Emagrecimento acelerado pode aumentar a flacidez facial
As canetas emagrecedoras, desenvolvidas inicialmente para o tratamento do Diabetes Tipo 2 e, mais tarde, incorporadas ao combate à obesidade, têm proporcionado uma perda de peso significativa e melhor qualidade de vida para milhares de pacientes. No entanto, o emagrecimento acelerado também provoca mudanças na aparência do rosto, aumentando a procura por tratamentos estéticos.
Com a redução rápida da gordura facial, muitas pessoas passam a apresentar flacidez, perda de sustentação dos tecidos, diminuição da elasticidade da pele e maior evidência de sulcos. Essas alterações podem transmitir um aspecto de envelhecimento precoce. Popularmente, esse conjunto de características ficou conhecido como “Ozempic Face”.
Segundo a biomédica especialista em estética, Dra. Alline Neves, embora a perda de peso represente um importante benefício para a saúde, é comum que os pacientes se incomodem com as mudanças no rosto.
“Quando falamos das alterações faciais após um emagrecimento importante, o principal desafio não é a perda muscular, mas a redução da sustentação dos tecidos, da elasticidade da pele e da produção de colágeno. Por isso, cada paciente precisa passar por uma avaliação individual para identificar quais estruturas foram mais afetadas e definir o tratamento mais adequado”, explica.
Tecnologias ajudam a recuperar a firmeza da pele
Os avanços da medicina estética permitem tratar diferentes camadas da face sem recorrer à cirurgia. Atualmente, diversos procedimentos estimulam a regeneração dos tecidos e favorecem resultados naturais.
Entre as opções está o HIPRO, equipamento de ultrassom microfocado de alta intensidade. A tecnologia atua nas camadas profundas da pele por meio de pontos de coagulação térmica, estimulando a produção natural de colágeno e elastina. Como resultado, o tratamento melhora a flacidez, aumenta a firmeza da pele, redefine o contorno facial e promove um efeito lifting sem cirurgia.
Outra alternativa bastante utilizada são os bioestimuladores de colágeno. Essas substâncias injetáveis incentivam o organismo a produzir novas fibras de colágeno de forma gradual. O procedimento melhora a qualidade da pele, recupera parte da sustentação perdida durante o emagrecimento e oferece resultados progressivos e duradouros.
Em alguns casos, o protocolo pode incluir o uso de ácido hialurônico para reposição estratégica de volume. A aplicação respeita a anatomia facial e busca preservar a naturalidade da aparência.
Avaliação individual faz diferença
De acordo com a Dra. Alline Neves, cada paciente apresenta necessidades específicas após a perda de peso. Por isso, a avaliação personalizada é fundamental para definir a melhor combinação de tratamentos.
“A medicina estética evoluiu muito nos últimos anos e hoje conseguimos tratar a flacidez facial de forma muito mais completa. O objetivo não é apenas devolver volume, mas melhorar a qualidade da pele, estimular a produção de colágeno e recuperar a sustentação da face. Assim, o paciente pode aproveitar todos os benefícios do emagrecimento e, ao mesmo tempo, sentir-se confortável e confiante com sua aparência”, conclui.