Dia Internacional do Gamer – Games ou Armas? | Boqnews
29 de agosto de 2019

Dia Internacional do Gamer – Games ou Armas?

Neste 29 de agosto é comemorado o Dia Internacional do Gamer, voltado aos aficionados por jogos eletrônicos. Aproveitando a data, proponho uma análise de como os games acabam, de forma equivocada, se tornando vilões digitais da sociedade ao invés de instrumento transformador como é toda tecnologia.

O deputado federal Júnior Bozzella propôs uma lei para criminalizar games violentos depois do massacre ocorrido na escola em Suzano, porque houveram indícios que os envolvidos jogavam um game de pistolas online. A culpa é do game, ou da sociedade, dos pais e da escola que não conseguiram desenvolver com equilíbrio o caráter desses meninos?

A ideia absurda também foi defendida na TV pelo presidente Jair Bolsonaro, como se o game fosse mais perigoso que as armas que ele mesmo optou por descriminar.

Sou de uma geração que cresceu nos anos 80, quando se popularizou os games eletrônicos.

E nossos pais tinham cuidado de limitar o tempo de exposição ao videogame, à tv e ao fliperama, evitando excessos, mas sem criminalizar os games.

Nem mesmo quando a Atari lançou o popular cartucho “X-man”, um jogo de labirinto onde um homem nu corria atrás de uma mulher nua e o objetivo era consumar o ato sexual. Apostaria que o deputado em questão jogou esse game na infância, e também apostaria que todos os filhos do presidente também jogaram. E nenhum deles virou estuprador, e nem anda pelado pelas ruas.

A Pesquisa Game Brasil, realizada por empresas de games e a ESPM, mostrou que 41,3% dos pais discordam, totalmente ou parcialmente, que os jogos digitais levam ao comportamento agressivo. Os games não são responsáveis pelas ações de seus usuários, assim como o avião, o carro e outras tecnologias que já foram empregadas para cometer crimes. A culpa no caso é do operador.

Da Redação
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