Trabalho que antecede instalação de barreiras é realizado no túnel do VLT
Regularização do piso foi feita no último sábado
Os trabalhos para garantir mais segurança no túnel do VLT, no José Menino, em Santos, começaram no último sábado (31), com a regularização do contrapiso do interior do túnel.
Sendo assim, a etapa é necessária para a instalação das 710 peças pré-moldadas de concreto que funcionarão como uma barreira, que dificultarão o acesso e permanência das pessoas no local.
O processo de regularização envolveu a lateral direita do túnel, sentido Santos-São Vicente. E ficou a cargo dos funcionários da empreiteira Ferreira Marques, vencedora da concorrência pública.
Dessa forma, a empresa tem prazo contratual de oito meses para a conclusão dos serviços.
Além disso, as especificações atendem ao projeto básico da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), do Governo do Estado, que financia a obra de implantação do VLT.
A empreiteira instalou o canteiro de obras no dia 2 de março, onde foram confeccionadas as formas, que servem de molde para a produção dos pré-moldados.
Nelas são colocadas as ferragens e, na sequência, o cimento, que ali permanece secando por cerca de uma semana, de acordo com estimativas dos técnicos.
Serão confeccionadas peças de quatro tipos: duas para as laterais do túnel, outra para o espaço entre os trilhos. E a última, formará o que se denomina ‘barreira de segurança New Jersey’, similar a uma mureta, separando os dois sentidos de direção do VLT.
Contudo, o objetivo é impedir, por questões de segurança, a circulação de ciclistas no interior do túnel, conforme explicou o secretário Wagner Ramos, da Seserp (Secretaria de Serviços Públicos).
A cada concretagem nas formas são feitas 26 peças.
Prontas, serão montadas e instaladas, uma a uma, no interior do túnel, com a ajuda de um caminhão Munck.
Cada barreira lateral a ser assentada junto à calota do túnel terá 220 peças pré-moldadas.
Desse modo, totalizando 440, cada uma com 1,96m e 2,51m de altura, respectivamente.
Essas peças serão depois fechadas nas quatro pontas, duas em cada extremidade do túnel, a fim de evitar o acesso de pedestres.
Responsabilidade
Caberá à EMTU solicitar o apoio da Concessionária BR Mobilidade, responsável pela operação dos trens.
Dessa maneira, para garantir apoio à instalação das barreiras a serem assentadas pela empreiteira Ferreira Marques.
É ainda de responsabilidade da EMTU solicitar o desligamento e aterramento da rede aérea na região durante as atividades de assentamento das peças.
As obras de proteção representam um investimento da ordem de R$ 931.351,49, recursos provenientes da Caixa Econômica Federal.
Por meio do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), voltado ao setor público dos municípios, estados e Distrito Federal.