Uma das situações mais desconfortáveis que alguém pode passar em uma relação interpessoal é a percepção de mau-cheiro. Embora, seja mais fácil atribuir a causa do odor ruim à falta de higiene, existem alguns fatores que contribuem para esse cenário. A hiperidrose é um deles.
Para entender do que se trata, primeiro é necessário saber que o suor é produzido por glândulas localizadas na pele, conhecidas como sudoríparas.
Esse processo, chamado de sudorese no jargão médico, é um recurso de refrigeração do organismo para evitar que ele esquente muito. Por isso, transpiramos quando sentimos calor e durante exercícios físicos.
Enquanto esse procedimento acontece, as glândulas sudoríparas estão trabalhando e podem acontecer atividades excessivas das glândulas, constituindo assim, a condição de hiperidrose. A doença pode ser primária ou secundária.
Segundo a dermatologista Tatiana Chioro, o início dos sintomas da hiperidose primária é volúvel. “Pode ocorrer na infância, adolescência ou na fase adulta por razões desconhecidas”, afirma.
Já a hiperidrose secundária é um sintoma associado a cenários preexistentes. Hipertiroidismo, menopausa, obesidade e distúrbios psiquiátricos são alguns deles.
Tatiana diz ouvir relatos de seus pacientes que a agravação da transpiração intensa está relacionada a circunstâncias específicas como “ansiedade, aumento da temperatura ambiente, exercícios físicos, febre e até a ingestão de comidas temperadas”.
De acordo com estudos, a hiperidose acomete mais as mulheres (60%) do que os homens (40%). Contudo, Tatiana fala que isso não deve ser tomado como regra, uma vez que a vaidade pode ser o fiel da balança. “As moças costumam se preocupar mais com o problema e buscam o tratamento com maior frequência, portanto a proporção tende a ser igual em ambos os sexos”.
Origem da hiperidrose
Basicamente, dois tipos de glândulas sudoríparas têm a função da manutenção da temperatura corporal, as écrinas e as apócrinas.
Essas últimas são mais ativas na puberdade e concentram-se embaixo da pele, especialmente na área das axilas, órgãos genitais e mamilos.
Já as écrinas estão localizadas em regiões da pele conhecidas como derme profunda. Em particular, elas ficam nas palmas das mãos e plantas dos pés.
A dermatologista explica que o suor, ora produzido pelas apócrinas, ora pelas écrinas, é estéril e inodoro quando secretado. “No entanto, ele possui substâncias orgânicas que favorecem a proliferação bacteriana e origina o odor desagradável, denominado bromidose”, diz Tatiana.
Enquanto a hiperidrose caracteriza-se por aumento do volume de suor, a bromidose se refere justamente ao processo de mau odor originado pelas bactérias.
A bromidose apócrina é a mais comum a partir da puberdade devido ao aumento da atividade das glândulas durante um quadro de hiporidrose. Ao mesmo tempo em que a bromidose écrina é menos comum e ocorre essencialmente na região dos pés, local com maior nível de transpiração e um verdadeiro banquete para bactérias e fungos, formando, assim, o popular chulé.
O tratamento do suor excessivo varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Tatiana explica que as alternativas vão de aplicação de botox até intervenção cirúrgica, mas antes o paciente deve se consultar com um médico dermatologista.
Uma das situações mais desconfortáveis que alguém pode passar em uma relação interpessoal é a percepção de mau-cheiro. Embora, seja mais fácil atribuir a causa do odor ruim à falta de higiene, existem alguns fatores que contribuem para esse cenário. A hiperidrose é um deles.
Para entender do que se trata, primeiro é necessário saber que o suor é produzido por glândulas localizadas na pele, conhecidas como sudoríparas.
Esse processo, chamado de sudorese no jargão médico, é um recurso de refrigeração do organismo para evitar que ele esquente muito. Por isso, transpiramos quando sentimos calor e durante exercícios físicos.
Enquanto esse procedimento acontece, as glândulas sudoríparas estão trabalhando e podem acontecer atividades excessivas das glândulas, constituindo assim, a condição de hiperidrose. A doença pode ser primária ou secundária.
Segundo a dermatologista Tatiana Chioro, o início dos sintomas da hiperidose primária é volúvel. “Pode ocorrer na infância, adolescência ou na fase adulta por razões desconhecidas”, afirma.
Já a hiperidrose secundária é um sintoma associado a cenários preexistentes. Hipertiroidismo, menopausa, obesidade e distúrbios psiquiátricos são alguns deles.
Tatiana diz ouvir relatos de seus pacientes que a agravação da transpiração intensa está relacionada a circunstâncias específicas como “ansiedade, aumento da temperatura ambiente, exercícios físicos, febre e até a ingestão de comidas temperadas”.
De acordo com estudos, a hiperidose acomete mais as mulheres (60%) do que os homens (40%). Contudo, Tatiana fala que isso não deve ser tomado como regra, uma vez que a vaidade pode ser o fiel da balança. “As moças costumam se preocupar mais com o problema e buscam o tratamento com maior frequência, portanto a proporção tende a ser igual em ambos os sexos”.
Origem da hiperidrose
Basicamente, dois tipos de glândulas sudoríparas têm a função da manutenção da temperatura corporal, as écrinas e as apócrinas.
Essas últimas são mais ativas na puberdade e concentram-se embaixo da pele, especialmente na área das axilas, órgãos genitais e mamilos.
Já as écrinas estão localizadas em regiões da pele conhecidas como derme profunda. Em particular, elas ficam nas palmas das mãos e plantas dos pés.
A dermatologista explica que o suor, ora produzido pelas apócrinas, ora pelas écrinas, é estéril e inodoro quando secretado. “No entanto, ele possui substâncias orgânicas que favorecem a proliferação bacteriana e origina o odor desagradável, denominado bromidose”, diz Tatiana.
Enquanto a hiperidrose caracteriza-se por aumento do volume de suor, a bromidose se refere justamente ao processo de mau odor originado pelas bactérias.
A bromidose apócrina é a mais comum a partir da puberdade devido ao aumento da atividade das glândulas durante um quadro de hiporidrose. Ao mesmo tempo em que a bromidose écrina é menos comum e ocorre essencialmente na região dos pés, local com maior nível de transpiração e um verdadeiro banquete para bactérias e fungos, formando, assim, o popular chulé.
O tratamento do suor excessivo varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Tatiana explica que as alternativas vão de aplicação de botox até intervenção cirúrgica, mas antes o paciente deve se consultar com um médico dermatologista.