Cão epilético que morava no Codevida ganha novo lar | Boqnews
Foto: Carlos Nogueira/PMS
21 de outubro de 2021

Cão epilético que morava no Codevida ganha novo lar

De manhã cedinho, Eros acorda e espera Cláudia ao lado da cama. O cachorro sabe que vai tomar café da manhã na casa dos ‘avós’, comendo o prato preferido: frango com chuchu. Na comida, a ‘mamãe’ mistura a medicação que o pet precisa tomar todos os dias para controlar a epilepsia. Há seis meses com ela, essa é a rotina do cãozinho idoso – já por volta dos 8 anos de idade – desde que foi adotado na Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), em Santos.

A experiência de conviver com um cachorro com problemas de saúde nunca foi um sacrifício para a coordenadora de projetos de 44 anos, Cláudia Flores Furlan. “Pelo contrário, acho que isso pesou ainda mais na decisão. Eu pensava nele lá, sozinho e só queria poder cuidar dele”.

O remédio que Eros toma duas vezes ao dia é o Gardenal, medicação que não cessa as convulsões, mas as torna mais leves e esporádicas. “Ele tem crises quando fica ansioso ou quando tem uma mudança muito brusca de humor. Quando demoro um pouco mais para chegar, ele fica muito feliz e eufórico quando eu chego. Essa mudança rápida faz com que ele convulsione às vezes”.

Mesmo com o problema de saúde, Eros tem muita qualidade de vida: passeia com a tutora na casa dos ‘avós’, come a comida dos sonhos todos os dias, brinca e dorme coladinho na cama de Cláudia. A personalidade do cão, por mais que seja antissocial com outros pets, é só amor e ‘lambeijos’ com a ‘mamãe’.

“As pessoas têm receio de adotar cães adultos ou com problemas, como o Eros, mas minha experiência foi ótima. Eles são muito companheiros, mais tranquilos em razão da idade, fazem pouca bagunça e não dão trabalho. É legal ir à Codevida conhecer, participar dos programas de passeio ou de Padrinho de Fim de Semana. Eu sei que filhotes são mais visados, mas os velhinhos também merecem uma chance”.

A história de Cláudia com Eros começou em 2017. Após voltar a morar no Brasil, os pais dela foram viajar e a moça se sentiu sozinha no País. Foi então que viu no jornal um anúncio sobre o programa da Codevida no qual os voluntários levam os cachorros para passear e começou a fazer parte. Nesse período, conheceu Eros, que na época ainda se chamava “James Brown”, e se apaixonou por ele à primeira vista.

Mesmo que já estivesse com vontade de levar o peludinho para casa, Cláudia não podia. Na época, ela tinha um cachorro idoso também com problemas de saúde e não podia adotar mais um. Depois disso, ela precisou ir embora do Brasil novamente, mas, quando retornou a Santos, em março de 2021, o primeiro pensamento foi de que essa seria a hora de levar James para casa, já que seu antigo pet havia morrido.

“Eu liguei na Codevida perguntando por ele, rezando para que já tivesse sido adotado, porque já estava lá há cinco anos, mas, ao mesmo tempo, torcendo para que ele ainda estivesse esperando por mim”. Ao receber a notícia de que Eros ainda se encontrava disponível para adoção, pediu para que a equipe não deixasse que ele fosse adotado por outra pessoa, pois ela estava se instalando em Santos e, em breve, o levaria para casa.

“Não me arrependo. Ele é meu ‘grude’, meu companheiro. A gente conversa bastante e ele está sempre comigo, onde eu vou, ele vai atrás”. “Como todos os animais da Codevida, sei que ele era muito bem cuidado lá, mas nada como uma casa para chamar de lar”, finaliza.

Animais com problemas de saúde tem menos chances de serem adotados

Com a saída de Eros, restaram ainda dez animais com problemas de saúde na Codevida (conheça-os abaixo), todos esperando uma chance de serem adotados e receberem o amor de uma família, o que não é fácil.
“Na escala de adoção, os animais com deficiência ou que necessitam de tratamentos de saúde específicos são os últimos da fila”, explica a coordenadora da Codevida, Karoline Castro.

Para a chefe do abrigo da Codevida, Flávia Barros Feitosa, a adoção desses animais proporciona uma melhora significativa na qualidade de vida deles, uma vez que, vivendo em família, o animal recebe toda a atenção que merece, sem ter que compartilhar os cuidados com vários outros animais do abrigo. Em alguns casos, uma ração específica já é o suficiente, em outros, medicação contínua e exames periódicos são necessários”.

“A pessoa que adota um bichinho com necessidades específicas vê nesse ato a chance de proporcionar maior conforto e alguns anos de uma vida plena e feliz, algo que dificilmente aconteceria na rua ou em um abrigo”, completou.

Relação de animais com problemas de saúde que estão disponíveis para a adoção

Cães idosos com problemas articulares (artrite/artrose):
– Cabral
– Naruto
– Ferrari
– Lucky
– Street
São medicados diariamente com condroprotetor (Pro-Cart).

Cães cardiopatas:
– Lucky
– Mirtes
São medicados diariamente com maleato de enalapril.

Cão com problema intestinal:
– Amadeu
Medicado diariamente com lactulona.

Gato com hiperestesia felina:
– Teco
Medicado diariamente com amitriptilina.

Gato com doença do trato urinário inferior dos felinos: 
– Jason
Come ração Urinary.

Gatos FIV positivos (Aids felina):
– Jason
– Joy
Não tomam medicamentos, mas possuem uma condição especial.

Codevida

A Codevida (Avenida Francisco Manoel s/nº – Jabaquara) atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os telefones de contato são (13) 3203-5593 e (13) 3203-5075. Também é possível contatar a Coordenadoria pelo e-mail [email protected] ou pelos perfis nas redes sociais: Animais para adoção – Codevida Santos, no Facebook e no Instagram.

Da Redação
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