Fake news

Segundo especialista, ciência perde credibilidade devido as fake news

Para a médica, a rapidez com que as notícias se espalham pelas redes sociais é positiva e possibilita alcançar uma quantidade enorme de pessoas.

12 de junho de 2018 - 09:33

Camila Boehm

Agência Brasil

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A médica do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, Anna Carla Goldberg,  disse ontem, no 1º Fórum de Pós-graduação Einstein: Pesquisa para a Vida, que a ciência perde credibilidade com a divulgação de fake news.

Segundo ela, a divulgação de notícias falsas na área é ainda mais grave, porque há um descrédito geral no potencial de ajuda e de desenvolvimento que a ciência traz para a população.

“A perda de credibilidade faz com que as pessoas desistam da ciência nesse sentido”, ressaltou Anna Carla durante debate na capital paulista em que especialistas discutiram a divulgação científica em tempos de redes sociais e as fake news.

Além disso, para a médica, a rapidez com que as notícias se propagam pelas redes sociais é positiva. Entretanto, uma notícia falsa também circula em velocidade “espantosa” e “as pessoas têm que aprender com o fato de que [as fake news] existem. Ainda pediu para as pessoas não engolirem qualquer informação”.

Leitor deve tentar identificar

O editor de ciência da Revista Pesquisa Fapesp, o jornalista Marcos Pivetta, aconselha o leitor a tentar identificar um pesquisador por trás da notícia ou se ela é somente um boato. “Precisa cautela, procurar ver qual é a fonte original de uma notícia, principalmente notícias de saúde”, disse.

Pivetta sugere duas abordagens para checagem de notícias. A primeira é se o que foi publicado na rede social foi produzido por algum veículo de comunicação conhecido. Ainda tentar reconhecer quem escreveu, quem postou aquela notícia originalmente.

Em segundo lugar, se for se aprofundar no tema, tentar ver a instituição para qual o cientista trabalha, se é de uma universidade; um centro de pesquisa; ou se ele defende determinada opinião sobre o assunto. “Se é alguma pessoa que pode ter algum interesse específico, às vezes até financeiro, em divulgar determinada notícia. Tudo isso dá um pouco de trabalho, as pessoas normalmente não fazem isso para qualquer notícia que recebem”, disse Pivetta.

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