Santos chega ao seu 467° aniversário desfrutando de um momento de revigoramento. Há anos, a cidade não vislumbrava um cenário econômico tão favorável, com a chegada de novas empresas e empreendimentos, além da perspectiva de outras ações e iniciativas que enchem os olhos até dos mais céticos. E de alguma forma, isto acaba se refletindo aos seus moradores.
Santos hoje é a 17ª cidade mais rica do País, tem um Produto Interno Bruto, PIB - soma de todas as riquezas produzidas no município - que chegou a R$ 27,6 bilhões em 2010 e tem apenas 5% de desempregados na sua população. Mas, tudo isso só se tornou possível graças ao Porto de Santos, que pode ser considerado o "coração econômico" do Município, a mola propulsora de toda essa economia.
Nas últimas décadas, a Cidade tem se aproveitado de tudo que o seu complexo portuário tem criado para alcançar bons resultados econômicos. E isso só foi possível graças a uma escolha feita décadas atrás, segundo o historiador José Dionísio de Almeida. "Na segunda metade do século XIX, o governo Provinciano decidiu que o Porto de Santos seria o responsável por exportar a produção de café. Antes da construção do Porto que conhecemos hoje, haviam apenas 18 trapiches para atracação", conta.
Com a construção do Porto, surgiu a estrada de ferro São Paulo Railway, inaugurada em 1867. "Desta forma a cidade se transformou, pois as cargas de café chegavam bem mais rápido aqui, já que antes eram transportadas em lombos de burros", destaca. A partir daí, o cenário santista começou a mudar.
Até 1880, Santos tinha 10 mil habitantes. No início do século passado, passou para 20 mil. Já em 1915, esse número alcançou os 80 mil. E não parou de crescer até a década de 1980. De lá para cá, houve um período de estagnação, até pelo fato de, no início da década de 1990, a cidade ter perdido o território de Bertioga e economia do País vivia um período recessivo. A falta de espaços físicos na parte insular também contribuiu para a estabilidade no crescimento da população.
Economia - Segundo dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Nese), da Universidade Santa Cecília, em dezembro do ano passado, 43,02% dos moradores de Santos estavam empregados. O coordenador de pesquisas do instituto, Jorge Manuel de Souza Ferreira, explica que a Cidade vive um momento estável na questão econômica e que o perfil socioeconômico de Santos não apresentou grandes mudanças nos últimos anos.
"O município tem um grande setor que acaba impulsionando toda a economia, que é o portuário. O movimento de importação e exportação envolve o ICMS, por exemplo. São esses fatores que, somados, resultam em um PIB invejável. Isso também faz a cidade ser a protagonista na região. O seu produto interno bruto é quatro vezes maior que o da segunda colocada na Baixada, que é Cubatão", afirma.
Manuel ressalta que mesmo não sendo forte no município, o setor industrial também tem uma participação relevante, gerando mais de R$ 3 bilhões por ano. Outro fator interessante é o fato de Santos ser estruturada e oferecer serviços não só aos seus moradores, mas à Região Metropolitana.
"A parte médica se destaca na questão de serviços, pois aqui há hospitais de referência, consultórios médicos e universidades. Todos esses fatores incrementam a economia. Soma-se a isso a chegada das empresas de telemarketing, que tem participação menor no cenário econômico, pois oferecem empregos, mas com remuneração baixa". Mas faltam profissionais da área de Tecnologia da Informação.
Os desafios que Santos enfrentará para se manter no papel de destaque na área econômica na próxima década, de acordo com o especialista, passam por três áreas. "Pelo cenário atual, é perceptível que a questão do petróleo e gás influenciará, mas isso dependerá de vários investimentos e a "coisa" não aconteceu ainda. É preciso trabalhar a ocupação da Área Continental para atrair mais empresas, além da questão turística, setor de muito potencial", conclui.
Santos chega ao seu 467° aniversário desfrutando de um momento de revigoramento. Há anos, a cidade não vislumbrava um cenário econômico tão favorável, com a chegada de novas empresas e empreendimentos, além da perspectiva de outras ações e iniciativas que enchem os olhos até dos mais céticos. E de alguma forma, isto acaba se refletindo aos seus moradores.
Santos hoje é a 17ª cidade mais rica do País, tem um Produto Interno Bruto, PIB – soma de todas as riquezas produzidas no município – que chegou a R$ 27,6 bilhões em 2010 e tem apenas 5% de desempregados na sua população. Mas, tudo isso só se tornou possível graças ao Porto de Santos, que pode ser considerado o “coração econômico” do Município, a mola propulsora de toda essa economia.
Nas últimas décadas, a Cidade tem se aproveitado de tudo que o seu complexo portuário tem criado para alcançar bons resultados econômicos. E isso só foi possível graças a uma escolha feita décadas atrás, segundo o historiador José Dionísio de Almeida. “Na segunda metade do século XIX, o governo Provinciano decidiu que o Porto de Santos seria o responsável por exportar a produção de café. Antes da construção do Porto que conhecemos hoje, haviam apenas 18 trapiches para atracação”, conta.
Com a construção do Porto, surgiu a estrada de ferro São Paulo Railway, inaugurada em 1867. “Desta forma a cidade se transformou, pois as cargas de café chegavam bem mais rápido aqui, já que antes eram transportadas em lombos de burros”, destaca. A partir daí, o cenário santista começou a mudar.
Até 1880, Santos tinha 10 mil habitantes. No início do século passado, passou para 20 mil. Já em 1915, esse número alcançou os 80 mil. E não parou de crescer até a década de 1980. De lá para cá, houve um período de estagnação, até pelo fato de, no início da década de 1990, a cidade ter perdido o território de Bertioga e economia do País vivia um período recessivo. A falta de espaços físicos na parte insular também contribuiu para a estabilidade no crescimento da população.
Economia – Segundo dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Nese), da Universidade Santa Cecília, em dezembro do ano passado, 43,02% dos moradores de Santos estavam empregados. O coordenador de pesquisas do instituto, Jorge Manuel de Souza Ferreira, explica que a Cidade vive um momento estável na questão econômica e que o perfil socioeconômico de Santos não apresentou grandes mudanças nos últimos anos.
“O município tem um grande setor que acaba impulsionando toda a economia, que é o portuário. O movimento de importação e exportação envolve o ICMS, por exemplo. São esses fatores que, somados, resultam em um PIB invejável. Isso também faz a cidade ser a protagonista na região. O seu produto interno bruto é quatro vezes maior que o da segunda colocada na Baixada, que é Cubatão”, afirma.
Manuel ressalta que mesmo não sendo forte no município, o setor industrial também tem uma participação relevante, gerando mais de R$ 3 bilhões por ano. Outro fator interessante é o fato de Santos ser estruturada e oferecer serviços não só aos seus moradores, mas à Região Metropolitana.
“A parte médica se destaca na questão de serviços, pois aqui há hospitais de referência, consultórios médicos e universidades. Todos esses fatores incrementam a economia. Soma-se a isso a chegada das empresas de telemarketing, que tem participação menor no cenário econômico, pois oferecem empregos, mas com remuneração baixa”. Mas faltam profissionais da área de Tecnologia da Informação.
Os desafios que Santos enfrentará para se manter no papel de destaque na área econômica na próxima década, de acordo com o especialista, passam por três áreas. “Pelo cenário atual, é perceptível que a questão do petróleo e gás influenciará, mas isso dependerá de vários investimentos e a “coisa” não aconteceu ainda. É preciso trabalhar a ocupação da Área Continental para atrair mais empresas, além da questão turística, setor de muito potencial”, conclui.