Professores realizam paralisação em São Vicente | Boqnews
Foto: Divulgação/Sintramem
14 de março de 2024

Professores realizam paralisação em São Vicente

Na manhã desta quinta-feira (14), professores realizaram paralisação em frente a Prefeitura de São Vicente solicitando um preço melhor do reajuste salarial e abono. A mobilização ocorreu das 8h às 13h.

Uma professora de São Vicente, que preferiu não se identificar informa que a Cidade já possui uma “fama” de salários abaixo da média e os professores sofrem por falta de mão de obra de apoio (como auxiliares da sala de aula), principalmente quando as escolas possuem alunos com inclusão. E de material para trabalhar em sala de aula. “Grande parte do que levamos para a sala tiramos do nosso salário, atividades diferenciadas, recursos pedagógicos. Temos que nos virar para inovar e chamar os alunos, motivá-los, pois são diversos motivos (desde situação de vulnerabilidade até defasagem). Então, eu acredito que lutar por mais recursos para nós é válido, sim”, afirmou.

A Prefeitura, através da Secretaria de Gestão (Seges), informa que foi notificada pelo Sintramem, Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na educação municipal de São Vicente, sobre a paralisação, visto que a categoria não aceitou a proposta de reajuste salarial de 4,62% e o abono no valor de R$ 1500 para os profissionais da educação.

É importante ressaltar que o reajuste foi aceito por todos os outros servidores da administração, com exceção, apenas, dos professores. O reajuste salarial, o maior dos últimos anos, também foi aprovado pelos vereadores.

Portanto, a administração municipal ressalta que nos quatro anos da atual gestão os professores tiveram os maiores reajustes da história. Um exemplo desse fato é que professores de educação básica 1 somaram reajustes de 48% na hora-aula.

Administração anterior

Na gestão anterior esse reajuste atingiu a marca de apenas 12% hora-aula. Em resumo, a gestão atual reajustou quatro vezes mais que a passada, mesmo em um momento de diminuição de repasses federais como o FUNDEB, frutos da baixa do ICMS que assolou o cenário nacional, bem como, a perda de aproximadamente R$ 23 milhões de salário educação, fato que prejudicou demais os municípios do Estado de São Paulo.

Mesmo diante desse cenário desafiador a administração municipal não atrasa salários, e trata como prioridade todas as melhorias da educação. Além de propor um reajuste que nos garante o pagamento de todos os proventos sem insegurança para os educadores e demais profissionais da área, que em anos de antigas gestões ficaram sem receber no dia correto.

Impacto da paralisação

Embora seja um direito legítimo, é importante considerar o impacto da paralisação na educação das crianças e na impossibilidade dos pais de trabalharem enquanto cuidam de seus filhos nesse período. Assim, em virtude da essencialidade desse serviço, o Tribunal de Justiça determinou que todas as unidades mantenham pelo menos 70% de seus colaboradores trabalhando, sob pena de multa diária ao sindicato da categoria.

Ou seja, apenas 30% do efetivo poderiam protestar.

Além disso, a Prefeitura de São Vicente através da Secretaria de Gestão (Seges) informa que realizou uma nova proposta ao Sintramem, Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na educação municipal de São Vicente.

A nova proposta consiste em aumentar o valor do auxílio-educação proposto, saltando da proposta inicial de R$ 1.500,00 para R$ 3.000,00 reais anuais. Além de se comprometer a rediscutir os critérios de pagamento do Adicional de Complexidade de Gestão Escolar – ACGE.

Ainda, a administração compromete-se a abonar as ausências dos servidores que aderiram à paralisação, a partir da compensação dessa ausência, para não prejudicar o calendário escolar dos milhares de alunos da rede municipal de ensino.

Além disso, a Prefeitura de São Vicente seguirá à disposição para esclarecer qualquer dúvida e garantir os direitos de seus servidores. Além do compromisso de que os serviços públicos não sejam comprometidos e os mais de 40 mil alunos não sejam prejudicados.

*A equipe do jornal Boqnews entrou em contato com o Sintramem, porém até o fechamento da matéria não obtivemos retorno.

 

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Da Redação
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