Conforme noticiado na última edição do Jornal Boqnews, a reunião entre a Artesp, Ecovias e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) com os representantes das principais associações de fretados (UELPA, UEBS, AFREBAS e AEBS) foi realizada na última segunda (19). E um dos assuntos principais em pauta foi a reivindicação dos usuários para a revisão da portaria nº 11/2002 da Artesp para a liberação de veículos comerciais para transitar pela pista sul da Imigrantes.
Mas o acordo final teve outra alternativa paliativa: no mesmo dia, os órgãos responsáveis pela gestão das rodovias do sistema SAI e a concessionária levaram a alternativa de estabelecer uma faixa exclusiva para carros e ônibus que descem no sentido Sul da Anchieta no horário de pico (que corresponde entre 18h e 20h). A medida passa a ser regulamentada dentro de dois meses da data em que a decisão foi acordada.
Procurada pela Reportagem para explicar como a fiscalização passará a ser mais eficiente, a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo explicou que o assunto só poderia ser divulgado pela Ecovias. Dessa forma, a concessionária foi procurada para esclarecer o assunto. Quanto à fiscalização, além dos policiais militares rodoviários, outros policiais que trabalham 24 horas no Centro de Controle de Operação da concessionária – no caso, a Ecovias – também estarão autorizados a autuar com base nas novas câmeras e radares a serem implantados com a nova medida.
Entretanto, a Ecovias não soube detalhar sobre o funcionamento da medida, quando perguntado se o número de policiais aumentaria e qual a estimativa do custo dos investimentos por parte da Ecovias, tendo em vista que a medida, segundo a empresa, já havia sendo estudada há três meses.
Porém, a decisão não agradou aos usuários de fretados, que sofrem com o caos diário e até a falta de segurança da própria rodovia.
"Esta faixa exclusiva é ilusão. Na prática, isto nunca irá funcionar. Os caminhões também precisam fazer ultrapassagens. E quando quebrar um caminhão? Todos os demais farão uma fila indiana à espera do guincho da Ecovias? Nosso foco não são saídas paliativas. Ainda mais tendo que esperar mais dois meses", revolta-se um dos representantes da União dos Usuários de Ônibus Fretados do Sistema Anchieta Imigrantes (UUFSAI), Fábio de Faria. "É nítido que eles querem ganhar tempo. Precisamos de uma solução imediata e definitiva. E esta solução é a liberação da pista sul da Rodovia dos Imigrantes".
Representatividade
A luta ganha aliados do plenário santista. Vereadores também estão engajados na luta dos fretados antes mesmo do estopim dos manifestos dos usuários nas últimas semanas. Desde março, Evaldo Stanislau (PT), que preside a Comissão Especial de Vereadores apresentou ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um dossiê contendo relatos dos gargalos da rodovia, incluindo liberação do acostamento e a deliberação de multas aplicadas mesmo com a permissão da concessionária.
Além desses relatos, há também o requerimento enviado ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também incluem outros pontos, como a revisão dos critérios de liberação dos acostamentos em dias de congestionamento na rodovia Anchieta, a implantação de um sistema eficaz de comunicação direta com os motoristas, com informações em tempo real sobre os procedimentos a ser tomados, além do reforço na segurança e na melhor logística dos planos de emergência.
O dossiê também foi enviado ao superintendente de Área da ARTESP, Marco Cadernalli Martins, com uma cópia do estudo efetuado pela USP de São Carlos, além de um novo estudo que pudesse revisar a portaria nº 11/2002, onde "atualmente os ônibus apresentam alto nível de segurança e comodidade".
Nesta semana, a deputada estadual Telma de Souza, também do PT, por exemplo, se reuniu com os usuários dos fretados. Para os próximos meses, serão realizadas audiências públicas em Santos.
Outro lado
Em nota, a ARTESP esclarece que o estudo do engenheiro Antônio Carlos Canale, divulgado em 2012, já é o laudo técnico que comprova a inviabilidade dos veículos comerciais em transitar na Imigrantes.
O estudo é baseado na análise de frenagem e, segundo o estudo, "mesmo com a renovação da frota brasileira de veículos, uma parcela considerável ainda tem idade média avançada". No Estado, conforme cadastro da ARTESP, a idade média é de 6,5 anos.
A decisão da Ecovias e Artesp não será pacífica. Na última quinta (22), por volta das 13h45, na altura um ônibus da Expresso Luxo foi apedrejado por caminhoneiros que estavam na pista sul da Anchieta, junto às cotas. Ninguém se feriu.
