Esquerda, Judiciário e parte da Direita querem Bolsonaro morto | Boqnews

Ponto de vista

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5 de janeiro de 2026

Esquerda, Judiciário e parte da Direita querem Bolsonaro morto

A prisão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) traz, em si, um conteúdo de subconsciente latente coletivo.

Sua detenção, com o silenciamento, entre quatro paredes, na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília-DF, é boa para todos aqueles desprovidos de caráter.

Esquerda, Supremo Tribunal Federal (STF) e enorme parte da Direita não só querem vê-lo preso, calado, como, secretamente, se regozijariam, caso o líder nacional do PL morresse.

E por quê? Ora, a Esquerda, por razões óbvias, sempre quis destruir e anular completamente seus adversários.

O STF, por sua vez, eventualmente, já está condenando Bolsonaro a uma morte lenta.

Caso isso se concretizasse, nada teria a Alta Corte a dizer, a exemplo de sua postura diante ao que aconteceu com Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão — um dos detidos nos atos do 8 de janeiro de 2023. Com a saúde indiscutivelmente debilitada, Clezão morreu no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital do País, meses após ser detido, sem nem ter sido julgado – tudo, ao meu juízo, por omissão calculada do Supremo brasileiro.

Já parte enorme de lideranças da Direita planeja, sem o menor pudor, suas candidaturas para as eleições de 2026. Estão bem ocupadas com elas mesmas, fazendo campanha para projetar suas carreiras políticas e buscar votos no próximo ano.

Tal parcela da Direita não só se refestela, ainda que de forma velada, no silêncio forçado de Bolsonaro, como, ouso a dizer, também sambaria na onda de seu eventual falecimento.

Choraria, em palanque, pelo então mártir, apenas durante discursos eleitoreiros.

Isso sem nada ter feito pelo ex-presidente em vida. Poderia, diga-se de passagem, fazer agora – mas, não! Prefere ficar na inanição, pendurada em seus umbigos narcísicos e nas benesses inerentes de quem opta em ficar em cima do muro, no melhor estilo “centrão” de ser.

Bastaria, caso tivesse alguma intenção verdadeira de lutar, mesmo, por Bolsonaro, conclamar multidões às ruas pelo Impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do STF — um sancionado internacional por violação de Direitos Humanos e que impõe, não de hoje, uma Ditadura togada no Brasil.

Neste momento, era para governadores, senadores e líderes partidários, que se dizem de Direita e gratos e leais a Bolsonaro, estarem amarrados na Praça dos Três Poderes, em Brasília, berrando pela condenação mundial do absolutismo que prende e tortura não somente o ex-presidente da República, mas, também, milhares de inocentes.

Bolsonaro é um homem de 70 anos, doente, massacrado, anulado, marcado para sempre por uma facada.

Sua voz tíbia, sua tentativa exasperada de roer a pulseira eletrônica, bem como seu deteriorado estado de saúde, físico e psíquico, abrem caminho para uma morte aos poucos na cadeia – profecia que não gostaria de fazer.

O ex-presidente foi preso por confiar na Democracia. Por acreditar nas instituições e em eleições limpas.

Por crer que, talvez o Exército e o Congresso Nacional perceberiam a atuação invasiva e parcial de um Tribunal com perseguição e censura à sua campanha pela reeleição ao Palácio do Planalto.

Hoje, o liberal se afunda na confiança daqueles que elegeu, por meio de suas bençãos e capital político, e que, agora, insensíveis, lhe viram as costas – ou, no máximo, esboçam discursos tímidos de misericórdia ou críticas frouxas aos carrascos travestidos de juízes de nossa nação.

Reitero: estes nada fazem, porque não querem. Preferem ver Bolsonaro, no cadafalso da hipocrisia, se deteriorando lentamente.

 

Adrilles Jorge é vereador da Câmara Municipal de São Paulo-SP pelo União Brasil. Integra a Comissão de Educação, Cultura e Esportes, e preside a Frente Parlamentar em Defesa do Movimento dos Artistas Livres. Graduado em Comunicação Social, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, é jornalista, comentarista político e cultural, escritor e poeta, com passagem por importantes veículos de Comunicação do País. 

Adrilles Jorge
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