas no interior de São Paulo.

Intensificação da fiscalização

Nos últimos anos, a CPFL Piratininga tem intensificado a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em todos os municípios atendidos pela distribuidora.

Em 2018, a distribuidora realizou 163,832 mil inspeções.

É um aumento 79,7% na comparação com as 91,125 mil inspeções executadas em 2017.

Atualmente, a taxa de sucesso é de 21,5%, ou seja, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude.

Isso significa que, em 2018, a distribuidora encontrou 35,352 mil casos de fraudes e furtos, recuperando 84.847 MWh de energia.

Valor suficiente para abastecer 47,1 mil famílias por um ano, equivalente à cidade de Cubatão.

Esse resultado é fruto da maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo.

Com ela, foram adotadas novas tecnologias e mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise.

Segundo o Diretor Comercial da CPFL Energia, Roberto Sartori, esses investimentos têm sido um grande aliado na identificação das fraudes e furtos de energia nas redes da distribuidora.

“O trabalho realizado em conjunto com os órgãos públicos e autoridades policiais também tem se mostrado fundamental nas operações que visam o combate às fraudes e ligações clandestinas. Todas essas ações possibilitaram que a distribuidora passasse a identificar um número maior de irregularidades em 2018”, afirma o Sartori. 

Eventualmente, consumidores da CPFL Piratininga podem contribuir para o combate às fraudes e furtos por meio dos canais de denúncia disponibilizados pela concessionária.

Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo CPFL Energia, pelo site www.cpfl.com.br, pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br ou pelo telefone 0800 774 4286.

Furtar energia é crime

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção.

Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa.

As distribuidoras do Grupo CPFL Energia têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas. 

Elas estão em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Além de crime, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores.

Isso ocorre porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece nas chamadas “perdas comerciais”, uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

Perdas comerciais são os furtos e as fraudes no jargão do setor elétrico. 

Outra consequência negativa dos furtos e fraudes de energia, sobretudo, é a piora na qualidade do serviço prestado.

Logo, prejudica todos os consumidores.

As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas.

Consequentemente, deixam o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia.

A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população, além de beneficiar todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.

Portanto, consumidores que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também estão colocando em risco as suas vidas e da população.

Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.

Atuação preventiva

O Grupo CPFL Energia desenvolve ativamente uma estratégia de monitoramento e análise do perfil de consumo de seus clientes.

Dessa forma, busca identificar possíveis variações no consumo de energia elétrica que indiquem perdas comerciais.

Desde 2016, esse trabalho foi fortalecido com o projeto da telemedição dos grandes clientes industriais e comerciais do Grupo.

Mais 26 mil medidores inteligentes foram instalados nestes consumidores.

Isso possibilitou o monitoramento em tempo real do consumo de energia.

Deste modo, tornou-se mais eficaz o processo de identificação de fraudes.

As ligações irregulares (perdas comerciais) representarem menos de 2% do total da energia distribuída em sua área de concessão.

Apesar disso, a CPFL Energia trabalha para diminuir ainda mais este índice.

A empresa visa reduzir o encarecimento da conta de luz dos consumidores, manter a qualidade dos serviços prestados pela companhia e garantir, por consequência, a segurança da população.

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