Baixada Santista completa 30 anos com megaprojetos de infraestrutura que prometem transformar a região
A Região Metropolitana da Baixada Santista completa 30 anos com uma carteira de obras e projetos que devem redesenhar a mobilidade, a logística e a infraestrutura regional nas próximas décadas. Em balanço divulgado pelo Governo de São Paulo, o foco deixa de ser apenas os investimentos já realizados e passa a destacar as intervenções consideradas estratégicas para acompanhar o crescimento populacional, a expansão do Porto de Santos e os impactos das mudanças climáticas.
Túnel
Dese modo, entre os principais projetos está a construção do túnel Santos-Guarujá, considerada uma das maiores obras de mobilidade do Estado. Paralalelamente, com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento terá 1,5 quilômetro de extensão, três faixas em cada sentido, passagem para pedestres e ciclistas, além de estrutura para a futura operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A previsão é que o túnel entre em operação em 2031 e reduza a travessia entre os dois municípios para cerca de cinco minutos, oferecendo uma alternativa permanente ao atual sistema de balsas.
Trem
Apesar disso, outro projeto apontado como prioridade é a implantação do Trem Intercidades (TIC) Santos-São Paulo. Diante disso, a proposta integra o Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP 2050) e busca criar uma ligação ferroviária de passageiros entre a Baixada Santista e a capital paulista. Segundo o Governo, a iniciativa deverá reduzir o tempo de deslocamento, aliviar o tráfego no Sistema Anchieta-Imigrantes, diminuir as emissões de poluentes e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.
VLT
O VLT também continuará em expansão. Atualmente, a segunda fase opera em caráter assistido entre Conselheiro Nébias e Valongo, com conclusão das obras prevista para o segundo semestre de 2026, com a instalação das portas de segurança nas estações. Paralelamente, a terceira etapa, que prevê a ligação entre Barreiros e Samaritá, permanece em análise pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e pela concessionária BR Mobilidade.
Rodovias
Além disso, na infraestrutura rodoviária, o Governo pretende ampliar a capacidade do Sistema Anchieta-Imigrantes com a construção da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. O projeto prevê aproximadamente 21,5 quilômetros de extensão e já possui Licença Ambiental Prévia. A expectativa é aumentar em até 145% a capacidade de descida de caminhões em direção ao Porto de Santos e ampliar em cerca de 25% a capacidade operacional de todo o sistema, reduzindo gargalos logísticos entre o planalto e o litoral.
O planejamento estadual também prevê novas intervenções nas rodovias da Baixada Santista. O lote Novo Litoral contempla duplicações na SP-055 (Padre Manoel da Nóbrega), implantação de faixas adicionais na SP-088 (Mogi-Dutra) e obras de manutenção em estruturas viárias, incluindo a ponte sobre o Rio do Peixe, em Guarujá.
Travessias
Entretanto, as travessias hídricas também passarão por uma ampla modernização. Após a assinatura da concessão estadual em maio deste ano, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 630 milhões na Baixada Santista, dentro de um pacote de R$ 2,5 bilhões para as 14 linhas operadas no Estado. O plano inclui a aquisição de 16 embarcações elétricas, a modernização dos terminais e a renovação da frota que atende a região.
Porto
Na área ferroviária, o Governo também prevê a implantação da Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS), projeto estimado em cerca de R$ 1 bilhão que busca ampliar a capacidade do transporte ferroviário de cargas e melhorar a logística portuária.
Drenagem
Além da mobilidade, o Estado aposta em novos investimentos para enfrentar problemas históricos relacionados às enchentes e à segurança hídrica. Um dos principais projetos em desenvolvimento é o Plano Regional de Macrodrenagem da Baixada Santista, elaborado em parceria com a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem).
Posteriormente, com recursos de aproximadamente R$ 9,4 milhões do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o estudo vai produzir planos específicos para os nove municípios da região e definir uma estratégia integrada para drenagem urbana, manejo das águas pluviais e adaptação às mudanças climáticas.
Meio Ambiente
Contudo, na área ambiental, o Governo também pretende revisar o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro da Baixada Santista e implementar as diretrizes do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática. Entre as prioridades estão a conservação da zona costeira, o combate ao lixo no mar, a recuperação de recursos hídricos e o fortalecimento da gestão ambiental integrada entre Estado e municípios.
Segundo o diagnóstico do PLI-SP 2050, os investimentos realizados nos últimos anos contribuíram para melhorar a mobilidade regional. No entanto, o crescimento urbano, a expansão das atividades portuárias e o aumento da demanda por deslocamentos tornam indispensável a execução de novos projetos estruturantes.
Ao completar três décadas como região metropolitana, a Baixada Santista entra em uma nova fase de planejamento. Mais do que celebrar os avanços já conquistados, o Estado concentra esforços em obras de grande porte que deverão definir a infraestrutura, a logística e a mobilidade regional nas próximas décadas.
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