Força reduzida | Boqnews
Força reduzida
Para um partido que governou a Cidade durante oito anos (Telma de Souza - 1989 a 1992 e David Capistrano - 1993 a 1996), e ajudou a eleger até quatro deputados federais e estaduais nos últimos anos (Telma de Souza, Mariângela Duarte, Fausto Figueira e Maria Lúcia Prandi), sendo a última a única a ter mandato na atualidade (Fausto Figueira voltará a Assembléia Legislativa em 2009, em razão de dois deputados estaduais do PT terem sido eleitos prefeitos no domingo passado), os 32.698 (13,24% dos votos válidos) sufrágios obtidos por Maria Lúcia Prandi na eleição passada representam a maior derrota que a agremiação já obteve no Município.

Além de diminuir uma cadeira na Câmara (de quatro em 2000 e  2004 para três na eleição passada), o partido perdeu 16,15% dos votos no Legislativo em oito anos e 71,95% no Executivo no mesmo período, comparando-se às eleições do primeiro turno.

O PT é o único partido que disputou, como cabeça de chapa, todas as eleições municipais desde 1984, quando a Cidade voltou a escolher seus líderes políticos, com a restauração da autonomia política do Município.

Outro dado importante é a perda que o PT tem sofrido em redutos que sempre foram ligados ao partido, como os eleitores da ZE 118ª (Zona Noroeste, Morros, Encruzilhada, Vila Mathias, Centro, Jabaquara, Valongo, Paquetá e Vila Nova).

Tradicionalmente, o PT se destaca  nesta região, que tem 32% do eleitorado. Em 2000, Telma garantiu 61,46% dos votos válidos e 65,72% em 2004, ambos no segundo turno. Mansur, em 2000, e Papa em 2004 obtiveram 38,54% e 34,28%, respectivamente. Desta vez, a situação se inverteu. Papa ficou com 72,45% dos votos válidos contra 18,29% de Maria Lúcia Prandi e 7,85% de Mariângela Duarte (PSB), outra concorrente com grande penetração nesta região. Mais um mito rompido.

Efeito Telma

Os números também são claros: no tocante às eleições municipais, a vereadora eleita Telma de Souza confirma o fato de ser a principal estrela do partido em Santos. Os números comprovam isto. Para prefeita, Telma foi candidata em 1984, 1988 (quando venceu), 1996, 2000 e 2004, chegando ao segundo turno nestas últimas três eleições.

Em 2000, por exemplo, ela obteve 116.577 votos no primeiro turno; em 2004, foram 93.573. E perdeu, na ocasião, para João Paulo Tavares Papa (PMDB) por 1.771 votos.

Depois de não conseguir se reeleger deputada federal em 2006 (ficou com a primeira suplência), Telma deu a volta por cima no último dia 5 e obteve a maior votação que um candidato a vereador já obteve em Santos: 20.631 (8,47% do total de votos válidos).

Graças à sua expressiva votação, Telma ajudou o partido   a não sofrer um vexame maior, pois somente seus votos foram equivalentes a 56,7% do total de sufrágios dados aos candidatos do PT, inclusive os de legenda, sempre um ponto forte da agremiação.  Além disto, os votos obtidos pela ex-prefeita representaram 85,5% do total de sufrágios que a soma dos três vereadores eleitos (Telma, Adilson Jr e Cassandra Maroni) receberam na semana passada.

10 de outubro de 2008

Força reduzida

Para um partido que governou a Cidade durante oito anos (Telma de Souza – 1989 a 1992 e David Capistrano – 1993 a 1996), e ajudou a eleger até quatro deputados federais e estaduais nos últimos anos (Telma de Souza, Mariângela Duarte, Fausto Figueira e Maria Lúcia Prandi), sendo a última a única a ter mandato na atualidade (Fausto Figueira voltará a Assembléia Legislativa em 2009, em razão de dois deputados estaduais do PT terem sido eleitos prefeitos no domingo passado), os 32.698 (13,24% dos votos válidos) sufrágios obtidos por Maria Lúcia Prandi na eleição passada representam a maior derrota que a agremiação já obteve no Município.

Além de diminuir uma cadeira na Câmara (de quatro em 2000 e  2004 para três na eleição passada), o partido perdeu 16,15% dos votos no Legislativo em oito anos e 71,95% no Executivo no mesmo período, comparando-se às eleições do primeiro turno.

O PT é o único partido que disputou, como cabeça de chapa, todas as eleições municipais desde 1984, quando a Cidade voltou a escolher seus líderes políticos, com a restauração da autonomia política do Município.

Outro dado importante é a perda que o PT tem sofrido em redutos que sempre foram ligados ao partido, como os eleitores da ZE 118ª (Zona Noroeste, Morros, Encruzilhada, Vila Mathias, Centro, Jabaquara, Valongo, Paquetá e Vila Nova).

Tradicionalmente, o PT se destaca  nesta região, que tem 32% do eleitorado. Em 2000, Telma garantiu 61,46% dos votos válidos e 65,72% em 2004, ambos no segundo turno. Mansur, em 2000, e Papa em 2004 obtiveram 38,54% e 34,28%, respectivamente. Desta vez, a situação se inverteu. Papa ficou com 72,45% dos votos válidos contra 18,29% de Maria Lúcia Prandi e 7,85% de Mariângela Duarte (PSB), outra concorrente com grande penetração nesta região. Mais um mito rompido.

Efeito Telma

Os números também são claros: no tocante às eleições municipais, a vereadora eleita Telma de Souza confirma o fato de ser a principal estrela do partido em Santos. Os números comprovam isto. Para prefeita, Telma foi candidata em 1984, 1988 (quando venceu), 1996, 2000 e 2004, chegando ao segundo turno nestas últimas três eleições.

Em 2000, por exemplo, ela obteve 116.577 votos no primeiro turno; em 2004, foram 93.573. E perdeu, na ocasião, para João Paulo Tavares Papa (PMDB) por 1.771 votos.

Depois de não conseguir se reeleger deputada federal em 2006 (ficou com a primeira suplência), Telma deu a volta por cima no último dia 5 e obteve a maior votação que um candidato a vereador já obteve em Santos: 20.631 (8,47% do total de votos válidos).

Graças à sua expressiva votação, Telma ajudou o partido   a não sofrer um vexame maior, pois somente seus votos foram equivalentes a 56,7% do total de sufrágios dados aos candidatos do PT, inclusive os de legenda, sempre um ponto forte da agremiação.  Além disto, os votos obtidos pela ex-prefeita representaram 85,5% do total de sufrágios que a soma dos três vereadores eleitos (Telma, Adilson Jr e Cassandra Maroni) receberam na semana passada.

Da Redação
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