Futebol

Brasil joga mal, perde para Bélgica e é eliminado da Copa do Mundo

Pela segunda vez na história – e a primeira em uma Copa do Mundo – a Bélgica derrota o Brasil e se classifica para a semifinal do Mundial

06 de julho de 2018 - 19:10

Felipe Rey

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A Copa do Mundo Rússia 2018 chegou ao fim para a o Brasil. Os atletas comandados pelo técnico Tite lutaram. Entretanto, não conseguiram passar pela forte Bélgica.

Essa foi a segunda vez na história que os “Diabos Vermelhos”, como são chamados, derrotaram a Seleção. Porém, em Copas do Mundo foi a primeira.

Com isso, os atletas seguem para a próxima fase e enfrentarão a França na próxima terça, às 15 horas.

Com a volta para casa antecipada, o sonho do hexacampeonato fica para 2022, quando a próxima Copa do Mundo será realizada no Catar, em 2022, excepcionalmente, a partir de 21 de novembro, em razão do forte calor no país durante os tradicionais meses de junho e julho.

Estilo Tite

Após o fatídico 7 a 1 sofrido para a Alemanha, a Seleção passou por mudanças na comissão técnica.

Além dos escândalos de corrupção causados por seus presidentes.

Adenor Leonardo Bachi, ou Tite como é mais conhecido, assumiu a amarelinha e comandou a volta por cima do futebol pentacampeão.

Entretanto, antes de assumir o Brasil, Tite recusou de primeiro momento assumir a Seleção.

Tudo por causa das campanhas ruins que o Brasil havia feito na Copa América e nas Eliminatórias.

Contudo, aceitou a proposta para ser o novo técnico e, assim, comandou o esquadrão brasileiro até às quartas de finais da Copa, encerrada na sexta (6).

A tendência, porém, é ele permanecer no cargo.

A estrutura defensiva sólida, transformou o sistema de jogo de Tite em peça fundamental para a reestruturação.

Dos 26 jogos no comando do treinador, a Seleção foi vazada apenas em oito oportunidades.

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Mesmo perdendo para Bélgica, Brasil deve manter Tite no cargo (Foto: Divulgação)

Na partida contra a Bélgica foi a primeira vez que o Brasil foi vazado por mais de duas vezes no comando do treinador.

Para o jornalista esportivo, Luiz Ademar Júnior, o técnico Tite conseguiu montar um elenco forte e não dependente de Neymar.

“A Seleção anterior, com Dunga no comando, era mal convocada e bagunçada taticamente. Com Tite, o Marcelo, por exemplo, voltou para lateral. Casemiro passou a ser o volante titular. E o time passou a funcionar em todos os setores, em especial no sistema defensivo”, ressaltou.

Em sua primeira partida com a Seleção, Tite, recuperou a vontade dos jogadores, e mostrou o poder defensivo sólido na vitória contra o Equador por 3 a 0.

Característica defensiva que o treinador não abandonou após a saída do Corinthians.

“Os volantes protegem muito a zaga. E os laterais alternam o apoio ao ataque, para sempre um deles estar marcando no contra-ataque do adversário. É o estilo de jogo do Tite, que resultou em muitos títulos em clubes”, analisou.

Em relação ao termo “empatite”, onde ficou conhecido no clube paulista, Ademar salientou que a denominação ficará no passado devido ao jogadores mais habilidosos que tem para trabalhar.

Eliminados

No entanto, a sólida defesa não conseguiu evitar a derrota. Afinal, o Brasil não suportou o forte poderio do ataque e no primeiro tempo sofreu, pela primeira vez, dois gols em uma partida.

Com muitos erros de passe e finalizações erradas, a seleção não conseguiu furar o forte esquema defensivo belga e terminou o primeiro tempo em desvantagem.

Antes de sofrer os gols, a Seleção conseguiu acertar a trave com Thiago Silva.

No segundo tempo, o Brasil se jogou para o ataque. Conseguiu perfurar a forte zaga belga e descontou com Renato Augusto.

Entretanto, o gol não foi o suficiente para o time brasileiro classificar.

Apoio incondicional

O Núcleo BR é uma das mais novas torcidas que apóiam a seleção canarinho. O diretor-fundador da torcida, Carlos Madeira, havia dito que a expectativa para o hexa era grande. Ainda comentou que nesta segunda-feira (9) será o aniversário da torcida.

“Estávamos nos reunindo, mas, infelizmente, 90% da pessoas que compõem o Núcleo não conseguiram comparecer por causa dos trabalhos em horários dos jogos matutino”, disse.

Além disso, há três torcedores do grupo na Rússia. Contudo, há apenas uma bandeira representando o Núcleo.

Carlos enfatiza que eles estão em constante evolução desde o surgimento em 2013. Porém, em relação aos moldes das torcidas de hoje, o Núcleo ainda pode ser considerado de pequeno porte.

Dificuldades

O jornalista esportivo Luiz Ademar Júnior relatou também que existiria algumas dificuldades em relação a partida da semifinal contra a França.

“Muitos jogadores jogam juntos, como Neymar, Thiago Silva e Marquinhos, que conhecem e admiram o Mbappé, Areola e o Kimpembe, todos do PSG”, salientou.

Além disso, Ademar ressalta que mesmo passando pela Bélgica, a França seria o maior desafio. Afinal, nos últimos confrontos entre ambas as seleções pelas copas, a França venceu em todas (1986, 1998 e 2006).

Apostas

Em épocas de Copa, além da cobertura dos jogos é normal haver bolões entre amigos e famílias para apostar no futuro campeão do Mundial.

Devido a isso, o professor universitário Fernando Cláudio Peel realiza bolões com os amigos há 12 anos.

Segundo ele, o último bolão, realizado em 2014, contou com a participação de 30 pessoas.

Entretanto, para a Copa da Rússia, o número caiu drasticamente. “Neste ano estão concorrendo apenas 12 participantes, quer dizer, dois terços das pessoas não concorreram”, relatou.

A inscrição do bolão ficou em R$ 50, valor igual ao de 2014. Em relação a isso, Peel relatou que o que pode ter ocasionado a queda nas participações foram a crise e a postergação dos interessados.

“Muitos disseram que pagariam depois e foram adiando. Com isso, não podia participar após o início do Mundial”, finalizou.

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