Incêndio no Paquetá

Sete pacientes ainda permanecem internados em observação na Santa Casa

Dos 62 pacientes, que chegaram à Santa Casa somente nove internaram para observação. Dois tiveram alta hoje pela manhã e outros sete permanecem internados.

09 de outubro de 2018 - 18:25

Da Redação

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O incêndio ocorrido na madrugada de ontem (8)  em um galpão que fabricava móveis à Rua Dr. Cochrane, 66, no Paquetá, em Santos, ainda conta com sete pessoas internadas em observação na Santa Casa de Santos.

Foram 71 pessoas encaminhadas ao hospital nas primeiras horas de ontem.

Segundo a Santa Casa, o quadro é estável dos pacientes internados.

Eles foram encaminhados após a Defesa Civil de Santos constatar os riscos aos vizinhos do imóvel incendiado.

Já os 28 bombeiros que aspiraram os gases tóxicos provocados pela substância fosfeto de alumínio, usada para expurgo de pragas na madeira, já foram liberados do Hospital das Clínicas, na Capital.

Eles haviam sido enviados em razão do volume expressivo de pessoas que tinham sido levadas à Santa Casa, impedindo o atendimento a todos.

Assim, a exemplo da Santa Casa, o próprio HC acionou o seu Plano de Emergência para Atendimento de Desastres.

O fosfeto de alumínio pode provocar um simples desconforto, mas também  a morte.

 

Como foi

Por volta das 8h30 de ontem, a Santa Casa de Santos começou a receber as primeiras vítimas com sinais de intoxicação exógena em razão do incêndio.

Diante da proporção do acidente, o hospital acionou o “Plano de Emergência para Atendimento de Desastres”.

Desta forma, em menos de 10 minutos, a equipe multiprofissional estava organizada e mobilizada para a assistência imediata dos pacientes que chegavam a todo momento.

Dez leitos foram reservados para os casos mais graves e uma unidade inteira foi isolada para atendimento exclusivo de todas as vítimas.

Todos os pacientes foram conduzidos ao banho de descontaminação da substância tóxica.

Além do apoio especializado e acolhimento, receberam kits de higiene, roupas e calçados doados pela Associação de Voluntários da Santa Casa de Santos – AVOSC.

Ao todo, foram atendidas, segundo a Santa Casa, 62 pessoas, sendo 48 adultos e 14 crianças.

Destes pacientes, somente 9 internaram para observação, dois tiveram alta hoje pela manhã, e outros sete permanecem internados para observação, com quadro estável.

 

A qualidade do ar ao local já voltou à normalidade. Assim, os moradores puderam retornar às suas moradias. Foto: Isabela Carrari/PMS-Divulgação

Defesa Civil

A Defesa Civil de Santos acompanhou ao longo do dia a remoção de recipientes com fosfeto de alumínio no imóvel atingido por incêndio.

Segundo a Prefeitura,  moradores do bairro foram encaminhados à Santa Casa de Santos para exames.

O retorno às suas residências foi liberado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que atestou a qualidade do ar.

Na manhã desta terça-feira (9), foi retirado o entulho que ficou no local.

Já as garrafas com fosfeto de alumínio foram removidas por empresa especializada, contratada pelo proprietário do imóvel.

Segundo o coordenador de Riscos da Defesa Civil, José Carlos Turziani, a maior parte do fosfeto de alumínio já foi eliminado durante o incêndio.

Assim, a via foi interditada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no trecho entre as ruas João Pessoa e General Câmara.