Patrono do II Santos Jazz Festival, o instrumentista Egberto Gismonti encantou o público na abertura do evento, que aconteceu, no Sesc, no último dia 18. Em espetáculo intimista, Egberto tocou violão e piano e emocionou quem estava presente. Para ele, o mais importante ao subir num palco é sentir o público, observar as reações. Atencioso, o músico atendeu à plateia, formada, entre eles, por músicos da região, que fizeram questão de registrar o momento com foto do artista e levar seu autógrafo. A entrevista foi realizada pela equipe de produção do Festival: Dino Menezes, Nara Assunção e André Azenha.
Qual a importância da valorização da música pela realização de festivais?
É sempre muito importante e, felizmente, não é de hoje. E, estou muito feliz porque também em Santos há um festival dedicado à música brasileira. É muito importante dentro do nosso País existirem festivais como este.
Quando foi a última vez que esteve em Santos?
Eu não me lembro. A coisa mais clara que eu me lembrei foi o lançamento do disco chamado Circense. Numa turnê que estávamos fazendo, descemos de São Paulo em direção a Santos e tinha um ônibus nos esperando, com toldo de circo. O show foi numa praia daqui e o palco era em formato de circo. Este momento está registrado pela TV Cultura. A Cássia Kiss, uma grande amiga, me contou de um vídeo que viu. Você não sabe, mas tem um vídeo seu, na TV Cultura, onde eu estou. Teve um show do Circense num toldo e eu fui assistir. Tinha uns 18 anos. Eu apareço no final dando um sorriso. Tiveram outras vezes, mas não me lembro. E não lembro apenas pelo excesso de tocar em diversos locais.
Amigos pelas cidades das turnês
Tenho uma quantidade de amigos em tudo que é canto. É sempre este tipo de reação e não é porque eu toco bem, mas porque as pessoas acham que eu faço uma música que faz bem a elas. Muito mais fácil lembrar de pessoas do que de lugares.
Como foi este retorno a Santos?
Uma beleza. Aliás, aconteceram duas ou três coisas que são um pouco a reafirmação do que estou falando. Foi muito caseiro. Quando cheguei aqui lembrei de uma história da minha mãe e da minha família. Eu me senti muito bem. A sala (Sesc) foi muito boa. Foi bacana. Meu desejo é que todos os shows dêem muito certo – que vocês continuem a empurrar a nossa história. Não só da nossa música, mas do Brasil.
Das suas viagens, quais destinos você destacaria?
Eu gosto de viajar. Por isso, há mais de 40 anos que não paro de viajar. Eu gosto de gente. Eu morei em Paris durante um ano e nunca fui à Torre Eiffel, por exemplo. Gosto muito mais de gente do que de local. Gosto de destinos que não estão no roteiro profissional, como as aldeias no Xingu. Eu gosto de locais que nada têm a ver com música, mas que são ricos em cultura.
Como é a sensação de subir no palco hoje em dia?
A sensação já acabou para mim – será que vou gostar de tocar ou se as pessoas gostarão de me ouvir. Depois de mais de 60 discos, não faço shows para vender disco algum. O objetivo não é mais esse. Cada vez que entro no palco, eu olho e vejo a minha geração, a turma de 60 anos, a geração de 40 e os filhos desta geração. Como você acha que posso me sentir? Eu acredito em elo familiar e é exatamente isso. Gosto de ir a lugares para encontrar amigos íntimos que eu não conheço. Evidente que eu sou um ilustre conhecido-desconhecido a eles também. Esta relação não dá para descrever. É lindo por causa disso.
Santos Jazz Festival
Michel Leme encerrou a programação do II Santos Jazz Festival, no Emissário Submarino, reunindo centenas de pessoas para ouvir boa música, no último domingo (23)
Santos Jazz Festival
O ex-vereador Reinaldo Martins sempre ligado à Cultura santista marcou presença com a esposa Carolina, em vários palcos do Festival, que aconteceu de 18 a 23 de junho, em Santos e Cubatão.
Apoiam
Segundo a Avaaz, que organiza abaixo-assinados pela internet e enviou questionário a seus integrantes, num total de 1 milhão para saber a opinião deles sobre os protestos das últimas semanas – 87% dos que responderam apóiam as manifestações. E, mesmo com os partidos tendo sido hostilizados, somente 25% dizem desejar uma política sem partidos. Democracia sempre!
Dever cumprido
O término da segunda edição do Santos Jazz Festival nos passa a exata sensação de dever cumprido. Isso porque foram seis dias de evento, sete palcos, cerca de 200 artistas envolvidos e uma grande equipe envolvida sem que tivéssemos um problema sequer – unicamente o melhor da música. Tudo conspirou a favor dessa grande festa da música de qualidade.
Dever cumprido II
O tempo nos abençoou, a paz nas ruas eletrizou o som das bandas devolvendo, por horas, alegria e emoção ao público. A equipe fluiu impecável com sua dedicação. O nosso muitíssimo obrigada a todos. Um projeto que só acontece por meio do patrocínio da Vale Fertilizantes, que aposta no projeto.
Dever cumprido III
Contamos e também agradecemos a correalização da Prefeitura de Santos, além dos apoios do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Turismo, da Esags, da Sabesp – Baixada Santista, do Shopping Balneário, além dos apoios institucionais do Museu do Café, do Instituto Arte no Dique e da Enfoque Comunicação.
O que vem por aí…
Lançamento
A escritora Suelly Ribella lança o livro de poemas Outros Sonhos, no próximo sábado (6), a partir das 19h30, no Ao Café, à Avenida Siqueira Campos, 462, Boqueirão. A noite de autógrafos também terá apresentação musical da banda Alen Vox.
Exposição
Pequeno e Velozes é o tema da mostra de carrinhos que acontece no Pátio Iporanga, à Av. Ana Costa, n°465, com réplica de carros de filmes, como 007, Velozes e Furiosos e Batman. Até 28 de julho.
CD
Com dois anos de estrada, a banda santista Music Box, que anima diversas casas noturnas em toda a Baixada, acaba de lançar seu primeiro EP com 4 músicas próprias. O mesmo já está disponível no site oficial da banda www.bandamusicbox.com.br e no Facebook do grupo. O EP conta com as letras e cifras das músicas e uma arte de capa para quem quiser gravar em CD.