Metrô de SP é o mais lotado do mundo | Boqnews
Metrô de SP é o mais lotado do mundo
O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de extensão da malha metroviária. Em 2008, quando foi considerado pela CoMet – um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo – o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.

“Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter 10 quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros”, disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem.  

Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a atingir 11 usuários por metro quadrado.

“O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005, decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]”, disse  José Geraldo Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp).

Para Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, outro motivo que ajuda a explicar o aumento da demanda por esse meio de transporte é a qualidade do sistema. “O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo.”

Outro problema atual no metrô paulista é que, pela pouca quantidade de integrações entre as linhas, os passageiros do sistema acabam ficando sem opção de chegar ao seu destino se houver problema em uma delas. Isso ocorre, segundo o professor Porto, porque a malha ainda não está fechada, como ocorre em outros países do mundo onde há mais de uma linha para se chegar ao mesmo destino. “Nessas novas linhas que vão ser construídas teremos novas linhas radiais, que passam pelo centro e descarregam as atuais. Teremos algumas linhas que interligam as radiais e que vão permitir que se desafoguem pontos críticos”, afirmou ele.

Para suportar essa demanda crescente, Baião afirma que o governo precisa continuar investindo no sistema, com planejamento a longo prazo. Como metrô e trens são sistemas de alta capacidade, conseguindo transportar entre 50 e 60 mil pessoas por hora, o ideal seria continuar investindo no sistema e criando conexões entre os diferentes formas de transporte, tais como ônibus, monotrilhos e veículos leves sobre trilhos (VLTs). “Essa integração dos modais precisa ocorrer tanto fisicamente quanto por meio tarifário, com o bilhete único. Esse conjunto de medidas é que permite dar a solução para a questão do transporte nas grandes cidades”, disse Baião à Agência Brasil.

A base dos investimentos feitos no metrô de São Paulo são estaduais. Segundo o professor Porto, há uma previsão de que sejam investidos cerca de R$ 20 bilhões no metrô de São Paulo até 2020. Prazo em que ele considera possível atender à demanda da população, com as obras previstas.

A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o metrô de São Paulo, na década de 70, mas hoje com uma extensão de linhas bem superior.

“Mas acontece que a Cidade do México é a capital do país e, nas cidades em que são capitais, é o governo federal que investe pesadamente no sistema. O que não ocorre aqui no Brasil. O governo federal só colocou dinheiro na Linha 1, na década de 70. E depois nunca mais. O governo do estado é quem sempre teve que bancar”, explicou Baião.

Para o presidente da Aeamesp, o ideal seria que o transporte de São Paulo recebesse mais recursos do governo federal e que não fosse apenas por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). “Falta mais apoio do governo federal nessa questão de transporte.”

Para ele, também é necessário que as políticas de uso e de ocupação do solo e de transporte sejam feitas em parceria, para beneficiar a população que mora nas periferias da cidade. “As políticas devem ser integradas para que as soluções não fiquem isoladas, sem eficácia”, defendeu.

25 de abril de 2011

Metrô de SP é o mais lotado do mundo

O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo.
Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de
extensão da malha metroviária. Em 2008, quando foi considerado pela
CoMet – um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo – o mais lotado
do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada
quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse
número passou para 11,5 milhões.

“Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas,
deveríamos ter 10 quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com
seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de
São Paulo deveria ter 200 quilômetros”, disse Ciro Moraes dos Santos,
diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São
Paulo e operador de trem.  

Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial
deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de
pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a
atingir 11 usuários por metro quadrado.

“O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no
metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005,
decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM
[Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]”, disse  José Geraldo
Baião, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô
(Aeamesp).

Para Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo, outro motivo que ajuda a
explicar o aumento da demanda por esse meio de transporte é a qualidade
do sistema. “O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O
passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O
metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem
uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo.”

Outro problema atual no metrô paulista é que, pela pouca quantidade
de integrações entre as linhas, os passageiros do sistema acabam ficando
sem opção de chegar ao seu destino se houver problema em uma delas.
Isso ocorre, segundo o professor Porto, porque a malha ainda não está
fechada, como ocorre em outros países do mundo onde há mais de uma linha
para se chegar ao mesmo destino. “Nessas novas linhas que vão ser
construídas teremos novas linhas radiais, que passam pelo centro e
descarregam as atuais. Teremos algumas linhas que interligam as radiais e
que vão permitir que se desafoguem pontos críticos”, afirmou ele.

