Baixada Santista tem 200 quilômetros de vias navegáveis | Boqnews
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18 de fevereiro de 2018

Baixada Santista tem 200 quilômetros de vias navegáveis

Os rios que cortam as cidades da Baixada Santista revelam imenso potencial hidroviário

Estudos do Departamento Hidroviário do Governo de São Paulo apontam que a região tem 200 quilômetros de vias navegáveis.

“A potencialidade é enorme”, destaca o engenheiro e membro da AEAS – Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, Eduardo Lustoza.

“As hidrovias representam um novo impulso de desenvolvimento à Baixada Santista”, enfatiza.

Em outubro, durante o 5º Seminário Hidrovia Já promovido pela associação e CREA – Conselho Regional das categorias, a potencialidade das hidrovias na região foi destacada não apenas para a movimentação de cargas, mas também no transporte de passageiros.

Hoje o serviço é limitado a Santos (Centro) – Vicente de Carvalho e Santos (Ponta da Praia) – Guarujá, além da Ilha Diana.

Atualmente, o Brasil usa para transporte de suas cargas 62% do modal rodoviário, 24% ferroviário, 14% hidroviário e 2% aéreo.

Já as cargas nos Estados Unidos são transportadas de uma forma mais lógica e econômica.

Ela ocorre da seguinte forma: 32% no rodoviário, 43% no ferroviário e 25% no hidroviário.

“Além da vantagem nos custos, existem os benefícios ambientais”, destaca.

Enquanto o Brasil gasta, em média, U$94 para embarcar uma tonelada de grãos (da lavoura ao embarque), os Estados Unidos despendem US$ 23 e a Argentina, US$ 20. Foto: Divulgação

Custo Brasil

Enquanto uma tonelada custa – da lavoura ao embarque – U$ 94 (R$ 320) no Brasil, nos Estados Unidos ela chega a US$ 23 (R$ 78,20) e na Argentina, US$ 20 (R$ 68,00).

Este custo acaba sendo repassado ao cliente, diminuindo a concorrência internacional.

Apesar do seu potencial, o Brasil responde por apenas 1% no volume de cargas comercializado em todo o mundo

O grande desafio é a integração do modal hidroviário no País.

São 48 mil quilômetros de rios navegáveis, com 16 hidrovias e 20 portos fluviais.

E as cinco maiores hidrovias brasileiras – uma em cada região – não se interligam.

O maior complexo está na Região Norte, com o Complexo Solimões-Amazonas.

 

Tietê-Paraná

No Sudeste, destaque para a hidrovia Tietê-Paraná, administradora de forma compartilhada entre os governos estadual e federal.

Em 2000, ela movimentava 1 milhão 700 toneladas e neste ano a meta é chegar a 9 milhões.

Até 2031, estima-se o transporte pelo trecho de até 20,8 milhões de toneladas.

“Há, portanto, espaço para crescimento”, explica o assessor técnico do Departamento Hidroviário, Pedro Júnior.

A produção agrícola dos estados do Mato Grosso e Goiás alavancaram a movimentação de cargas no cais santista.

Do primeiro, 50,88% da soja e 66,61% do milho vieram pela hidrovia Paraná-Tietê – junto com o rodoviário/feroviário – ao Porto de Santos.

De Goiás, foram 14,51% e 18,64%, respectivamente.

As cargas embarcam em São Simão (GO), percorrem 750 quilômetros pela hidrovia que corta o interior até serem colocadas em trens rumo ao cais santista.

Com o uso da hidrovia também no porto, o conflito entre caminhões e trens irá diminuir.

E assim haverá maior agilidade no transporte de cargas ao destino final.

 

Exemplos no mundo

O uso do mar como meio de transporte antecede o período cristão.

O Canal de Suez, no Egito, por exemplo, foi iniciado em 600 a.C, mas foi inaugurado em 1869.

É uma das mais importantes linhas de tráfego entre a África e Ásia, atingindo 169 quilômetros de extensão.

O Canal de Corinto, na Grécia, foi iniciado em 67 dC, e teve continuidade apenas no século 19, tendo sido entregue em 1893.

Com 63 quilômetros de extensão, a curiosidade é sua pequena largura, de 21 metros, e sua ampla altura (87 metros).

Mesmo assim, de vital importância para ligação e expansão do país grego e regiões vizinhas.

Outros exemplos são o Porto de Liége, na Bélgica, com o terminal trimodal de Semeries, ao longo dos 950 quilômetros do Rio Mosa.

E o Canal Forth and Clyde, entre os portos de Grangemouth e Falkirk, ligando Glasgow com a costa ocidental na Escócia.

Por fim, deve-se destacar o Canal do Panamá, feito de forma artificial ligando- em 77,1 quilômetros – os oceanos Atlântico – via Caribe – e Pacífico.

Fernando De Maria
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