Carnaval e turistas estrangeiros podem virar combinação perigosa sobre a Covid | Boqnews
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
6 de abril de 2022

Carnaval e turistas estrangeiros podem virar combinação perigosa sobre a Covid

A realização do Carnaval, prevista para o feriado de Tiradentes, no Rio de Janeiro e São Paulo, assim como a desobrigação da apresentação de controle vacinal nos aeroportos pode ser uma tempestade perfeita para a volta de aumento de casos de Covid nas semanas subsequentes no Brasil.

Ou não.

“Pode dar tudo errado, pode não ocorrer nada. Mas a chance existe”, destaca a médica infectologista, Elizabeth Dotti.

“Há real possibilidade de contaminação? Claro que sim”, enfatiza.

Ela participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje (6) e demonstrou sua preocupação com o risco desta combinação.

O avanço de uma nova variante na China e em outros países da Europa, como Reino Unido, Alemanha e França, com a possibilidade da vinda de turistas para acompanhar os desfiles carnavalescos nos sambódromos  do Rio de Janeiro e São Paulo colocam em alerta os profissionais da área que há dois anos lidam com a doença e seus efeitos colaterais.

Além disso, os blocos de rua – ainda que não oficializados pelas prefeituras – poderão ocorrer, atraindo ainda mais público.

Ou seja, aglomerações.

Vacinação

No entanto, apesar do avanço na vacinação no Brasil – o quarto no volume de vacinação global -, os indicadores são menores em outras localidades.

Enquanto o País tem 75,4% da sua população com duas doses vacinadas; na Europa, a taxa é de 65,3% e na Ásia, 67,6%.

Na China, recordes diários de casos têm sido registrados, com lockdown em Xangai.

E pior.

Não bastasse, novas variantes da Covid-19 decorrentes da Ômicron já foram identificados também na Europa.

Além disso, o crescimento de uma cepa potencialmente mais contagiosa no Reino Unido trouxe de volta o risco representado pelo vírus.

Apesar disso, não existem informações suficientes para  cravar como as novas variantes irão impactar a população.

Por xemplo, na Baixada Santista, 1,7 milhão já tomaram a primeira dose e 1,514 milhão a segunda dose. Outros 43.058 tomaram a dose única.

No entanto, menos da metade – 768.881 receberam a terceira dose adicional (a quarta dose já está sendo aplicada para quem tem mais de 60 anos).

Ou seja, mais da metade do público adulto não foi vacinada pela terceira vez, com risco de agravamento do quadro se houver queda dos anticorpos.

A médica infectologista Elizabeth Dotti falou sobre o atual cenário da Covid, dengue e Chikungunya durante o Jornal Enfoque – Manhã de Notícias. Foto: Carla Nascimento

Sequelas pós-Covid

Dessa forma, com atuação no setor de ambulatório pós-Covid, a médica ressalta também as sequelas decorrentes da doença.

“A síndrome pós-Covid é algo horripilante”, relata.

Assim, ela cita casos de pacientes que mesmo passado meses – e até anos – sofre com outros problemas de saúde, como pânico, stress, perda de memória, tremores, arritmia cardíaca, diabete, mudanças no paladar e olfato entre outros sintomas.

E os entraves dos médicos com seus colegas peritos do INSS.

“Até isso impactou. Os pacientes não têm condições de trabalhar, mas os peritos também têm dificuldades de fazer a relação dos problemas de saúde com a Covid”, enfatiza.

“A pandemia vai passar, mas vamos entrar na pós-pandemia para atender os pacientes que ficaram com as sequelas”, explica.

Dengue e Chikunguya

Dengue, com 11 mortes já registradas no Estado de São Paulo, e Chikunguya, com suas sequelas, também foram motivo de preocupação da médica.

Além disso, ela também atua em ambulatório específico para pacientes vítimas do mosquito.

“Temos casos de crianças com 3, 4 anos que são acometidas pela chikunguya. Os efeitos são terríveis”, destaca.

Assim, o acúmulo de água em vasos, potes, ralos é um grande atrativo para a fêmea do mosquito e um perigo – às vezes, letal – à saúde das pessoas.

Confira o programa completo

 

Confira o podcast sobre o programa de hoje (resumo)

 

Da Redação
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