“Homem Pateta”: pais desconhecem o que filhos fazem na internet | Boqnews

Ponto de vista

17 de julho de 2020

“Homem Pateta”: pais desconhecem o que filhos fazem na internet

Hoje eu vim aqui compartilhar com vocês essa notícia sobre o caso do “Homem Pateta”. O Gui me falou sobre isso semana passada. Ele ouviu de um amigo que existia essse tal de homem pateta e, aí a coisa aqui virou de cabeça para baixo.

Ele começou a não querer mais dormir no quarto dele, disse que estava com medo desse homem vir aqui pegar ele e por aí vai.

Eu conversei com ele, deixei ele dormir no meu quarto alguns dias e expliquei sobre os perigos da Internet. Com o isolamento social ele passou a ficar um pouco mais de tempo do que eu gostaria na internet, mas sempre ficamos de olho. Todos os dias o Alê dá uma olhada no histórico do youtube, aqui usamos o kids.

Por isso achei muito importante compartilhar com vocês essa informação que recebi da empresa de cibersegurança Kaspersky.

Nesta semana, o caso ” Homem Pateta ” ganhou um novo capítulo com a descoberta de um suposto autor do perfil que aliciava crianças à prática de autoviolência por meio das redes sociais. De acordo com informações da Polícia Civil de São Paulo, o autor dos ataques seria um adolescente, um fato que reforça a discussão sobre a importância da presença dos adultos no acompanhamento das atividades dos menores na internet.

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa de cibersegurança Kaspersky, em parceria com a CORPA, metade das crianças brasileiras possui perfis nas redes sociais. Ao mesmo tempo, 20% dos pais admitem ignorar completamente as informações que seus filhos compartilham na internet.

 

A falta de atenção em relação à vida (geral e digital) das crianças é, na visão de Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, a principal brecha para que casos como esse continuem acontecendo. De acordo com o especialista, o envolvimento de jovens com criminosos ou grupos que estimulam a prática de violência tem relação com insegurança, e a ideia de que a internet é um ambiente anônimo ajuda a externar a angústia que o próprio agressor sente. E quando os pais não participam da vida de seus filhos, eles acabam alheios aos sinais, tanto quando a criança sofre ou gera algum tipo de bullying ou violência.

 

“A conversa é a principal arma para evitar e solucionar ambos os casos: da vítima e do causador da violência. Normalmente, quem faz bullying pode sentir inveja ou ciúmes por outra criança ou adolescente ter algo que ela não tem – e não me refiro a bens materiais, normalmente a motivação é emocional, familiar ou social”, explica Assolini.

Outro desafio é conseguir explicar os riscos digitais para as crianças. Em uma pesquisa que a Kaspersky realizou, sete em cada dez pais brasileiros admitiram essa dificuldade.

Para ajudar a desenvolver essa conversa em casa, a Kaspersky lançou um e-book infantil chamado “Kasper, Sky e o Urso Verde”. Disponível gratuitamente para download, a publicação trata de forma lúdica e com uma linguagem adaptada para crianças temas como: assédio, bullying, conteúdos maliciosos, entre outras ameaças presentes na internet. Segundo Assolini, todos esses assuntos fazem parte do universo virtual, e não podem ser negligenciados pelos pais.

Disponível gratuitamente para download

“A preocupação com a vida social sempre existiu, mas não como vemos agora. Isso porque nunca estivemos tão expostos e o nosso papel como adultos é orientar as crianças desde cedo sobre os cuidados com a sua exposição. Explique, por exemplo, que elas irão interagir com muita gente pela internet, que as pessoas são diferentes e que esta diferença deve ser respeitada. Além disso, é importante avaliar se é necessário compartilhar toda a vida privada nas redes sociais, pois há muitos riscos que esta exposição pode gerar”, afirma o especialista.

Assolini ainda incentiva os pais a abrir oportunidades de conversar com os filhos sobre as situações vividas na internet. “Pergunte se houve alguma situação estranha no dia dele(a) ou que o(a) fez sentir desconfortável​​ou ameaçado(a)”, acrescenta.

Outras medidas de proteção

Além do diálogo, o especialista sugere algumas medidas que poderão ajudar a proteger as crianças. Uma delas é manter o controle sobre a privacidade dos filhos, configurando as redes sociais de modo que limite o contato com desconhecidos. No Facebook, por exemplo, é possível bloquear mensagens e solicitações de amizade de perfis sem conexão com conhecidos.

 

Outra solução, segundo o analista, é a instalação de programas de controle parental. Além de permitir o bloqueio a sites que possam gerar algum risco à segurança, é possível ativar recursos como bloqueio de mensagens que utilizem termos relacionados a bullying ou aliciamento. De acordo com levantamento da Kaspersky, no Brasil, menos de 30% dos pais utilizam esses recursos com os filhos.

 

Confira abaixo as dicas da Kaspersky para a segurança digital das crianças:

  • Estabeleça um diálogo sobre os perigos da internet com os seus filhos;
  • Participe das atividades online de seus filhos desde cedo como um “mentor”. Pergunte sobre suas experiências online e, em particular, se teve algo que o(a) fez sentir desconfortável ​​ou ameaçado (a), como assédio, sextingou aliciamento;
  • Defina regras simples e claras sobre o que eles podem fazer na internet e explique o porquê;
  • Configure corretamente as ferramentas de privacidade nas redes sociais de seus filhos para que as mensagens sejam visualizadas apenas por amigos e familiares;

 

Da Redação
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