Prefeitura de Santos vai mapear polos geradores do efeito estufa | Boqnews
Efeito estufa: gases lançados na atmosfera serão mensurados para identificar o peso de cada área. Foto: Divulgação
26 de agosto de 2024

Prefeitura de Santos vai mapear polos geradores do efeito estufa

A Prefeitura de Santos vai mapear os polos de emissão de gases de efeito estufa, que contribuem para a elevação das temperaturas e os impactos climáticos.

As emissões de gases de efeito estufa ocorrem praticamente em todas as atividades humanas e setores da economia.

Seja na agricultura, por meio da preparação da terra para plantio e aplicação de fertilizantes.

Também na pecuária, por meio do tratamento de dejetos animais e pela fermentação entérica do gado.

Ou no transporte, pelo uso de combustíveis fósseis, como gasolina e gás natural.

Sem contar no tratamento dos resíduos sólidos, pela forma como o lixo é tratado e disposto.

Além das florestas, pelo desmatamento e degradação de florestas.

E ainda: nas indústrias, pelos processos de produção, como cimento, alumínio, ferro e aço, por exemplo.

A medida vem ao encontro do que preconiza o Plano de Ação Climática (PACs), da Secretaria de Meio Ambiente de Santos, que propõe que este inventário seja concluído até o próximo ano.

“Queremos ter uma ideia clara dos gases do efeito estufa lançados na atmosfera para definir metas e reduzir emissões”, explica a engenheira agrônoma e responsável pelo Plano Municipal de Ação Climática de Santos, Greice Pedro.

Ela espera que a ideia seja ampliada para as demais cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista.

A engenheira participou do Jornal Enfoque desta segunda (26), onde explicou as ações da Seclima, criada em 2016, seção da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal.

Engenheira Greci Pedro falou das ações para identificar os polos geradores de poluição para que a Cidade tenha um mapeamento completo da situação. Foto: Carla Nascimento

Pioneira

Santos é pioneira entre as cidades brasileira a criar, em 2016, uma Comissão Municipal de Mudanças Climáticas (CMMC).

A ideia, segundo a engenheira, é identificar quanto  cada setor emite de gases, contribuindo para o efeito estufa e, como resultado, o aquecimento global.

Isso ganha relevância a medida que Santos abriga o maior porto da América do Sul e é um dos maiores do mundo.

Com isso, há constante movimentação de navios e caminhões, circulando pelas vias públicas da cidade e municípios vizinhos.

Além do Sistema Anchieta-Imigrantes.

Situação que se repete na vizinha Guarujá, também dotada de Porto.

Além de Cubatão, onde há também o sexagenário parque industrial com empresas tradicionais em áreas como siderurgia, petroquímica e de fertilizantes.

“A próxima etapa será a contratação de especialistas (pesquisadores) para elaborar o inventário do cenário com as devidas atualizações”, salienta.

Transporte

Greice também falou a necessidade da população optar pelo transporte público ao invés do individual, como os carros, inclusive de aplicativos.

Além do incentivo do uso das bicicletas (ciclovias e ciclofaixas são alternativas). E até o simples hábito de andar a pé.

Afinal, muitos costumam usar seu carro para percorrer poucos metros de distância da sua casa até a padaria ou farmácia.

Para se ter ideia, segundo o IBGE, Santos tem 284.562 veículos (carros, motos, caminhões) para uma população de quase 420 mil habitantes. (dados de 2023).

Ou seja, cerca de 1,5 habitante por veículo.

“Há necessidade de amadurecimento deste entendimento”, explica.

A engenheira também falou sobre as ações promovidas pela Prefeitura nos investimentos para os morros de Santos e também na Zona Noroeste.

Além de ações para diminuição da erosão na faixa de areia na Ponta da Praia.

Portanto, como a implantação das geobags, parceria entre Ministério Público, Prefeitura de Santos e Unicamp, que passam por revisão para ampliação e melhorias.

Tudo para minimizar os efeitos climáticos.

“Teremos cada vez mais chuvas concentradas e intensas e picos de altas temperaturas”, diz a profissional.

Morros

Sobre os morros, ela ressalta que a situação é de maior segurança na atualidade para evitar que tragédias, como as ocorridas em 2020, se repitam.

Na ocasião, oito pessoas morreram, inclusive crianças.

“Santos foi o primeiro município a ter um plano de redução de riscos, com a participação do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que elaborou a primeira carta geotécnica do País”, ressalta.

Investimentos públicos de quase R$ 100 milhões contribuíram para melhorar a situação.

Assim, de lá para cá, nenhum caso fatal ocorreu.

Pauta eleitoral

A engenheira defende que os gestores públicos não deverão ignorar esta questão (dos impactos do aquecimento global).

“Este é um dos pilares mais importantes de um plano de governo sério e comprometido”, acrescenta.

Aliás, outro tema relevante e ligado ao assunto refere-se ao destino dos resíduos sólidos.

Assim, o aterro sanitário do Sítio das Neves tem licença ambiental garantida até 3 de janeiro de 2029 (houve renovação por 5 anos no início deste ano).

No entanto, a Cetesb já alertou que este prazo pode ser antecipado, caso o volume de lixo  lançado cresça ao longo dos próximos anos.

Ou seja, eventual aumento do consumo é proporcional ao maior volume de lixo lançado, se não houver um processo amplo de reciclagem.

“Há necessidade de reaproveitar cada vez mais o que está sendo descartado em aterros sanitários”, destacou.

“Precisamos pensar estes resíduos de forma circular. Além disso, estamos fazendo a compostagem orgânica? Aproveitando a riqueza de nutrientes que estão no lixo?”, indaga.

Atualmente, sete das nove cidades (exceto Peruíbe e Itanhaém) enviam seus resíduos para o Aterro Sanitário Sítio das Neves, na área continental de Santos.

Confira o programa completo

 

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Da Redação
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