História Oral supera 150 depoimentos, abordando setores de política, social, esportiva e sindical
A Fundaçao Arquivo e Memória de Santos está comemorando mais de 150 depoimentos de entrevistados com o projeto História Oral que abrange setores de política, social, esportiva e sindical. O projeto tem como parceiros a Unimonte, Museu De Vaney, Secretaria de Esportes, MIS e Secretaria da Cultura.
A História Oral é uma metodologia de pesquisa que consiste em realizar entrevistas gravadas com pessoas que podem testemunhar sobre acontecimentos, conjunturas, instituições, modos de vida ou outros aspectos da história contemporânea. Começou a ser utilizada nos anos 1950, após a invenção do gravador, nos Estados Unidos, na Europa e no México, e desde então difundiu-se bastante. Ganhou também cada vez mais adeptos, ampliando-se o intercâmbio entre os que a praticam: historiadores, antropólogos, cientistas políticos, sociólogos, pedagogos, teóricos da literatura, psicólogos e outros. No Brasil, a metodologia foi introduzida na década de 1970, quando foi criado o Programa de História Oral do CPDOC. A partir dos anos 1990, o movimento em torno da história oral cresceu muito .
As entrevistas de história oral são tomadas como fontes para a compreensão do passado, ao lado de documentos escritos, imagens e outros tipos de registro. Caracterizam-se por serem produzidas a partir de um estímulo, pois o pesquisador procura o entrevistado e lhe faz perguntas, geralmente depois de consumado o fato ou a conjuntura que se quer investigar .
Paralelamente à tomada de depoimentos,a FAMS está realizando o quarto curso de História Oral destinado a pessoas e representantes de entidades interessadas a adotar o modelo. Neste ano, o curso tem apresentado uma frequência bastante diversificada, com a participação de representantes dos muncípios de Praia Grande e São Vicente além de entidades particulares e professores de história que pretendem desenvolver projeto idêntico. No campo esportivo já foram entrevistados pela Fundação atletas consagrados como Emerson Marçal, Pepe, Serginho Chulapa, Negreiros e o campeão olímpico de judô Rogério Sampaio, entre outros.
Todos os depoimentos podem ser encontrados no Arquivo Permanente, onde os interessados têm acesso ao material para pesquisa e consulta gratuitamente. O Arquivo Permanente fica na Rua Amador Bueno nº 61 Telefone:3213-1730.