Ponto de vista
Sejamos Patriotas!
Maurilio Tadeu de Campos
No ano da Copa do Mundo o Brasil fica mais verde e amarelo. Nunca se viu tanto “patriotismo”: bandeirinhas, bandeirolas, bandeiras enfeitando janelas.
O Hino Nacional, balbuciado ou gritado por muitas bocas que não o sabem cantar inteiro, cuja letra nem é, de fato, compreendida por não ter sido adequadamente absorvida como lema da Pátria.
Enfim, os símbolos nacionais estão relacionados, hoje, à Copa do Mundo. E depois?
Esse ufanismo todo manifestar-se-á a partir do final desse torneio e ficará incorporado a vida dos brasileiros, ou estará sendo demonstrado apenas em eventos esportivos?
As famílias e as escolas já não mais cultivam o civismo, o amor à Pátria com a mesma intensidade.
Sabíamos entoar o Hino Nacional Brasileiro do começo ao fim, sem trocar os versos da primeira com o da segunda parte.
Compreendíamos o significado do poema, construído na ordem indireta, com termos pouco conhecidos mas outrora explicados, principalmente nas escolas.
Hoje, não há mais o professor de educação musical e, quando existe, talvez nem saiba corretamente a letra e a música de um dos mais belos hinos pátrios do mundo.
A Bandeira Nacional, está sendo usada em situações discutíveis, como tecido para confecção de roupas, forro de mesa, toalha de praia, lenço de cabeça, guardanapo, fundo para a aplicação de distintivos de times de futebol, com desrespeito a esse símbolo nacional.
A Bandeira Brasileira não é um simples pedaço de pano; é um dos Símbolos da Pátria e, por isso, deve merecer de nós, brasileiros, muito respeito.
Sintamos orgulho da nossa nacionalidade, não apenas nos momentos de competições esportivas, para assumirmos uma identidade única, mais solidária, mais humanizadora, mais comprometida com os nossos ideais de cidadania.
Hoje, passou a ser a “bandeira da Seleção”. E quando a seleção se desfizer? Certamente não estará sendo tão lembrada e, ao ser utilizada, certamente não será percebida com a mesma galhardia.
Aproveitemos esse momento para incutir nas pessoas as maneiras mais corretas do uso e do respeito aos Símbolos Nacionais, principalmente a Bandeira e o Hino.
Voltemos nossa atenção a eles e nos preocupemos em reverenciá-los nos momentos em que forem devidamente utilizados.
Se existe o mau uso, até por inocência, é hora de valer-se dos recursos da poderosa mídia para despertar nas mentes das pessoas que esses símbolos são os retratos vivos do Brasil e que devemos ter por eles o respeito merecido.
Quando ouvirmos o Hino Nacional e vermos a Bandeira Brasileira hasteada ou conduzida em momentos patrióticos, saibamos que nós, brasileiros, estamos ali representados, como filhos dessa Pátria ainda tão sofrida, tão desigual, mas merecedora de ocupar posição de destaque entre as maiores nações do mundo.
Sintamos orgulho da nossa nacionalidade, não apenas nos momentos de competições esportivas, para assumirmos uma identidade única, mais solidária, mais humanizadora, mais comprometida com os nossos ideais de cidadania.
Não nos permitamos deixar levar como massa ufanista na avalanche da paixão momentânea.
Exercitemos os hábitos do civismo com naturalidade e sabedoria, para sentir orgulho do país em que nascemos.