O provedor da Santa Casa de Santos, Ariovaldo Feliciano, revelou em recente reunião do Conselho Geral da Irmandade que a Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal de Santos (Capep Saúde) deve cerca de R$ 3 milhões ao hospital. Ele acrescentou que a Prefeitura também deve ao hospital mais R$ 1 milhão e 200 mil referentes a um convênio que não vem sendo honrado.
Inadimplente II
A propósito da Capep Saúde, o presidente da instituição, o ex-vice-prefeito Eustázio Alves Pereira Filho, poderia ter esclarecido as razões do débito se tivesse comparecido à reunião, pois é integrante do Conselho Geral da Santa Casa. Por isso, sua ausência foi lamentada pelos presentes.
Maratona
Um integrante do primeiro escalão da administração municipal comparou o governo do prefeito Paulo Alexandre Barbosa a mais nobre prova de atletismo: “Governar é como correr uma maratona; quem entra para correr esse tipo de prova como se fosse a dos 100 metros rasos cansa logo e não chega ao fim”.
Carnaval garantido
Como já ocorre de praxe na Câmara santista, 46 servidores do Legislativo vão garantir um valor extra de R$ 990 mensais nos holleriths de fevereiro a abril como gratificação especial, totalizando R$ 2.970 adicionais no período.
Vapt-vupt I
Mesmo diante da crise financeira, a Prodesan nomeou durante o período de um mês o advogado Thiago Marinho Fernandes Leal como diretor de operações da empresa, função, aliás, que estava vaga desde 11 de junho de 2012.
Vapt-vupt II
Mas a nomeação de Leal, irmão do secretário de Turismo, Rafael Leal, não foi unânime. Segundo conselheiro da Prodesan, o empresário Lupércio Mussi foi voto vencido na escolha. Sua justificativa é coerente: a empresa convive com grave situação financeira e tal contratação não se justificaria em razão do cargo estar vago há tanto tempo.
Círculo de amizade
Na lista de cinco assessores de diretoria dispensados pela CET no início do ano – agora são ‘apenas’ 20 – constava o nome de um advogado, filho de um ex-presidente da Prodesan que hoje presta diversos serviços na área de obras à Prefeitura.
Prêmio
Engenheiro de formação, o ex-vereador Murilo Barletta, que não foi reeleito em outubro, está de volta à CET, ocupando o mesmo cargo de outrora: diretor de transporte público.
Dinheiro preso I
O Iprev – Instituto de Previdência foi o responsável pela Prefeitura de Santos fechar as contas no azul, em R$ 169,5 milhões. Graças ao elogiável trabalho do ex-presidente Jorge Manuel Ferreira, que ampliou as receitas do órgão em 17,3% em um ano, passando de R$ 387,8 milhões para R$ 455 milhões.
Dinheiro preso II
A receita previdenciária, porém, é intocável, ou seja, destina-se ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Na prática, a Prefeitura não tem poder de usar este dinheiro para quitar suas milionárias dívidas.
Difícil equação
Na prestação de contas sobre a gestão fiscal de 2016 ocorrida na Câmara na última semana, conforme previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, chamou a atenção o fato da ausência de receitas nas fundações do Parque Tecnológico (FPTS), Pró-Esporte (Fupes) e Arquivo e Memóra (FAMS). As três, porém, registraram prejuízos: R$ 4 milhões, R$ 2,1 milhões e R$ 1 milhão, respectivamente.
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