Há exatos 30 anos, o governador de São Paulo, o santista Mario Covas, veio a Santos para assinar a lei que instituiu a Região Metropolitana da Baixada Santista. Um alento para o desenvolvimento regional, a medida que a região sofria o esvaziamento econômico.
Fortalecer os municípios
O próprio Covas assinalava que este era o caminho para o fortalecimento das cidades, onde as pessoas residem.
Foi a primeira região metropolitana, fora de uma capital, a ser criada.
Em evolução, mas…
Ao longo destes 30 anos, não se pode ignorar os avanços, de forma geral, das nove cidades da região.
No entanto, na prática, ainda estamos muito distantes daquele sonho preconizado pelo governador santista.
Taxas de crescimento
Afinal, para fins de comparação entre os censos de 2000, 2010 e 2022, a região saiu de 1,47 milhão de habitantes em 2000 para 1,66 milhão dez anos depois (alta de 12,7%).
E entre 2010 a 2022, alta de 8,5% (1,8 milhão de habitantes).
Vale lembrar que neste período, a população brasileira cresceu 6,5% – portanto, nossa taxa de crescimento supera em 2 pontos percentuais.
Em números, cerca de 33 mil moradores a mais que a média nacional.

Em Santos, 46.262 pessoas vivem em favelas, como no Dique da Vila Gilda., onde residem pouco mais de 7 mil pessoas. Foto: Arquivo/PMS
Triste realidade
Ainda que as evoluções tenham ocorrido, temos carências inadmissíveis em uma região com tantas disparidades sociais, onde 315 mil pessoas vivem em favelas.
Se fosse uma cidade, seria a quarta maior da região.
Disparidade
Afinal, enquanto Santos tem bairros com indicadores de riqueza, longevidade e educação comparável a países do primeiro mundo, cidades vizinhas sofrem com esta discrepância social, com indicadores típicos de países do 3º Mundo.
Em Guarujá, por exemplo, quase 4 em cada 10 moradores vivem em favelas.
Em Cubatão, 1/3.
Já eEm São Vicente, 1/4, conforme dados do IBGE.
Fantasma
Não bastasse, é nítido o esvaziamento das autoridades estaduais e municipais para as atividades da Agem – Agência Metropolitana da Baixada Santista, criada para ser o polo de reflexão e ação prática visando o bem estar metropolitano.
À míngua I
Esvaziada e com recursos à míngua, processo iniciado na gestão João Doria, seguido por Rodrigo Garcia e agora com Tarcísio de Freitas, o órgão é um fantasma do que já representou no passado.
À míngua II
O esvaziamento é tão gritante que há anos municípios e o Estado sequer contribuem para o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista – FDMBS.

Foto: Marcelo Casal Jr – Agência Brasil
Esvaziamento
Sem entrada de dinheiro em caixa, o fundo vem perdendo força ano após ano.
Em 2024, fechou no negativo em R$ 2,4 milhões; em 2025, outros R$ 9,2 milhões.
Restam R$ 15,7 milhões para tocar projetos regionais.
Mas sem entrada de novos recursos por parte dos municípios e Estado, o caixa está diminuindo mês a mês…
Uma piada de mau gosto.
Entrevista
Em entrevista ao Jornal Enfoque, o prefeito de Peruíbe e presidente do Condesb, Felipe Bernardo, reconheceu a situação.
Porém, ele aposta no entendimento coletivo para novos repasses ocorram visando investimentos regionais.
Integração?
Ainda que falem em integração, até hoje não há selo metropolitano para circulação de vans e ônibus de turismo nas cidades da região.
Afinal, há uma série de barreiras para acesso, com taxas absurdas onde cada município quer apenas taxar e arrecadar.
Vide Guarujá que cobrará para visitantes conhecerem a Cidade.
Se a moda pega..
Quem Responde?
Será que…
ninguém realmente sabia que o local onde estavam instalados os pórticos de pedágio (free flow) na Imigrantes não eram os corretos, mesmo após o aval da Artesp? Será que eles serão instalados antes das eleições?
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