Futebol

Verguenza Conmebol

Colaboradora analisa a forma como a Conmebol pune times brasileiros durante competições internacionais

29 de agosto de 2018 - 17:52

Fernanda Paes

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Na manhã dessa terça-feira (28), a Conmebol ( Confederação Sul-Americana de Futebol) puniu o Santos pela escalação irregular do jogador, Carlos Sánchez. A equipe santistarecebeu como punição, uma derrota por 3 a 0 no jogo de ida contra o Independiente.

O CASO

Tudo começou após o jogo de ida na Argentina, quando o Independiente alegou que o jogador Carlos Sánchez atuou irregularmente.

Na quarta-feira (22), a Conmebol abriu investigação sobre o caso.

Em 2015, quando Sánchez ainda pertencia ao River Plate, o volante agrediu um gandula em partida válida pela Copa Sul-Americana contra o Huracán, recebendo suspensão de três jogos. Desde então, o jogador não participou de nenhuma partida de clubes da Conmebol, por isso não estaria apto para defender o Santos contra o Independiente.

Mas, em 2016 a Conmebol absolveu metade das suspensões, deixando Sánchez apenas devendo um jogo. Entretanto, no COMET (programa da Conmebol que serve para conferir suspensões), Sánchez estava habilitado a participar da partida.

O PROBLEMA É SER TIME BRASILEIRO?

Não podemos tirar a responsabilidade do Santos, mas o grande erro é realmente da Conmebol. Como uma entidade pune um clube pelo próprio erro deles?

O caso do Sánchez pode ser comparado com o caso de Zuculini, jogador do River Plate que atuou em 7 partidas irregulares e o clube irá ter que pagar uma multa. Porque o Santos sai na desvantagem com apenas um jogo e River Plate paga uma multa com sete jogos?

O mesmo aconteceu ano passado com a Chapecoense, que escalou o zagueiro Luiz Otávio no qual estava irregular. O time de Santa Catarina venceu o primeiro jogo por 2 a 1, mas na volta teria que vencer de 4 gols de diferença para não passar para os pênaltis. Nada de multas, novamente.. Será uma coincidência?