Poemas

Tempos de esperança e incompreensão

Autor de três livros de poemas (o quarto em fase final para publicação), o vereador Benedito Furtado (PSB) é novo colaborador do Boqnews com seus textos para reflexão.

12 de dezembro de 2018 - 15:20

Benedito Furtado

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Não há limites,
intolerância é o que há.
Amizades rompidas,
famílias desfeitas.
Transtornos incompreensíveis.
Ofensas gratuitas.
Silêncio, medo.
Hordas em paixões.
Ódio, rancor, agressões.
Onde estamos?
Onde ficamos?
Em qual lado há sinceridade?
Qual tribo é verdade, é futuro.
São clamores inglórios, estes do presente.
Esperança e desespero.
Descrença.
Desconfiança.
Desagregação.
A solução final está por vir, estará?
Caos total.
Nos negros há mágoas,
nos gays, medo,
nas mulheres, receio.
Os dedos em L apontam, assustam.
Violência gera vidas ceifadas.
A corrupção corrói, indigna.
O vermelho afasta e aproxima.
O verde e amarelo seduz, induz e apavora.
Risos e lágrimas.
Lágrimas em risos.
Atritos verbais.
Bandeiras, badernas, conflitos.
Mito?
Mitos?
O que diria Jesus Cristo?
O prenúncio do bem ou a certeza do mal?
Quem salvou Barrabás?
Quem aposta?
Sim, há quem aposta e quem desgosta.
Milagres não houveram nem haverão.
A linguagem da faca amedronta, silencia, revolta.
Não há paz onde há guerra,
Não há guerra onde se deseja paz.
Angústia frente às certezas fabricadas.
Ver para crer,
crer só no que é palpável.
A razoabilidade é suspeita.
Acreditar é preciso, é necessidade.
Há lados opostos,
há lados dispostos.
Todos querem um fim que seja o começo,
as crenças desejam ajudar,
mulheres esperançosas rezam em seus terços.
Ninguém adormece sobre incertezas.
Oh tempo!!!
Benevolente é o tempo.
Ele, o tempo, sempre restabelece a paz,
inclusive a dos espíritos.
Que venha a bonança.
Que reine a verdade.
Que se estabeleça a virtude.

 

Benedito Furtado é jornalista, sindicalista e vereador pelo PSB em Santos. Autor de três livros sobre poemas e defensor da Causa em Defesa da Vida Animal.