Convívio Animal
Nos clássicos do desenho animado, como Piu-piu e Frajola e Tom e Jerry, o tema central é a eterna rivalidade entre os bichos e o desejo de captura do mais fraco pelo animal mais forte. Na vida real, é possível haver convivência entre animais de espécies diferentes e rivais.
De acordo com o veterinário Marcelo Quinzani, a relação amistosa depende da cadeia alimentar e dos instintos de sobrevivência. “A relação entre animais do mesmo degrau da cadeia alimentar pode ocorrer pacificamente e sem problemas. O mesmo não acontece entre espécies de degrau diferente como o caso de gato e pássaro, gato e peixe, gato e hamster (roedores), cão e coelho, dentre outros”, afirma.
Amigos
Hoje é comum cão e gato dividirem o mesmo ambiente. A oficial de Justiça, Carmen Silvia Delgado Ribeiro, possui dois cachorros (um labrador de quatro anos e uma poodle de sete anos) e um gato que foi encontrado na rua há dois meses. “A relação do labrador com o gato é excelente. Eles brincam, se divertem e são amigos. A poodle se dá bem com o labrador, mas tem ciúme do gato”.
O veterinário conta que o convívio amigável é facilitado se ambos forem criados juntos desde filhotes. O mesmo pode não ocorrer quando os animais têm idade diferente. “Principalmente se for um gato mais velho e um filhote de cão. Geralmente o gato não aceita esse filhote. Quando o cão é mais velho e chega um filhote de gato, se o cão for dócil, aceitará facilmente esse filhote e quanto mais jovem for o cão, maior é a aceitação”, afirma.
Idades
Quinzani ressalta que, normalmente, caso os dois forem filhotes, a aceitação é imediata. No caso de idades diferentes, o ideal, segundo ele, é fazer com que a aceitação seja facilitada e que tenham uma convivência pacífica, respeitando as particularidades das espécies.
Uma dica é manter os animais separados por uns dias. “Como cão e gato tem o sentido da audição e olfato muito desenvolvidos, mesmo quando estão separados em ambientes distintos, ambos sabem da presença um do outro e com o tempo eles vão se acostumando”. A aproximação visual deve ser gradativa, apresentando um ao outro ainda no colo do dono e sempre respeitando o ambiente do animal mais velho. “Eles têm senso de domínio de território e isso deve ser respeitado sempre. O animal mais novo deve ter um comportamento de respeito pelo território alheio”, finaliza.