Evitar superpopulação de pombos é fundamental para diminuir riscos à saúde | Boqnews
Foto: Divulgação
14 de fevereiro de 2022

Evitar superpopulação de pombos é fundamental para diminuir riscos à saúde

Desde então, a espécie se adaptou muito bem ao ambiente das cidades e passou a constituir uma fauna sinantrópica, que se beneficia de condições criadas pelos seres humanos.

Mas, por serem transmissores de certas doenças, sua proliferação pode representar alguns riscos à saúde pública.

A professora Terezinha Knöbl, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, explica que são as fezes desses animais que exigem maior atenção.

Essas fezes servem de substrato para alguns fungos que, caso inalados, podem acarretar micoses profundas e possivelmente fatais, como criptococose e histoplasmose, assim como a clamidiose, causada por uma bactéria.

“Precisa tomar muito cuidado para não colocar essas fezes em suspensão”, orienta Terezinha.

“Normalmente, quando a gente se aproxima de uma população de pombos, eles voam e colocam toda aquela poeira, aquelas fezes ressecadas, em suspensão e isso pode ser inalado.”

Por serem relativamente corrosivas, essas fezes também podem trazer danos materiais, como o entupimento de calhas e a danificação de obras e estruturas.

A proliferação de pombos em ambientes de produção ou armazenamento de alimentos representa um risco ainda maior, acrescentada a possibilidade de transmissão de salmonelose pela ingestão de alimentos contaminados.

Ácaros de pombos também podem causar dermatites e alergias, mas doenças como toxoplasmose, raiva e leptospirose não são transmitidas por essas aves.

Controle

Sem predadores naturais e com alimento e abrigo em abundância, os pombos se proliferam com certa facilidade.

Para conter as superpopulações, a cidade de São Paulo adotou uma lei que proíbe “alimentar e/ou manter abrigo para alojamento de pombos urbanos”.

Os proprietários de imóveis com infestação também devem providenciar obstáculos para dificultar o pouso e a nidificação.

O descumprimento dessas determinações acarreta uma multa de R$ 200, mas a falta de regulamentação dificulta que a lei seja aplicada.

De acordo com Terezinha, os pombos se alimentam de uma variedade muito grande de alimentos e não morrerão de fome caso não sejam alimentados por humanos.

Por isso, restringir a oferta de comida ajuda a reduzir a taxa de reprodução dessas aves e evitar superpopulações.

“O risco de ficar jogando alimento para os pombos é ir aumentando progressivamente o tamanho dessa colônia e, consequentemente, aumentam a quantidade de fezes e o risco de transmissão de doenças”, explica a professora.

Salvo exceções, como áreas produtoras de alimentos, em que medidas de controle devem ser adotadas, o ideal é intervir o mínimo possível, sem alimentá-los nem reduzir drasticamente sua população.

Pombos x ratos

“Quando você tem uma área com muito resto de alimento, se você reduz a população de pombos, pode aumentar a população de ratos”, afirma Terezinha, ao comentar uma espécie de equilíbrio entre as populações desses animais.

Alguns países usam métodos contraceptivos.

Mas, segundo a professora, além de esses produtos não serem licenciados no Brasil, seu uso não é totalmente eficaz, ainda que ajude no controle populacional.

As principais estratégias consistem na instalação de telas e barreiras físicas em locais que servem de abrigo a esses animais, como vãos de telhados e ar-condicionado.

A professora ressalta que alternativas que causem dor e sofrimento aos animais, como armadilhas e cola, não devem ser utilizadas e são enquadradas como crime ambiental.

“Esse controle é feito pelas autoridades sanitárias com avaliação de caso a caso e a população não deve adotar estratégias próprias que envolvam a morte dos animais.”

 

Terezinha Knöbl - Jornal da USP, Da Redação
Compartilhe:

Quem Somos

Boqnews.com é um dos produtos da Enfoque Jornal e Editora, que edita o Boqnews, jornal em circulação em Santos, no litoral paulista, desde 1986.

Fundado pelo jornalista Jairo Sérgio de Abreu Campos, o veículo passou a ser editado pela Enfoque desde 1993, cujos sócios são os jornalistas Humberto Challoub e Fernando De Maria dos Santos, ambos com larga experiência em veículos de comunicação e no setor acadêmico, formando centenas de gerações de jornalistas hoje atuando nos mais variados veículos do País e do exterior.

Seguindo os princípios que nortearam a origem do Jornal do Boqueirão nos anos 80 (depois Boqueirão News, sucedido pelo nome atual Boqnews) como veículo impresso, o grupo Enfoque mantém constante atualização com as novas tendências multimídias garantindo ampliação do leque de conteúdo para os mais variados públicos diversificando-o em novas plataformas, mas sem perder sua essência: a credibilidade na informação divulgada.

A qualidade do conteúdo oferecido está presente em todas as plataformas: do jornal impresso ou digital, dos programas na Boqnews TV, como o Jornal Enfoque - Manhã de Notícias, e na rádio Boqnews, expandido nas redes sociais.

Aliás, credibilidade conquistada também na realização e divulgação de pesquisas eleitorais, iniciadas em 1996, e que se transformaram em referência quanto aos resultados divulgados após a abertura das urnas.

Não é à toa que o slogan do Boqnews sintetiza o compromisso do grupo Enfoque com a qualidade da informação: Boqnews, credibilidade em todas as plataformas.

Expediente

Boqnews.com é parte integrante da Enfoque Jornal e Editora (CNPJ 08.627.628/0001-23), com sede em Santos, no litoral paulista.

Contatos - (13) 3326-0509/3326-0639 e Whatsapp (13) 99123-2141.

E-mail: [email protected]

Jairo Sérgio de Abreu Campos - fundador / Humberto Iafullo Challoub - diretor de redação / Fernando De Maria dos Santos - diretor comercial/administrativo.

Atenção

Material jornalístico do Boqnews (textos, fotos, vídeos, etc) estão protegidos pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610 de 1988). Proibida a reprodução sem autorização.

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.