O que fortalece a amamentação com mais segurança no pós-parto
Rede de apoio, orientação profissional e descanso favorecem o aleitamento materno e ampliam as chances de sucesso durante o puerpério
As primeiras semanas após o parto exigem adaptação da mãe e da família. Nesse período, as mamadas frequentes, a privação de sono e as mudanças na rotina desafiam muitas mulheres. Por isso, especialistas defendem que uma rede de apoio estruturada, acompanhada de orientação profissional, fortalece a amamentação e melhora a recuperação materna.
Meta da OMS reforça importância do aleitamento
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta alcançar 70% de amamentação exclusiva até 2030 entre crianças de até seis meses. Além disso, estudos da entidade mostram que o leite materno reduz a mortalidade infantil por causas evitáveis e diminui o risco de doenças como diarreia, infecções respiratórias, obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol elevado ao longo da vida.
No entanto, diversos fatores influenciam a continuidade do aleitamento. Dor durante as mamadas, insegurança, cansaço intenso e dificuldades na pega do bebê costumam comprometer esse processo, principalmente no início do puerpério.
Rede de apoio faz diferença na rotina da mãe
Diante desse cenário, famílias passaram a buscar mais suporte para o pós-parto. Segundo Jéssica Ramalho, CEO da Acuidar, o cuidado com a mãe ganhou mais espaço porque influencia diretamente a experiência da amamentação.
“Cada vez mais famílias entendem que a amamentação depende também das condições oferecidas à mãe. Quando ela consegue descansar, receber orientação e dividir parte da rotina, o aleitamento acontece com mais tranquilidade”, afirma.
Além de auxiliar nos cuidados com o recém-nascido, o cuidador organiza a rotina, ajuda nas tarefas relacionadas ao bebê e cria condições para que a mãe tenha momentos de descanso e recuperação.
Assistência profissional reduz a sobrecarga
De acordo com Jéssica Ramalho, o cuidador contribui para equilibrar o ambiente familiar sem substituir o papel da família.
“O cuidador organiza a rotina, identifica sinais de exaustão, auxilia nas atividades do dia a dia e favorece a recuperação da mãe. Dessa forma, ela consegue dedicar mais atenção ao bebê e à amamentação”, explica.
Como resultado, a mãe encontra mais tempo para descansar, se alimentar e manter uma rotina menos desgastante.
Sinais indicam necessidade de mais suporte
Alguns sinais mostram que a mãe precisa de uma rede de apoio mais ativa. Entre eles estão:
- Dor persistente durante a amamentação.
- Cansaço extremo e falta de descanso.
- Insegurança frequente sobre a alimentação do bebê.
- Dificuldade para organizar a rotina da casa.
- Sensação constante de esgotamento físico e emocional.
Nessas situações, o suporte familiar e profissional contribui para reduzir a sobrecarga e melhorar a experiência do puerpério.
Apoio fortalece a continuidade da amamentação
A organização da rotina, o compartilhamento de tarefas e o acompanhamento profissional criam um ambiente mais favorável para o aleitamento materno. Dessa maneira, a mãe consegue cuidar da própria recuperação enquanto mantém o vínculo com o bebê e amplia as chances de manter a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida.
Sobre a Acuidar
Fundada em 2016 pelo médico Vitor Hugo de Oliveira e pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, a Acuidar oferece serviços de cuidadores em domicílio e acompanhamento hospitalar. A rede ingressou no mercado de franquias em 2020 e conta com mais de 350 unidades. O investimento inicial parte de R$ 68.100, enquanto o faturamento médio mensal varia entre R$ 40 mil e R$ 170 mil. O prazo estimado de retorno fica entre nove e 14 meses.
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