TSE define a ordem de votos na urna eletrônica para este ano
Nas eleições deste ano, o eleitorado brasileiro fará seis escolhas na urna eletrônica.
Assim, a sequência de votação segue uma ordem definida pela Justiça Eleitoral e é a mesma em todo o País.
Portanto, neste pleito é preciso redobrar a atenção porque há dois votos para representantes do Senado Federal, já que o pleito renovará dois terços da Casa.
Por isso, para evitar erros e tornar o processo de votação mais rápido, é importante conhecer a ordem e ter os números de candidatas e candidatos em mãos.
Dessa forma, a ordem de votação será a seguinte: deputado federal, deputado estadual, senador (1ª opção), senador (2ª opção), governador e vice-governador, presidente e vice-presidente da República.
O 1º turno será em 4 de outubro, enquanto eventual 2º turno ocorrerá no dia 25.
Dois votos para senador
Assim, este ano, o eleitorado terá uma tarefa adicional: votar em dois candidatos diferentes para o Senado Federal.
Isso ocorre porque a eleição de 2026 renova dois terços da Casa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras do Senado.
Portanto, a regra está relacionada ao mandato de oito anos dos senadores, que difere da periodicidade de quatro anos das eleições.
Como há duas vagas em disputa, é obrigatório escolher dois candidatos distintos.
Caso o eleitor digite o mesmo número nas duas etapas da votação para senador, o segundo voto será anulado automaticamente pela urna eletrônica.
O voto para o cargo é nominal, portanto não é possível votar apenas no número do partido.
Além disso, cada eleitor só pode votar em candidaturas registradas no estado onde possui domicílio eleitoral. A urna não computará votos para candidatos ou candidatas de outros estados.
‘Colinha’ ajuda a evitar erros
Como a votação envolve vários cargos, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve para a cabine a chamada “colinha eleitoral”, um papel com os números dos candidatos escolhidos.
Com isso, a anotação ajuda a agilizar o voto e reduz as chances de erro na hora de digitar os números na urna.
Outra dica é organizar a colinha seguindo a ordem de votação, começando pelo número do candidato a deputado federal e terminando com o de presidente.
Assim, para votar no cargo de deputado federal, eleitoras e eleitores devem teclar 4 dígitos na urna eletrônica.
Para deputado estadual, 5 dígitos; senadores, 3 dígitos; governador e presidente da República são 2 dígitos.
Vale notar que o voto de legenda, em que o eleitor tecla apenas os dois dígitos do partido, só é possível para deputados.
Após digitar o número do candidato ou candidata a cada cargo, o eleitor deve conferir as informações exibidas na tela e pressionar a tecla “confirma” para registrar o voto.
Uso de celular na seção eleitoral
A entrada na cabine de votação com celulares, câmeras ou outros equipamentos eletrônicos é proibida, mesmo que estejam desligados.
A regra tem como objetivo preservar o sigilo do voto e está prevista na Lei nº 9.504/1997 e no artigo 137 da Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O celular pode ser utilizado para identificação da eleitora e do eleitor por meio do aplicativo e-Título.
Após a conferência dos dados, o aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários.
Depois de votar, o eleitor pode recolher o dispositivo e receber o comprovante de votação.
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