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Existe hipoteca no Brasil? Entenda

Na hipoteca, o cidadão coloca o imóvel quitado como garantia bancária e, caso você venha a não pagar a dívida, o banco tomará o imóvel para si

27 de outubro de 2018 - 16:16

Publieditorial

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A hipoteca é um meio conhecido para refinanciar imóvel ou que serve como crédito com garantia de imóvel.

Ela existe quando o devedor coloca um imóvel como garantia de pagamento da dívida.

Existem três situações em que os clientes procuram por essa demanda: quando se quer comprar um outro imóvel mas é impedido pelo financiamento comum, quando um empreendedor precisa de capital e quando alguém precisa de dinheiro para quitar dívidas.

A hipoteca funciona de forma bem simples.

Por exemplo, você quer investir em um outro imóvel mas não quer pagar o valor total no momento.

Logo, você recorrer ao banco para conseguir parte desse dinheiro.

Mas o banco e dá a seguinte condição: colocar o seu imóvel quitado como garantia e, caso você venha a não pagar a dívida, ele tomará o imóvel para si.

É uma linha de crédito muito usada nos Estados Unidos da América, mas no Brasil muitos bancos deixaram de aceitar essa forma de crédito, já que as barreiras legais complicavam toda a operação, deixando-a pouco lucrativa e muito burocrática.

Para sanar a falta da hipoteca, foi criado o crédito com garantia do imóvel e a principal diferença entre eles é o tipo de contrato e relação cliente e empresa.

É uma opção mais em conta e permite maiores prazos de pagamento.

Atualmente, o mercado de crédito com garantia movimenta anualmente cerca de R$ 4 milhões.

 

Na hipoteca, o cidadão coloca o imóvel quitado como garantia bancária e, caso você venha a não pagar a dívida, o banco tomará o imóvel para si. Foto: Divulgação

Como funciona

Hipoteca

Quando um imóvel é hipotecado, ele continua no nome do proprietário – essa ação dificulta que a empresa possa tomar o imóvel.

Por isso, o processo acaba tendo que ser judicial e considerando a lentidão do sistema judiciário brasileiro, essa medida se torna complexa.

Além do mais, existe uma lei que permite o proprietário negociar o imóvel com outras instituições, mesmo que o mesmo esteja hipotecado.

Nesse caso deverá quitar o financiamento à vista.

Nos Estados Unidos as coisas funcionam de forma um pouco diferente, ela é muito parecida com o financiamento imobiliário brasileiro, já que é usada para compra do primeiro imóvel.

O prazo de crédito é bem extenso, permitindo que o cliente possa dar uma entrada e arrastar as parcelas por até 30 anos.

As hipotecas são um dos principais setores financeiro americanos, já que movimentam cerca de 9 milhões de dólares por semestre.

 

Empréstimo com garantia de imóvel

Nesta posição o proprietário deve passar a propriedade fiduciária para o banco até o contrato chegar ao fim, mas pode continuar morando no imóvel e também deixará em seu nome.

Com essa medida a instituição consegue ter posse indireta, assim caso venha a dever o processo de tomada de bem é mais rápido.

Diferente da hipoteca esse processo é extrajudicial, é realizado pelo Cartório de Registro de Imóveis.

Caso não haja pagamento, o imóvel vai, a partir do terceiro mês, para o processo de alienação fiduciária.

Não é preciso deixar de morar, mas enquanto a dívida não for paga, o imóvel se torna do banco.

Esse método garante ao cliente taxas mais baixas.

Uma vez que é a garantia do banco não ficar com dívida aberto é maior.

O país que mais realiza hipotecas é os EUA, mas isso já deixou o país em situações de crise.

Afinal, uma vez os calotes nos pagamentos eram frequentes, como a de alguns anos atrás, que criou uma das piores crises econômicas mundiais.

Assim como todos os financiamentos a hipoteca tem juros, sendo eles os mais baixos do mercado, os juros variam entre 12% e 27%.

Caso você não pague as prestações o imóvel pode vir a leilão.

No Brasil não temos a opção de hipoteca, pelo menos não como é feita nos Estados Unidos.

Essa mudança de processos e significados faz com que o processo seja confundido com facilidade pelos brasileiros.

 

Analise todos os pontos

Antes de entrar em um refinanciamento imobiliário que coloque seus bens como garantia é importante analisar todos os pontos, considerando possível todas as situações.

Afinal, colocar um imóvel quitado como garantia e acabar perdendo os dois não vale a pena.