Fitness

Em dúvida para escolher um tipo de exercício? O Pilates serve para todos

Prática que pode ser feita no solo e/ou com aparelhos trabalha não só corpo, mas respiração e mente

12 de janeiro de 2019 - 16:40

Da Redação

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À primeira vista, assistir a uma aula de pilates pode parecer uma prática fácil por ser menos intensa do que outros exercícios.

No lugar de halteres, caneleiras, barras ou aqueles grandes aparelhos de musculação, os praticantes utilizam aparelhos feitos de madeira com molas resistentes ou acessórios, como bola, arco flexível, elástico e disco de equilíbrio.

A percepção de facilidade termina quando a prática começa porque é uma atividade que exige muita força, controle corporal, concentração e respiração correta.

Apesar de menos intenso, os benefícios do pilates são tão variados que ele pode ser praticado por pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento, já que é adaptado e modificado de acordo com as necessidades de cada um.

“A modalidade trabalha o corpo de forma integral, com possibilidades infinitas de exercícios que resultam em fortalecimento da musculatura, principalmente da coluna, aumento da flexibilidade, melhora da postura e da mobilidade articular, aprimoramento da respiração e relaxamento. É um método que pode ser feito de uma a várias vezes na semana, de duas a três vezes é o ideal”, explica o educador físico, Thiago Arias, que há oito anos tem um estúdio de treinamento funcional individualizado e pilates, em Santos.

Tipos

No pilates com aparelhos utilizam-se molas que, de acordo com a resistência, facilitam movimentos de pessoas com limitações físicas.

Contudo, dificultam a prática para alunos em nível mais avançado.

No entanto, já o solo utiliza apenas o peso do próprio corpo, o que demanda do aluno muito controle dos músculos e dos movimentos.

Não existe um tipo melhor do que outro, tanto que os estúdios costumam mesclar os exercícios.

Um grande diferencial da metodologia é o trabalho dos músculos do core, que é o centro de produção de força do corpo.

São 29 músculos que suportam o complexo quadril-pélvico-lombar, essenciais para estabilização e fortalecimento da coluna vertebral, que dá sustentação ao corpo.

Outro foco muito importante da modalidade é a respiração, cuja prática é indicada para facilitar os movimentos.

Além de trazer consciência à respiração no dia a dia.

O exercício de inspirar e expirar, prática vinda da meditação e do yoga, leva a um estado de relaxamento e alívio de tensões.

Sendo indicado desde o adolescente ao idoso com todos os tipos de condicionamento, seguem os diferenciais para cada fase da vida:

 

Existem alguns tipos diferentes da realização do pilates. Foto: Divulgação

 

1) Adolescência

Nesta fase extremamente complexa, as estruturas anatômicas não estão completamente formadas e, por isso, dá para modificar uma postura errada.

O crescimento acelerado dos ossos e o rápido desenvolvimento da coluna vertebral podem resultar em desequilíbrios, como lordose e escoliose.

Os adolescentes também costumam passar muitas horas sentados à frente do videogame, do computador ou curvados manuseando smartphones.

Além de carregarem mochilas pesadas.

Todas essas situações sobrecarregam a coluna, que ainda está em formação.

A prática do pilates fortalece toda a musculatura, consequentemente, dando mais força à coluna, alinhando corpo.

2) Adulto

A maioria das pessoas passa quase o dia inteiro sentadas trabalhando à frente do computador.

Quando não estão no trabalho, estão dirigindo, no transporte público ou almoçando, que também são atividades que fazem sentados, posição que acaba acarretando risco de lesões, já que há o encurtamento do quadril, enfraquecimento do glúteo, tensão na cervical e nas costas.

Ou seja, os músculos do core, que é o centro da força, saem prejudicados. Além de ser uma ótima atividade para sair do sedentarismo.

3) Terceira idade

Com a idade, o corpo vai perdendo funções muito importantes, como equilíbrio, coordenação, força, flexibilidade, densidade óssea, mobilidade e reflexo.

Neste caso, o pilates é uma das atividades mais recomendadas para a terceira idade por ser de baixo impacto e não sobrecarregar as articulações.

Os exercícios de tensão e tração combatem a osteoporose por promover a remodelagem óssea e os de fortalecimento da musculatura pélvica são capazes de diminuir a incontinência urinária.

O risco de quedas diminui porque a prática melhora o equilíbrio e a coordenação.

Ganha-se mais independência no dia a dia, como amarrar um sapato, pois trabalha a flexibilidade.

Melhora a postura e dores na coluna.

Ainda ajuda na reabilitação de lesões, acidentes ou ainda na reabilitação de acidente vascular cerebral.

E, um fator muito importante: realizada em grupos, ajuda na sociabilidade, o que consequentemente, combate a solidão e a depressão.

 

O exercício é ideal para pessoas que já adentraram à terceira idade. Foto: Divulgação

 

4) Gestação

A gestante tem tendência a perder a força do core.

Pois, conforme a barriga vai crescendo e o corpo pendendo para frente, a coluna acaba sendo sobrecarregada.

Se a musculatura não estiver preparada, pode haver o desenvolvimento de alguma lesão.

Outro diferencial da prática é trabalhar a flexibilidade e a respiração, que acabam ajudando no parto.

Entretanto, as gestantes que nunca se exercitaram antes da gravidez devem consultar um médico antes de começar a modalidade.

É importante saber

Pilates não emagrece.

“Pessoas acima do peso ou com obesidade podem fazer normalmente, mas o método não emagrece, embora haja gasto calórico. Para emagrecimento, o ideal é relacionar com uma alimentação saudável e exercícios físicos aeróbicos (corrida, natação, bicicleta, caminhada, dança), treinamento funcional, musculação, entre outros”, aconselha Thiago Arias

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