Conforme noticiado na última edição do Jornal Boqnews, a reunião entre a Artesp, Ecovias e a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) com os representantes das principais associações de fretados (UELPA, UEBS, AFREBAS e AEBS) foi realizada na última segunda (19). E um dos assuntos principais em pauta foi a reivindicação dos usuários para a revisão da portaria nº 11/2002 da Artesp para a liberação de veículos comerciais para transitar pela pista sul da Imigrantes.
Mas o acordo final teve outra alternativa paliativa: no mesmo dia, os órgãos responsáveis pela gestão das rodovias do sistema SAI e a concessionária levaram a alternativa de estabelecer uma faixa exclusiva para carros e ônibus que descem no sentido Sul da Anchieta no horário de pico (que corresponde entre 18h e 20h). A medida passa a ser regulamentada dentro de dois meses da data em que a decisão foi acordada.
Procurada pela Reportagem para explicar como a fiscalização passará a ser mais eficiente, a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo explicou que o assunto só poderia ser divulgado pela Ecovias. Dessa forma, a concessionária foi procurada para esclarecer o assunto. Quanto à fiscalização, além dos policiais militares rodoviários, outros policiais que trabalham 24 horas no Centro de Controle de Operação da concessionária – no caso, a Ecovias – também estarão autorizados a autuar com base nas novas câmeras e radares a serem implantados com a nova medida.
Entretanto, a Ecovias não soube detalhar sobre o funcionamento da medida, quando perguntado se o número de policiais aumentaria e qual a estimativa do custo dos investimentos por parte da Ecovias, tendo em vista que a medida, segundo a empresa, já havia sendo estudada há três meses.
Porém, a decisão não agradou aos usuários de fretados, que sofrem com o caos diário e até a falta de segurança da própria rodovia.
“Esta faixa exclusiva é ilusão. Na prática, isto nunca irá funcionar. Os caminhões também precisam fazer ultrapassagens. E quando quebrar um caminhão? Todos os demais farão uma fila indiana à espera do guincho da Ecovias? Nosso foco não são saídas paliativas. Ainda mais tendo que esperar mais dois meses”, revolta-se um dos representantes da União dos Usuários de Ônibus Fretados do Sistema Anchieta Imigrantes (UUFSAI), Fábio de Faria. “É nítido que eles querem ganhar tempo. Precisamos de uma solução imediata e definitiva. E esta solução é a liberação da pista sul da Rodovia dos Imigrantes”.
Representatividade
A luta ganha aliados do plenário santista. Vereadores também estão engajados na luta dos fretados antes mesmo do estopim dos manifestos dos usuários nas últimas semanas. Desde março, Evaldo Stanislau (PT), que preside a Comissão Especial de Vereadores apresentou ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um dossiê contendo relatos dos gargalos da rodovia, incluindo liberação do acostamento e a deliberação de multas aplicadas mesmo com a permissão da concessionária.
Além desses relatos, há também o requerimento enviado ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também incluem outros pontos, como a revisão dos critérios de liberação dos acostamentos em dias de congestionamento na rodovia Anchieta, a implantação de um sistema eficaz de comunicação direta com os motoristas, com informações em tempo real sobre os procedimentos a ser tomados, além do reforço na segurança e na melhor logística dos planos de emergência.
O dossiê também foi enviado ao superintendente de Área da ARTESP, Marco Cadernalli Martins, com uma cópia do estudo efetuado pela USP de São Carlos, além de um novo estudo que pudesse revisar a portaria nº 11/2002, onde “atualmente os ônibus apresentam alto nível de segurança e comodidade”.
Nesta semana, a deputada estadual Telma de Souza, também do PT, por exemplo, se reuniu com os usuários dos fretados. Para os próximos meses, serão realizadas audiências públicas em Santos.
Outro lado
Em nota, a ARTESP esclarece que o estudo do engenheiro Antônio Carlos Canale, divulgado em 2012, já é o laudo técnico que comprova a inviabilidade dos veículos comerciais em transitar na Imigrantes.
O estudo é baseado na análise de frenagem e, segundo o estudo, “mesmo com a renovação da frota brasileira de veículos, uma parcela considerável ainda tem idade média avançada”. No Estado, conforme cadastro da ARTESP, a idade média é de 6,5 anos.
A decisão da Ecovias e Artesp não será pacífica. Na última quinta (22), por volta das 13h45, na altura um ônibus da Expresso Luxo foi apedrejado por caminhoneiros que estavam na pista sul da Anchieta, junto às cotas. Ninguém se feriu.