Boqnews e o espaço aberto para os novos talentos
Ao longo de sua trajetória, o Boqnews se tornou um celeiro na formação de profissionais nas áreas de Jornalismo, Publicidade e Marketing, abrindo oportunidades para que estagiários e recém-formados conseguissem iniciar suas trajetórias profissionais e galgar novos horizontes profissionais.
O jornal coleciona histórias de jornalistas e publicitários que contribuíram para sua construção e consolidação. Comandado por professores universitários, o veículo sempre abriu portas para jovens talentos, tornando-se um verdadeiro centro de aprendizado.
Da apuração e redação à diagramação — e, com o avanço tecnológico, a integração de podcasts e plataformas digitais —, todo o processo de evolução da empresa foi acompanhado pelos editores e também professores Humberto Challoub, que foi diretor da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade Santa Cecília e Fernando De Maria dos Santos, professor-doutor do curso de Jornalismo da mesma institutição.
Juntos com as dezenas de profissionais que ajudaram na construção destas histórias, eles desenvolveram novas metodologias e formas de informar ao público, sem perder a essência da profissão, sempre em busca da informação correta, ouvindo todos os lados e abrindo espaço para todas as correntes.
Assim, o Boqnews consolidou-se como um “jornal-escola”, que une talentos e permite que alunos e recém-formados vivenciem a prática do jornalismo ao ingressar no mercado.
Ex-colaboradores
No final da década de 1990, a redação era o palco de um jornalismo mais “mão na massa”, onde a tecnologia e transição do imprenso para os blogs ainda eram um futuro um pouco distante. Michella Guijt Lopes recorda o início da carreira entre 1997 e 1998, quando o gravador analógico era a ferramenta principal. “Foi o meu berço como repórter e me enche de orgulho. Naquela época, gravávamos com o bom e velho gravadorzinho e transcrevíamos tudo para a edição”, afirma Michella.
Nesse período, Aldo Neto também relembra os anos de coberturas de rua e com temas voltados às cidades. “Fiz reportagens marcantes, como o nepotismo na Câmara e no Santos FC, que me moldaram como jornalista e me ensinaram a arte de informar”, comenta Aldo.
A mesma escola serviu a Alex Sabino, hoje editor na Folha de S. Paulo, e a Rafael Oliva, atual Chefe de Gabinete da Prefeitura de Santos. “Eles me receberam como um recém-saído da faculdade; eu sabia pouco sobre a profissão e foi um grande aprendizado cobrindo esporte e cidades”, destaca Sabino.
Já Oliva ressalta a importância do veículo no registro das mudanças da região. “Acompanhei as transformações da região e tive a oportunidade de cobrir pautas com o presidente da República, fazendo um jornalismo aprofundado”.
Mais nomes
Lincoln Chaves, atualmente na EBC, descreve o período como fundamental para sua formação, onde acompanhou de perto a evolução das cidades e até mesmo antecipou notícias como a construção dos trilhos para o VLT, à época ainda no papel. “Foi minha grande escola. Lembro da primeira capa sobre túmulos de Santos e de darmos, em primeira mão, o projeto de extensão do VLT para o Centro”.
A experiência multissetorial também moldou a carreira da jornalista Verônica Mendrona. “Minha passagem foi de muito aprendizado. Fiz matérias para diversas editorias, o que me deu experiência e conhecimento multissetorial que serviu para expandir meus conhecimentos na área”, destaca.
Os tempos mudaram, mas a essência do jornalismo permanece por gerações.
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