Tragédia

George de Freitas, o vendedor de bombons, morre na entrada de Santos

Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O motorista do caminhão não se evadiu do local da tragédia. O corpo foi encaminhado ao IML.

16 de junho de 2017 - 19:17

Da Redação

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George Freitas, o Marreta, costumava vender seus doces na entrada da Cidade.

Conhecido pelo largo sorriso ao oferecer seus bombons Sonho de Valsa ou Ouro Branco no cruzamento na entrada da Cidade para quem chegava das rodovias Anchieta e Imigrantes, o ambulante George de Freitas, o Marreta ou Guile, morreu atropelado hoje por um caminhão quando dirigia sua bicicleta próximo ao seu habitual local de trabalho.

Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Sua morte foi constatada por volta das 17h30. O motorista do caminhão não se evadiu do local da tragédia.

O Necrotério da Santa Casa informa que o corpo será encaminhado ao IML – Instituto Médico Legal e deverá ser liberado neste sábado (17), a partir das 12 horas.

Visão prejudicada

No ano passado, o ambulante descreveu um problema particular que havia mudado sua vida. No dia 8 de agosto, um corpo estranho entrou no olho direito. Em depoimento à imprensa, ele relatou que jogava água, sem sucesso.

Após ter ido ao hospital, a médica teria tentado arrancar um fiapo, mas acabou saindo um pedaço de pele com sangue no próprio cotonete. “A partir daí minha visão só piorou. Cada piscada é como se tivesse um palito de dente. É um incômodo desde a hora que acordo até a hora de dormir. Parece que minha visão está cada vez pior”.

Em seu depoimento colocado Vakinha, ele lembrava que o problema alterou profundamente sua vida.

“Nunca tomei remédio controlado, hoje tomo 3 para dormir. A cabeça fica a mil. Quando você está sofrendo cada minuto parece um ano. Larguei o esporte, academia. Vivo com depressão e desgosto. Só quando levanto a pálpebra superior com os dedos que melhora a dor. Passei em várias consultas médicas, mas sem solução. Quero retomar minha vida para voltar a estudar e ter alegria de novo”.

Por ironia da vida, menos de um ano depois ele morreu atropelado no local onde trabalhou por quase duas décadas.

 

 

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