Durante entrevistas ao jornalista Francisco La Scala, no programa Jornal Enfoque, na Boqnews TV, dois vereadores de partidos distintos usaram adjetivos como ‘subserviente, subalterno e submisso’ para mostrar que a próxima legislatura da Câmara não rezará pela cartilha do Executivo, como tem ocorrido.
Sem submissão II
Tanto a vereadora eleita Telma de Souza (PT) como o atual líder do governo na Câmara, Sadao Nakai (PSDB), usaram tais termos nas entrevistas, sinalizando que as relações entre os poderes a partir do próximo ano não serão um ‘mar de rosas’.
Sem submissão III
Nakai, inclusive, já comunicou o prefeito Paulo Alexandre (PSDB) que deixará a liderança do partido no final do ano, cargo que deverá ser ocupado pelo vereador Cacá Teixeira (PSDB) em 2017.
Hora da autonomia
A definição da nova mesa diretora do Legislativo, que terá Adilson Jr (atual PTB e ex-PT) como provável presidente, é um sinal claro do desgaste nas relações entre o Executivo e Legislativo, apesar do PSDB ter eleito a maior bancada de edis (oito).
Hora da autonomia II
Afinal, vários dos vereadores reeleitos colocam na conta a queda significativa de votos obtidos na eleição de outubro passado ao fato de terem se desgastado ao apoiarem enfaticamente projetos do Governo municipal. As respostas ao adesismo vieram das urnas. Assim, a palavra de ordem para o próximo mandato será autonomia. A conferir…
Peru não garantido
Servidores municipais aguardam com expectativa se haverá ou não a tão propalada PDR – Participação Direta dos Resultados, divulgada com ênfase durante a campanha eleitoral e paga em outubro do ano passado. Segundo a Administração, atualmente está em andamento o processo de apuração e avaliação dos contatos de gestão de metas e resultados, referentes ao exercício 2015/2016. “As bonificações dos servidores, previstas no PDR, serão vinculadas a essa auditoria, que é realizada em todas as secretarias e órgãos da Prefeitura”, diz a nota. Não há, porém, previsão de quando terminará o levantamento. Melhor o servidor da Prefeitura comprar o panetone e o peru por conta própria…
Peru garantido
Por sua vez, os servidores da Câmara não têm o que reclamar. Pelo menos, 66 deles já garantiram o peru natalino. Serão 58 que ganharão o mimo de R$ 2.475,00 como função gratificada pelo período de 1º de outubro a 15 de dezembro. Outros oito também serão beneficiados, mas com valores menores. Para os cofres públicos, o mimo geral custará cerca de R$ 153 mil, sem contar os encargos decorrentes do presente de Natal.
Quanto custa um voto?
Carina Vitral (PCdoB) foi quem mais gastou, proporcionalmente, pela quantidade de votos obtidas na eleição de outubro passado. Foram gastos R$ 461.769,24 para 14.650 votos conquistados. Ou seja, cada voto custou R$ 31,52. Em segundo lugar ficou o vereador e candidato do PPS, Marcelo Del Bosco, que dispendeu na campanha R$ 268.047.78 para obter 11.009 sufrágios (custo de R$ 24,35/voto).
Quanto custa um voto? II
Na terceira colocação, tanto em votos como gastos proporcionais, ficou o candidato do PDT, Paulo Schiff (PDT), que gastou R$ 119.143,78 e obteve 12.805 votos (R$ 9,30 cada voto). O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) dispendeu R$ 1.078.127,51 para conquistar 172.215 votos – custo unitário de R$ 6,26.
Quanto custa um voto? III
Os mais econômicos – em votos e gastos – foram Hélio Halite – PRTB (R$ 4.075 gastos para 1.028 votos – R$ 3,96 unitário); Edgar Boturão – PROS (R$ 2.600 para 5.486 votos – R$ 0,47) e Débora Camilo – PSOL (R$ 1.822,60 para 3.991 votos – R$ 0,45). Quem nada declarou ter gasto foi prof. Genival Bezerra (PSDC). Ficou em último lugar, com 336 votos.
Contas reprovadas
Com o término de mandato, muitos prefeitos vão ter dor de cabeça mesmo longe das respectivas prefeituras. Os de São Vicente, Cubatão, Bertioga e Itanhaém tiveram as contas de 2013 rejeitadas pelo Tribunal de Contas, o que pode provocar sérios danos políticos no futuro. O órgão já iniciou a análise das contas das prefeituras referentes a 2014. Má notícia ao prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini, que recebeu mais um parecer desfavorável.
Quem responde?
Quando…
a Ecovias respeitará os motoristas que se dirigem ao litoral, surpreendidos com um congestionamento na segunda (14), em razão de falhas de comunicação por parte da empresa?
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