Impasse

Governo Federal quer agilizar reposição de profissionais no Mais Médicos

Governo Federal agiliza procedimentos para o preenchimento das mais de 8 mil vagas que serão criadas com a saída dos médicos cubanos até o final do ano.

16 de novembro de 2018 - 11:26

Paula Laboissière

Agência Brasil

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O Ministério da Saúde informou hoje (16) que fará ainda este mês a seleção para contratar profissionais brasileiros em substituição aos cubanos que fazem parte do Programa Mais Médicos.

Serão preenchidas 8.332 vagas deixadas pelos cubanos.

As medidas são pauta de reunião do governo brasileiro com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A expectativa do ministério é que os médicos brasileiros selecionados nesta nova etapa comecem a trabalhar nos municípios imediatamente após a seleção.

Isso deve ocorrer ainda este ano.

Desta forma, uma coletiva de imprensa foi agendada para o início da próxima semana para esclarecer detalhes do edital de seleção.

E ainda: a chamada para inscrições de médicos brasileiros no programa.

Assim, o rompimento do acordo com Cuba foi informado na última quarta-feira (14) pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ele fez novas exigências anunciadas pela equipe de transição para a continuidade do Mais Médicos.

Entre as medidas, estão fazer o Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica.

E ainda: receber integralmente o salário e poder trazer a família para o Brasil.

 

Governo Federal corre para preencher as mais de 8 mil vagas que serão criadas com a saída dos médicos cubanos até o final do ano. Foto: Agência Brasil/Arquivo

Cuba

Por sua vez, o Ministério de Saúde Pública de Cuba informou que vai retirar os profissionais do Programa Mais Médicos no Brasil.

Motivo: divergências das exigências feitas pelo governo do presidente eleito e também em decorrência de críticas mencionadas por Bolsonaro.

 

Preocupação

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, divulgou nota sobre o assunto.

Enfim, ele ressalta a preocupação dos prefeitos de cidades com menos de 20 mil habitantes com a saída dos cerca de 8,3 mil profissionais cubanos que atuam no Programa Mais Médicos.

Por sua vez, a entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas.

“A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”, diz a nota.

“Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa.”

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