Para suportar essa demanda crescente, Baião afirma que o governo
precisa continuar investindo no sistema, com planejamento a longo prazo.
Como metrô e trens são sistemas de alta capacidade, conseguindo
transportar entre 50 e 60 mil pessoas por hora, o ideal seria continuar
investindo no sistema e criando conexões entre os diferentes formas de
transporte, tais como ônibus, monotrilhos e veículos leves sobre trilhos
(VLTs). “Essa integração dos modais precisa ocorrer tanto fisicamente
quanto por meio tarifário, com o bilhete único. Esse conjunto de medidas
é que permite dar a solução para a questão do transporte nas grandes
cidades”, disse Baião à Agência Brasil.

A base dos investimentos feitos no metrô de São Paulo são estaduais.
Segundo o professor Porto, há uma previsão de que sejam investidos
cerca de R$ 20 bilhões no metrô de São Paulo até 2020. Prazo em que ele
considera possível atender à demanda da população, com as obras
previstas.

A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em
investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do
México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o
metrô de São Paulo, na década de 70, mas hoje com uma extensão de linhas
bem superior.

“Mas acontece que a Cidade do México é a capital do país e, nas
cidades em que são capitais, é o governo federal que investe pesadamente
no sistema. O que não ocorre aqui no Brasil. O governo federal só
colocou dinheiro na Linha 1, na década de 70. E depois nunca mais. O
governo do estado é quem sempre teve que bancar”, explicou Baião.

Para o presidente da Aeamesp, o ideal seria que o transporte de São
Paulo recebesse mais recursos do governo federal e que não fosse apenas
por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
Social (BNDES). “Falta mais apoio do governo federal nessa questão de
transporte.”

Para ele, também é necessário que as políticas de uso e de ocupação
do solo e de transporte sejam feitas em parceria, para beneficiar a
população que mora nas periferias da cidade. “As políticas devem ser
integradas para que as soluções não fiquem isoladas, sem eficácia”,
defendeu.

Da Redação
Da Redação
Compartilhe:

Quem Somos

Boqnews.com é um dos produtos da Enfoque Jornal e Editora, que edita o Boqnews, jornal em circulação em Santos, no litoral paulista, desde 1986.

Fundado pelo jornalista Jairo Sérgio de Abreu Campos, o veículo passou a ser editado pela Enfoque desde 1993, cujos sócios são os jornalistas Humberto Challoub e Fernando De Maria dos Santos, ambos com larga experiência em veículos de comunicação e no setor acadêmico, formando centenas de gerações de jornalistas hoje atuando nos mais variados veículos do País e do exterior.

Seguindo os princípios que nortearam a origem do Jornal do Boqueirão nos anos 80 (depois Boqueirão News, sucedido pelo nome atual Boqnews) como veículo impresso, o grupo Enfoque mantém constante atualização com as novas tendências multimídias garantindo ampliação do leque de conteúdo para os mais variados públicos diversificando-o em novas plataformas, mas sem perder sua essência: a credibilidade na informação divulgada.

A qualidade do conteúdo oferecido está presente em todas as plataformas: do jornal impresso ou digital, dos programas na Boqnews TV, como o Jornal Enfoque - Manhã de Notícias, e na rádio Boqnews, expandido nas redes sociais.

Aliás, credibilidade conquistada também na realização e divulgação de pesquisas eleitorais, iniciadas em 1996, e que se transformaram em referência quanto aos resultados divulgados após a abertura das urnas.

Não é à toa que o slogan do Boqnews sintetiza o compromisso do grupo Enfoque com a qualidade da informação: Boqnews, credibilidade em todas as plataformas.

Expediente

Boqnews.com é parte integrante da Enfoque Jornal e Editora (CNPJ 08.627.628/0001-23), com sede em Santos, no litoral paulista.

Contatos - (13) 3326-0509/3326-0639 e Whatsapp (13) 99123-2141.

E-mail: [email protected]

Jairo Sérgio de Abreu Campos - fundador / Humberto Iafullo Challoub - diretor de redação / Fernando De Maria dos Santos - diretor comercial/administrativo.

Atenção

Material jornalístico do Boqnews (textos, fotos, vídeos, etc) estão protegidos pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610 de 1988). Proibida a reprodução sem autorização.

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.