Impactos do coronavírus no mundo | Boqnews
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18 de abril de 2020

Impactos do coronavírus no mundo

Ainda há muitas perguntas sem respostas sobre o novo coronavírus. Enquanto a doença circula no mundo todo, os questionamentos só aumentam. Apesar das projeções, ninguém sabe ao certo quando tudo voltará à normalidade. A Covid-19 teve início na China no fim do ano passado, por não saber a origem e como o vírus se espalhou, não há uma data exata sobre o primeiro paciente infectado.

De acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, o vírus começou a circular em novembro. No entanto, só em dezembro, a doença misteriosa começou a ser noticiada em Wuhan. A princípio muitos acreditavam que seria um novo tipo da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que vitimou centenas de pessoas em 2003. O governo chinês omitiu com negligência o perigo do vírus, tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) notificou o primeiro alerta no dia 31 de dezembro do ano passado. De acordo com a própria entidade, o primeiro caso teria sido registrado em 8 de dezembro.

A confirmação que o vírus misterioso era o novo coronavírus – batizado de covid-19 – veio apenas no dia 9 de janeiro, justamente na mesma data do anúncio da primeira morte na China, que já contava com 41 casos. Tomando como base, a data de confirmação da doença, a China registrou em 50 dias, 78.824 casos e 2.788 mortes, ou seja, a taxa de mortalidade ficou em 3,5%. Atualmente o país conta com 81.907 casos e 3.336 mortes.

Itália

O vírus se espalhou rapidamente pelo mundo em uma velocidade de contágio sem precedentes. Porém, os países europeus demoraram para tomar as medidas de prevenção e a propagação da doença seguiu em efeito dominó exaurindo o sistema de saúde de várias cidades. A Itália foi um os países que mais sofreu no continente. Em 50 dias, foram 47.021 casos e 4.032 óbitos, com isso a taxa de letalidade chegou a 8,5%.

Nesta semana, o número de mortos tem diminuído, mas ainda os reflexos ainda são graves, até o fechamento da matéria já são 166.344 pessoas infectadas e 22.170 mortes. A alta do índice de mortos se deve há alguns fatores, como o grande número de idosos no país que pertencem ao principal grupo de risco e o aumento da curva da doença de forma aguda, atingindo todas as regiões da nação em pouco tempo.

Bomba Biológica

Além disso, uma partida da UEFA Champions League entre Atalanta-ITA e Valência-ESP disputada em dia 19 de fevereiro em Milão, pode ter sido uma bomba biológica de acordo com o prefeito da Cidade de Bérgamo, Giorgio Gori. “Se o vírus já estava em circulação, os 40 mil torcedores que foram ao estádio San Siro podem ter sido infectados”. Vale lembrar que o clube da Atalanta fica na Cidade de Bérgamo, localizada na região da Lombardia, a área mais afetada no país. No entanto, a equipe estava jogando as partidas do torneio europeu em Milão.

Outro país europeu que teve o sistema de saúde totalmente afetado por conta da Covid-19 foi a vizinha Espanha que também demorou no combate ao vírus, desde o primeiro caso registado no dia 1º de fevereiro até 21 de março, a nação obteve 24.932 casos confirmados e 1.326 vítimas fatais, o que significa uma taxa de mortalidade de 5,3%.
Agora, o país já registra 182.816 infectados e 19.130 mortes. Assim, como na Europa, o coronavírus chegou aos outros continentes com uma velocidade impressionante.

A OMS – Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia no dia 11 de março. O Irã, país do Oriente Médio, também registrou índices elevados de casos.
Todavia, a nação líder de vítimas confirmadas e mortos, por enquanto, é os Estados Unidos. Os norte-americanos localizaram o primeiro paciente com a doença no dia 22 de janeiro. Diferentemente de outros países, o estopim dos casos confirmados não ocorreu de forma imediata. Tanto que em 50 dias, apesar da área territorial, os Estados Unidos registravam 7.087 casos e 114 óbitos, uma taxa de 1,6 % de mortos.

Contudo, o país vive uma situação dramática nas últimas semanas, corpos já estão sendo enterrados em valas comuns, o registro é de 667.801 casos diagnosticados e 32.917 mortes.

Brasil

No Brasil, o primeiro caso confirmado aconteceu em São Paulo, na quarta-feira de cinzas à noite (26 de fevereiro), pós-Carnaval.

O homem infectado veio da Itália. Mesmo assim pessoas espalharam fake news sobre a ligação da doença com a aglomeração no Carnaval.

As autoridades estaduais do país anunciaram medidas restritivas rapidamente para conter o avanço da doença e não deixar o Sistema Único de Saúde (SUS) em colapso. Com isso escolas foram fechadas, logo em sequência os shoppings, academias e comércios de serviços não essenciais.

Na contramão, o presidente Jair Bolsonaro criticou a medida adotada pelos governadores e prefeitos e defendeu a reabertura do comércio, ressaltando a importância da economia, pois parte da população já está desempregada (eram quase 13 milhões de brasileiros antes da explosão do covid-19) e o índice de pobreza tende a aumentar, levando as classes mais periféricas à extrema pobreza.

O governo federal hoje auxilia os trabalhadores autônomos com o benefício de R$ 600 pelo período de três meses.Outro ponto de discussão era a relação de Bolsonaro com o ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta que foi demitido na última quinta-feira (16). No mesmo dia, o presidente anunciou o oncologista Nelson Teich como novo ministro.

Em 50 dias da Covid-19 no país, o número de infectados chegou a 28.912 casos confirmados e 1.760 óbitos, com a taxa de mortalidade de 6,1%. O índice atual já ultrapassou a marca de 30 mil casos, com mais de 2 mil vítimas fatais. Vale lembrar que cada país tem a sua própria particularidade.

João Pedro Bezerra, Da Redação
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