A azia é uma sensação de ardor que normalmente vem do esôfago. Às vezes, a dor sobe pelo peito e espalha-se para o pescoço ou garganta. Normalmente, a azia é um sintoma da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)- ocorre quando o conteúdo do estômago vaza para o esôfago -, uma enfermidade sofrida por aproximadamente 12% da população brasileira. Tosse crônica e dor no peito também são sintomas da doença do refluxo.
Na maioria dos casos, a doença do refluxo está diretamente relacionada com a hérnia de hiato, quando uma parte do estômago se projeta para dentro da cavidade torácica. Outro fator responsável pela DRGE é a má alimentação. Pessoas que ficam grandes períodos sem ingerir alimentos, fumantes, consumidores de bebidas gasosas, como refrigerantes e cervejas são mais suscetíveis a doença do refluxo.
Com o intuito de diagnosticar e tratar essa doença, médicos utilizam da endoscopia digestiva alta, um exame que visualiza o esôfago, o estômago e as primeiras porções do intestino delgado. Todavia, por muitas vezes, os pacientes não necessitam realizar tal procedimento.
Endoscopia
O gastroenterologista Silvio Gabor, explica que a endoscopia deve ser feita em pacientes que não respondem aos medicamentos usuais, que reduzem a produção de ácido gástrico de quatro a oito semanas, ou quem tem alguma dificuldade e dor ao engolir.
“Os profissionais devem apostar em mais diálogo e em estratégias de educação para informar os pacientes sobre as maneiras mais eficazes de tratamento da azia. Remédios para reduzir a produção de ácido gástrico são justificados para a maioria de pessoas que sofrem com sintomas típicos de DRGE”, ressalta Gabor.
Homens com mais de 50 anos de idade, com múltiplos fatores de risco para Esôfago de Barret, como sintomas de refluxos noturnos, elevados índice de massa corporal e gordura abdominal, é indicado uma triagem com endoscopia. Contudo, se o exame inicial não indicar nenhuma complicação, a periodicidade da endoscopia é equivocada.
“A endoscopia digestiva alta expõe pacientes a danos evitáveis que podem levar a intervenções adicionais, o que resulta em custos desnecessários”, defende gastroenterologista.
Já, o também gastroenterologista Reinaldo Suzuki, explica que a endoscopia deve ser feita depois de uma avaliação do estado da pessoa com a enfermidade.
“Pacientes com sintomas recorrentes e com um histórico da doença devem realizar o exame. Fazê-lo em demasia não é necessário, ela pode ser feita no espaço de seis meses após a anterior.”, explica Suzuki.
Um dos fatores que possivelmente contribuem para a alta demanda de endoscopia é o alto custo do exame. Esses procedimentos rentáveis muitas vezes são pedidos pelos pacientes que pensam que isso é uma justificativa para o pagamento das mensalidades dos planos de saúde. Ocorre também o contrário, médicos que pedem a endoscopia digestiva alta sem necessidade.
Suzuki acredita que provavelmente o excesso de endoscopia se deva a falta de informação dos colegas. “Esse procedimento está bastante difundido. O preço da endoscopia caiu bastante. Mas se outros médicos estão pedindo o exame com objetivos que não sejam o diagnóstico e a avaliação do quadro clínico do paciente é uma pena”, diz o médico.
A azia é uma sensação de ardor que normalmente vem do esôfago. Às vezes, a dor sobe pelo peito e espalha-se para o pescoço ou garganta. Normalmente, a azia é um sintoma da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)- ocorre quando o conteúdo do estômago vaza para o esôfago -, uma enfermidade sofrida por aproximadamente 12% da população brasileira. Tosse crônica e dor no peito também são sintomas da doença do refluxo.
Na maioria dos casos, a doença do refluxo está diretamente relacionada com a hérnia de hiato, quando uma parte do estômago se projeta para dentro da cavidade torácica. Outro fator responsável pela DRGE é a má alimentação. Pessoas que ficam grandes períodos sem ingerir alimentos, fumantes, consumidores de bebidas gasosas, como refrigerantes e cervejas são mais suscetíveis a doença do refluxo.
Com o intuito de diagnosticar e tratar essa doença, médicos utilizam da endoscopia digestiva alta, um exame que visualiza o esôfago, o estômago e as primeiras porções do intestino delgado. Todavia, por muitas vezes, os pacientes não necessitam realizar tal procedimento.
Endoscopia
O gastroenterologista Silvio Gabor, explica que a endoscopia deve ser feita em pacientes que não respondem aos medicamentos usuais, que reduzem a produção de ácido gástrico de quatro a oito semanas, ou quem tem alguma dificuldade e dor ao engolir.
“Os profissionais devem apostar em mais diálogo e em estratégias de educação para informar os pacientes sobre as maneiras mais eficazes de tratamento da azia. Remédios para reduzir a produção de ácido gástrico são justificados para a maioria de pessoas que sofrem com sintomas típicos de DRGE”, ressalta Gabor.
Homens com mais de 50 anos de idade, com múltiplos fatores de risco para Esôfago de Barret, como sintomas de refluxos noturnos, elevados índice de massa corporal e gordura abdominal, é indicado uma triagem com endoscopia. Contudo, se o exame inicial não indicar nenhuma complicação, a periodicidade da endoscopia é equivocada.
“A endoscopia digestiva alta expõe pacientes a danos evitáveis que podem levar a intervenções adicionais, o que resulta em custos desnecessários”, defende gastroenterologista.
Já, o também gastroenterologista Reinaldo Suzuki, explica que a endoscopia deve ser feita depois de uma avaliação do estado da pessoa com a enfermidade.
“Pacientes com sintomas recorrentes e com um histórico da doença devem realizar o exame. Fazê-lo em demasia não é necessário, ela pode ser feita no espaço de seis meses após a anterior.”, explica Suzuki.
Um dos fatores que possivelmente contribuem para a alta demanda de endoscopia é o alto custo do exame. Esses procedimentos rentáveis muitas vezes são pedidos pelos pacientes que pensam que isso é uma justificativa para o pagamento das mensalidades dos planos de saúde. Ocorre também o contrário, médicos que pedem a endoscopia digestiva alta sem necessidade.
Suzuki acredita que provavelmente o excesso de endoscopia se deva a falta de informação dos colegas. “Esse procedimento está bastante difundido. O preço da endoscopia caiu bastante. Mas se outros médicos estão pedindo o exame com objetivos que não sejam o diagnóstico e a avaliação do quadro clínico do paciente é uma pena”, diz o médico.