Política

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Profa Priscilla Bonini Ribeiro – Educadora, pró-reitora da Unaerp Guarujá, ex-secretária de Educação, ex-conselheira estadual de Educação, ex-presidente da Undime São Paulo e da Undime Região Sudeste, pesquisadora e doutoranda em Educação.

28 de setembro de 2018 - 19:30

Priscilla Bonini Ribeiro

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Ontem, olhando pela janela enquanto a insônia me consumia, lembrei-me de como a escrita me libertava.

Após um chamado de um grande amigo, rompo o silêncio e escrevo hoje na intenção de libertar meus pensamentos, cujo contexto atual fez estagnar.

Sou uma educadora de família, aprendi já nos primeiros passos da vida a importância da Educação para o País.

Não podemos deixar de sonhar com um Brasil estável, seguro e desenvolvido, onde possamos viver, criar nossa família, envelhecer e findar nossa existência.

Como dizia meu grande avô, “Grandes sonhos nunca envelhecem”.

Trabalhamos dia-a-dia nas alamedas da Educação Brasileira.

Acreditamos que isto dignifica o ser humano.

Contudo, como muitos brasileiros, estamos em pânico, indignados, assistindo o que a ausência de uma política séria, sem limites, e embasada em interesse individuais fez com nosso País.

Além da vergonha que passamos como brasileiros, temos que enfrentar diariamente a ausência do básico e essencial para a estabilidade da Nação: Educação, Saúde, Segurança e Emprego.

Sempre acreditamos na política e na educação como ferramentas de desenvolvimento, mas o momento atual aprisiona, angustia, nos deixa silente, com medo do futuro.

O nojo, a revolta e a indignação nos tomam ao assistimos o programa eleitoral.

E para sobreviver neste país, com medo de reações abusivas e violentas, não agimos, o medo tem o poder de nos paralisar.

Aceitamos calados os abusos ideológicos, a segregação de classes, os interesses individuais e diariamente continuamos a vida sempre com o pensamento que a situação ia melhorar.

Mas melhorar como? Se fizemos tão pouco para mudar nossa realidade?

Eu mesma acreditei que podia mudar.

 

Setor público educacional

Sobrevivi após anos contribuindo para o setor público educacional.

Enfrentei um leão por dia, não me arrependo, realizamos algumas conquistas importantes, mas sofri diariamente para manter meus princípios e crenças.

Resisti, não me corrompi e sofri as consequências de ser trabalhadora, de querer o bem coletivo, ser honesta.

Encarei as consequências, mas me mantive íntegra.

Só Deus e minha família sabem pelo que passei.

Pessoas do bem se recolheram.

Chegou a hora de dar um basta, de termos coragem de falar de política, eliminar o que tão mal já fez para nosso País.

Precisamos começar a eliminar estes desumanos, sem caráter e corrompidos pelo poder.

Sobrarão poucos para escolhermos, mas estes poucos tiveram a coragem de tentar.

Afinal, se estamos neste cenário absurdo e temeroso, a culpa é nossa.

Vamos agir com a única arma que temos, o voto.

Em nosso País, as pessoas distorcem valores e princípios; ser honesto é sinônimo de ser fraco.

Então, com Brasileiros honestos e trabalhadores, vamos provar, nas urnas, que os fracos juntos podem ser mais fortes.

Não podemos nos deixar levar por um sorriso, uma musiquinha bonita, uma birra individual, uma simpatia sem motivo.

 

Ato de votar

O ato de votar não deve ser emocional. Temos que pesquisar, distinguir o que é verdade e o que é pura montagem eleitoral.

Nosso tecido social rompeu, uma nova configuração social começa a se consolidar em meio ao País em crise moral, política e social.

A corrupção hoje é sistêmica, e operada por desumanos que desconhecem o que é amar o próximo.

Não podemos permitir que acabem definitivamente com nossa Pátria amada.

Até o dia da eleição, precisamos reagir, deixar a indignação e revolta de lado e partirmos para ações concretas.

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