Polícia Civil prende em Santos traficante ligado a André do Rap
A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (25), em Santos, Leandro Teixeira de Andrade, conhecido como “Portuga” ou “Benfica”. A polícia aponta o homem como integrante de uma rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao narcotraficante André do Rap.
Policiais da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Deic de Santos, localizaram o suspeito em um apartamento na Avenida Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida.
Além disso, os agentes encontraram drogas, dinheiro, celulares e materiais que agora integram a investigação.
Procurado pela Justiça
Portuga tinha uma condenação definitiva por tráfico de drogas. A 5ª Vara Federal de Santos expediu o mandado de prisão em novembro do ano passado.
O condenado ainda precisava cumprir oito anos e nove meses de prisão, em regime fechado.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores começaram a procurar o suspeito durante uma operação de inteligência contra o crime organizado na Baixada Santista.
Nesse período, a equipe identificou os locais frequentados por Portuga e cruzou diferentes informações até chegar ao endereço em Aparecida.
Polícia identifica esconderijo
Antes da condenação, Portuga teria exercido influência sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio Clube.
Depois que a Justiça determinou sua prisão, ele teria adotado estratégias para esconder o próprio paradeiro. De acordo com a investigação, o homem utilizava documentos falsos e imóveis para locações de curta duração.
Por isso, os investigadores intensificaram o monitoramento e chegaram ao apartamento da Avenida Epitácio Pessoa.
Com as informações reunidas, a Polícia Civil pediu à Justiça um mandado de busca e apreensão.
Dinheiro, cocaína e anotações
Durante a operação, os policiais encontraram Portuga dentro do apartamento.
No imóvel, a equipe apreendeu uma porção de pó branco, que os agentes identificaram preliminarmente como cocaína. Além disso, os policiais encontraram US$ 4 mil em dinheiro, celulares e um veículo.
A equipe também encontrou um caderno com anotações sobre diferentes substâncias químicas e suas respectivas quantidades.
Entre os produtos citados no caderno aparecem cloreto de zinco, ácido acético, álcool polivinílico e água destilada.
Segundo a investigação, esses materiais podem ajudar na produção de matrizes plásticas, adesivas ou de hidrogel. Os investigadores analisam a possibilidade de uso desses materiais para prensar cocaína ou impregnar a droga em roupas e tecidos.
Roupas de terminais portuários
Os policiais também encontraram roupas de serviço portuário relacionadas a dois terminais.
A descoberta chamou a atenção dos investigadores porque Portuga aparece em apurações relacionadas ao tráfico de drogas na região portuária de Santos.
No entanto, a polícia ainda vai analisar os materiais apreendidos para esclarecer a função de cada item e identificar possíveis conexões com outras pessoas.
Novo flagrante
Diante dos materiais encontrados durante a operação, a autoridade policial entendeu que havia elementos para caracterizar uma nova situação de flagrante por tráfico de drogas.
Assim, os policiais deram voz de prisão a Portuga e o indiciaram pelo artigo 33 da Lei de Drogas.
Durante o interrogatório, o investigado permaneceu em silêncio. Além disso, ele se recusou a fornecer material para exame grafotécnico.
Ligação com André do Rap
A investigação também aponta uma relação entre Portuga e André do Rap em um processo relacionado às operações Hulk e Oversea.
Portuga já havia sido preso em 2017. Segundo informações reunidas no relatório policial, uma decisão da 5ª Vara Federal de Santos condenou, em 2015, Leandro Teixeira de Andrade, André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, Fábio Dias dos Santos, Jefferson Moreira da Silva e Luciano Hermenegildo Pereira.
Na época, apenas Portuga estava preso. A Justiça determinou a inclusão dos demais foragidos na lista da Interpol.
Investigação continua
Agora, Portuga precisa cumprir a pena restante da condenação definitiva e também permanece à disposição da Justiça por causa do novo flagrante.
Enquanto isso, a Polícia Civil vai analisar os celulares, as anotações, as substâncias e os demais materiais encontrados no apartamento.
A investigação também pretende identificar possíveis conexões entre Portuga e outros integrantes do tráfico na Baixada Santista.
“Essa prisão é resultado de um trabalho minucioso de investigação e inteligência realizado pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter 6)”, afirmou Luiz Carlos do Carmo, diretor do Deinter 6.
Segundo ele, as equipes conseguiram localizar o investigado e agora vão aprofundar a apuração sobre os materiais encontrados e as possíveis conexões com outros integrantes do tráfico.
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