Outono e dermatite atópica: cuidados necessários | Boqnews
Outono e dermatite atópica: cuidados necessários
Foto: Freepik
31 de março de 2025

Outono e dermatite atópica: cuidados necessários

A dermatite atópica, uma das doenças de pele mais comuns, mas ainda desconhecida por muitos. Dessa forma, vê seus casos aumentarem especialmente durante a transição para o outono. A estação traz condições ambientais que agravam os sintomas, como ressecamento e coceira intensa da pele.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a dermatite atópica afeta cerca de 7% dos adultos e 15% a 25% das crianças. A médica dermatologista, Dra. Mariana Scribel, explica que o outono, com seu ar mais seco e a queda de temperatura, intensifica sintomas como o ressecamento da pele, agravando a patologia.

“Isso ocorre porque a umidade do ar cai, deixando a pele mais propensa à desidratação e ao contato com alérgenos como pólen e ácaros, que também são mais prevalentes nesta época do ano”, explica a especialista.

Entre os sinais mais característicos da doença estão a pele seca e escamosa, com textura áspera acentuada durante períodos mais secos, como o outono. Coceira intensa é um dos sintomas mais debilitantes, frequentemente pior à noite, levando a um ciclo incansável de coçar e machucar a pele.

Durante o outono, a combinação de vento frio e ar seco compromete a barreira cutânea, que é a camada protetora da pele responsável por manter a hidratação e impedir a entrada de substâncias irritantes.

“As transições sazonais, como no outono, são períodos críticos para quem sofre de dermatite, pois podem desencadear crises devido ao ressecamento acentuado,” observa Dr. Mariana, CEO da Clínica Scribel.

 

Fatores agravantes

Além disso, fatores como poluição e uso de roupas pesadas, como lãs e tecidos sintéticos, comuns no outono e também no inverno. Dessa forma, contribuem para o aumento das crises. “Esses materiais podem irritar a pele sensível, desencadeando coceira e inflamação”, completa a especialista.

A dermatite atópica pode também ser agravada por fatores externos, como poluição do ar. “A poluição contém partículas finas e gases irritantes que danificam a barreira cutânea e aumentam a inflamação”.

Estresse e dermatite

O estresse tem um impacto significativo na piora da dermatite atópica, pois desencadeia a liberação de cortisol, um hormônio que, quando em níveis elevados, pode suprimir o sistema imunológico e enfraquecer as defesas naturais da pele, agravando os sintomas da condição.

Conforme explica a Dra. Mariana Scribel, “o estresse age como um catalisador para os sintomas da dermatite atópica. Quando os níveis de cortisol aumentam, a pele perde sua capacidade natural de agir como uma barreira protetora, tornando-se mais vulnerável a infecções e crises inflamatórias.”

Doença ainda desconhecida

Mesmo com a alta incidência da doença, pesquisas mostram que uma expressiva parcela da população brasileira desconhece a existência ou a gravidade da doença, o que dificulta a busca por tratamento adequado e impacta a adesão a medidas preventivas.

Segundo a pesquisa do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), 50% dos homens e 56% dos jovens entre 18 a 24 anos desconhecem a dermatite atópica. Isso pode levar a diagnósticos tardios e a tratamentos pouco eficazes, prolongando o sofrimento dos afetados.

Formas de prevenção

Para prevenir e controlar a dermatite atópica, Dra. Mariana recomenda a hidratação frequente da pele com emolientes sem fragrâncias e a adoção de medidas que reduzam o contato com os agentes desencadeantes. Como priorizar o uso de roupas de algodão e evitar produtos agressivos, optando por produtos hipoalergênicos e sem perfume.

A hidratação deve ser feita pelo menos duas vezes ao dia, especialmente após o banho, quando a pele está mais receptiva à absorção dos produtos”. Além da hidratação, Dra. Scribel destaca a importância de procurar orientação médica para um tratamento individualizado.

“O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como infecções secundárias (causadas por bactérias ou fungos que aproveitam a pele lesionada) e o desenvolvimento de outras alergias”.

Da Redação
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