Mudanças podem acabar com setores da indústria em uma década, diz estudo | Boqnews
Foto: Divulgação
16 de outubro de 2017

Mudanças podem acabar com setores da indústria em uma década, diz estudo

Inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia vêm provocando mudanças significativas.

As áreas mais atingidas são modelos de negócio, padrões de concorrência e em estruturas de mercado para os setores de agroindústria, química, petróleo e gás, bens de capital, automotivo, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e comunicação, bens de consumo e farmacêutico.

A análise é do estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Projeto Indústria 2027.

A iniciativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

A execução técnica ficou a cargo dos institutos de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na primeira fase do projeto, cerca de 40 pesquisadores brasileiros e estrangeiros identificaram e analisaram 8 tecnologias de alta relevância para a indústria nacional e mundial e o potencial de impacto para 10 setores produtivos brasileiros.

A próxima etapa, divulgada até o início de 2018, consistirá no detalhamento dos impactos para cada setor.

Para o superintendente nacional do IEL, Paulo Mól, o estudo será determinante para a formulação de políticas públicas e estratégias para que a indústria brasileira retome o caminho do crescimento de maneira sustentável.

“Um estudo com essa magnitude e detalhamento é inédito no Brasil e servirá para desenhar uma estratégia para o país”, explica.

“Esta é uma agenda imprescindível para a retomada do crescimento, a modernização da indústria e a competitividade da nossa economia”, afirma.

 

Novos materiais

Até o momento, a inovação disruptiva em curso na maior quantidade de setores (química, petróleo e gás, aeroespacial e bens de consumo) são os materiais avançados.

Isso porque são novos insumos que permitem o desenvolvimento de produtos inéditos, como itens de vestuário com propriedades de alto desempenho.

Ou medicamentos com liberação controlada, materiais para impressão 3D e abertura de novos mercados, como biorrefinaria.

A biotecnologia vem em segundo lugar com impactos atuais em três setores – químico, farmacêutico e agro.

Na agroindústria, por exemplo, a tecnologia tem sido usada para aumentar a resistência das plantações às pragas e aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros.

A promessa é que a tecnologia poderá levar à customização da produção agrícola.

Já para a indústria farmacêutica, marcadores genônicos as engenharias genéticas são as apostas para diagnóstico prévio e tratamento personalizado de doenças.

 

CLASSIFICAÇÃO – O estudo traz três tipos de classificação quanto ao impacto das tecnologias sobre os setores analisados:

MODERADO: para inovações que aumentam a competitividade das empresas por meio de crescente eficiência.

DISRUPTIVO: para mudanças significativas em modelos de negócio, padrões de concorrência, e/ou estruturas de mercado do sistema já estão em curso.

POTENCIALMENTE DISRUPTIVO ATÉ 2027: quando o impacto é moderado hoje e a evolução até o final do período pode implicar em disrupção.

 

Até 2027

As tecnologias com maior potencial de promover mudanças nos próximos dez anos, para a maioria dos setores, serão a inteligência artificial, a Internet das Coisas (IoT, em inglês) e a produção inteligente.

De acordo com o estudo, apenas a inteligência artificial movimentará US$ 60 bilhões (R$ 200 bilhões) até 2025.

Os usos são os mais variados possíveis: relevante contribuição para a agricultura de precisão, monitoramento de performance de poços de petróleo, uso de drones para entregas e processos logísticos, viabilização de frotas autônomas, monitoramento preditivo de anomalias em aviões e ganho de escala do uso de robôs domésticos.

 

Da Redação
Compartilhe:

Quem Somos

Boqnews.com é um dos produtos da Enfoque Jornal e Editora, que edita o Boqnews, jornal em circulação em Santos, no litoral paulista, desde 1986.

Fundado pelo jornalista Jairo Sérgio de Abreu Campos, o veículo passou a ser editado pela Enfoque desde 1993, cujos sócios são os jornalistas Humberto Challoub e Fernando De Maria dos Santos, ambos com larga experiência em veículos de comunicação e no setor acadêmico, formando centenas de gerações de jornalistas hoje atuando nos mais variados veículos do País e do exterior.

Seguindo os princípios que nortearam a origem do Jornal do Boqueirão nos anos 80 (depois Boqueirão News, sucedido pelo nome atual Boqnews) como veículo impresso, o grupo Enfoque mantém constante atualização com as novas tendências multimídias garantindo ampliação do leque de conteúdo para os mais variados públicos diversificando-o em novas plataformas, mas sem perder sua essência: a credibilidade na informação divulgada.

A qualidade do conteúdo oferecido está presente em todas as plataformas: do jornal impresso ou digital, dos programas na Boqnews TV, como o Jornal Enfoque - Manhã de Notícias, e na rádio Boqnews, expandido nas redes sociais.

Aliás, credibilidade conquistada também na realização e divulgação de pesquisas eleitorais, iniciadas em 1996, e que se transformaram em referência quanto aos resultados divulgados após a abertura das urnas.

Não é à toa que o slogan do Boqnews sintetiza o compromisso do grupo Enfoque com a qualidade da informação: Boqnews, credibilidade em todas as plataformas.

Expediente

Boqnews.com é parte integrante da Enfoque Jornal e Editora (CNPJ 08.627.628/0001-23), com sede em Santos, no litoral paulista.

Contatos - (13) 3326-0509/3326-0639 e Whatsapp (13) 99123-2141.

E-mail: [email protected]

Jairo Sérgio de Abreu Campos - fundador / Humberto Iafullo Challoub - diretor de redação / Fernando De Maria dos Santos - diretor comercial/administrativo.

Atenção

Material jornalístico do Boqnews (textos, fotos, vídeos, etc) estão protegidos pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610 de 1988). Proibida a reprodução sem autorização.

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.