Na telinha de Brasília I? | Boqnews

Ponto de vista

28 de julho de 2017

Na telinha de Brasília I?

O Brasil vai assistir a um remake midiático nesta semana, onde os atores e atrizes usarão ternos e tailleurs, falarão ao microfone do plenário (alguns, em raríssimas oportunidades), gritarão, cantarão o Hino Nacional, agradecerão a família, a Deus e aos eleitores para bradar pela aprovação ou não da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, conforme acusação do procurador geral da República, Rodrigo Janot .

Na telinha de Brasília II?
Não se sabe o final, mas os atores, que já participaram deste filme no ano passado, terão os papeis invertidos. Aqueles que outrora defenderam a ex-presidente Dilma Rousseff agora estarão à frente da saída de Temer. E vice-versa. O primeiro capítulo deste remake de final incerto irá ao ar na quarta (2) com transmissão ao vivo pela TV Câmara (e até pela TV aberta), salvo se muitos dos artistas tomarem o chá de sumiço.

Placar indefinido
Entre os parlamentares da região, Temer conta com um dos mais fiéis aliados: Beto Mansur (PRB), que passará o final de semana fazendo contas para garantir os apoios necessários ao presidente. Já João Paulo Tavares Papa (PSDB) divulgou que irá votar a favor do afastamento do presidente. Marcelo Squassoni (PRB), por sua vez, se mantém literalmente em cima do muro até o momento. A pressão popular pode ser o fiel da balança.

Hora de barganhar I
Enquanto isso, a população assiste o verdadeiro ‘toma-lá-dá-cá’, com o festival de liberação de verbas de emendas parlamentares. O autor do parecer favorável ao presidente, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) dobrou de R$ 5,1 milhões para R$ 10,1 milhões o montante de verbas disponíveis. Já Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que havia recomendado a continuidade da análise da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não teve qualquer parcela de cota aprovada.

Hora de barganhar II
Conforme reportagem do site da BBC Brasil, Beto Mansur também viu os recursos empenhados para suas emendas dispararem nas últimas semanas, saindo de R$ 5,1 milhões para R$ 9,8 milhões, sendo um dos parlamentares mais bem aquinhoados com as benesses liberadas pelo Governo.

De volta ao batente
Assim como os deputados voltam à rotina, o mesmo ocorrerá com os vereadores. Os de Santos têm uma pauta pendente que precisa ser logo votada em segunda instância: a que reduz de 20% para 10% o percentual anual das incorporações. Quanto mais tempo a proposta demora a ser aprovada, maior o volume de recursos públicos gastos para beneficiar uma reduzida casta de servidores.

Eu me amo I
Apesar de garantir que não tem pretensões eleitorais, o ouvidor municipal, jornalista Rivaldo Santos, tem agido de forma, no mínimo, dúbia. Em suas visitas às unidades públicas, ele tem postado selfies mostrando medicamentos, macas e condições de manutenção, como na UPA Central, último local de sua visita. E já avisou que a próxima inspeção será no Complexo Hospitalar da Zona Noroeste.

Eu me amo II
Apesar de desmentir sobre eventual pretensão política, chama a atenção também o volume de imagens e reportagens sobre suas ações no cargo, inclusive no Diário Oficial. Será que o ouvidor, servidor de carreira, foi picado pela mosca azul do poder?

Situação preocupante
De janeiro do ano passado até a última quarta (26), o Portal da Transparência da Prefeitura de Santos registrava o valor de R$ 233,2 milhões a pagar junto a fornecedores, sendo 70% de serviços faturados neste ano – o equivalente a R$ 164 milhões. E a arrecadação tende a cair no segundo semestre…

Quem responde?

Qual…
o valor total da fatura que os brasileiros vão pagar para que o presidente Michel Temer consiga os votos necessários de apoio dos deputados para se manter no cargo?

Da Redação
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