Praia Grande reduz casos de dengue em 80%
Praia Grande teve redução de 80% no índice de casos de dengue em todo ano de 2009 (janeiro a dezembro), comparado com o mesmo período de 2008. A Divisão de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) espera contar com apoio da comunidade para que o combate a doença em 2010.
Durante 2009 o Município registrou total de 48 casos de dengue. Em 2008 foram contabilizados 286 pessoas confirmadas com a doença. “Cada um deve fazer sua parte para que possamos manter o controle da doença. A população precisa assumir sua parcela junto conosco”, declarou o titular da Sesap, Adriano Springmann Bechara.
Para atingir este objetivo, a secretaria terá que superar alguns problemas, como as fortes chuvas de verão, que têm apresentado níveis acima da média e que têm surpreendido os moradores e turistas. Aliado ao tempo quente das últimas semanas, a infestação do mosquito transmissor da dengue pode atingir nível de alerta na Cidade e em toda Região Metropolitana da Baixada Santista.
Outro grave problema ainda encontrado pelos agentes de combate é que parte da comunidade apresenta resistência em permitir a entrada dos profissionais nas residências. O comportamento tem atrapalhado o desenvolvimento das ações em todo Município.
“O munícipe deve alterar este tipo de procedimento. Até quem já recebeu a informação sobre como evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença deve autorizar a vistoria do quintal ou locais que possam conter acúmulo de água”, enfatizou o chefe da Divisão de Controle de Zoonoses, Ozório Gonçalves Júnior.
Atividades
No combate à dengue, a Sesap atua em frentes, como a visitação domiciliar, inspeção dos chamados pontos estratégicos (locais onde há maior probabilidade de larvas, como desmanches e ferros-velhos) e monitoramento dos imóveis especiais (locais com grande fluxo, a exemplo de escolas e shoppings).
Novidade
Para 2010 a Sesap adotou nova estratégia para atingir a população. Houve duplicação no número da equipe de controle de vetor. Os 50 agentes percorrem os bairros, fazendo o que chamam de arrastão. Paralelo a este serviço, as agentes comunitárias de saúde orientam moradores em áreas cobertas pela Estratégia de Saúde da Família.