Com a definição das candidaturas e escolha dos nomes dos candidatos a prefeito, vices e vereadores, a campanha eleitoral já iniciou. Começará de forma tímida, mas em breve as ruas serão tomadas por cavaletes de candidatos e outras formas de propaganda.
A partir de 21 de agosto e até 4 de outubro, ocorrerá o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, com 1h30 de propaganda eleitoral, sendo 30 minutos pela manhã e tarde no rádio, e 30 minutos nos períodos da tarde e noite nas emissoras de TV. Sem contar a meia hora adicional ao longo da programação.
Com as coligações concluídas, é difícil prever o vencedor. Aposto apenas que teremos segundo turno em Santos até por questões históricas. Tal situação sempre ocorreu, excluindo-se a eleição passada, quando o atual prefeito João Paulo Tavares Papa conseguiu aglutinar 17 partidos e um tempo recorde no horário eleitoral, o que garantiu-lhe a maior votação que um político teve na Cidade (191 mil votos) em razão da avaliação positiva do seu governo. Agora, Papa apostará suas fichas no seu indicado, o ex-secretário Sérgio Aquino (PMDB), um neófito na política.
Seu desafio será o de se tornar conhecido e reconhecido como candidato oficial. E garantir a transferência de votos de Papa. Sua vantagem: terá o maior tempo no horário eleitoral em razão da sua coligação.
Líder nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento, o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) é uma aposta real do seu partido em conquistar o Palácio José Bonifácio, feito que os tucanos nunca conseguiram. No passado, já apoiaram o PT e o PMDB, hoje seus principais adversários na disputa eleitoral. Barbosa tem baixa rejeição e tempo considerável no horário eleitoral (próximo ao de Aquino).
O PT promete união para garantir a ida de Telma de Souza que, pela sexta vez disputará a Prefeitura (governou entre 1989 a 1992). Um desafio que o partido se propõe. Popularidade Telma tem. Resta saber se a base petista irá efetivamente trabalhar para ela. Seu ponto negativo: pouco tempo no horário eleitoral e rejeição por parte do eleitorado.
O ex-prefeito Beto Mansur (PP) tentará mostrar que o governo Papa é uma continuidade do seu e mostrar que ele foi o responsável pelas transformações que a cidade passou nos últimos anos. O tempo limitado na TV e a elevada rejeição são seus maiores empecilhos, mas seu peso eleitoral não pode ser descartado.
Prof. Fabião (PSB) é o único dos candidatos a falar a linguagem dos jovens. Por isso, era sonho de consumo de muitos para ser vice. Preferiu carreira solo. Pode ser uma surpresa, mas os tempos limitados na TV e rádio são inibidores. Com 30 segundos no horário eleitoral, os demais candidatos de partidos menores encontrarão dificuldades para expor suas ideias, mas serão importantes para ‘esquentar’ os debates nesta concorrida disputa.