Ponto de vista
O que você leva no baú da formação acadêmica?
Priscilla Bonini Ribeiro
Pense na universidade como um ecossistema dinâmico, como em um jogo de construção de mundo aberto.
Cada experiência vivida no campus é uma peça fundamental para desbloquear novas descobertas.
Cada etapa superada traz recompensas – conhecimentos que expandem o mapa – e tudo contribui para que o estudante configure sua própria trajetória profissional.
Para avançar nesse mapa, é preciso reunir no baú da formação acadêmica atitudes e competências alinhadas para moldar quem se quer ser.
E a universidade atua como a plataforma que fornece ferramentas de ponta para a engenharia desse amanhã.
Em um cenário de constantes transformações, impulsionadas pela tecnologia e pela inteligência artificial, uma competência se torna o “superpoder” essencial aos futuros profissionais: aprender a aprender.
Entrar na universidade é muito mais que acumular conhecimento. É uma fase de construção do repertório de saberes, habilidades, competências e atitudes para a vida.
Aprender a aprender é o motor que amplifica todo esse processo de ensino-aprendizagem, transformando o conhecimento em evolução contínua.
São as escolhas conscientes e a capacidade de transformar cada vivência em um novo pilar que permitirão construir o próximo nível: um profissional solidamente preparado para os desafios, levando um baú repleto de competências, propósito, sonhos e grandes conquistas.
Nesse repertório, o pensamento crítico e a curiosidade são itens obrigatórios. Se a tecnologia e a IA revolucionaram o acesso à informação, cabe a nós, seres humanos, o papel de formular as perguntas certas, analisar as respostas com profundidade e tomar decisões responsáveis.
O ato de pensar é insubstituível. E a curiosidade é o que nos impulsiona a explorar novas fases e adotar a aprendizagem contínua ao longo da vida.
Também fazem parte dessa jornada a criatividade, para desenhar novos caminhos; o espírito empreendedor, para perceber e transformar projetos acadêmicos em oportunidades; a resiliência e a flexibilidade, para lidar com as adversidades e recalcular rotas; e habilidades (skills) como comunicação assertiva, adaptabilidade e inteligência emocional, tão valorizadas no mercado profissional.
Há algo, porém, que ninguém constrói sozinho: conexões. professores, colegas, profissionais e parceiros ampliam horizontes, apoiam escolhas, abrem portas para novas oportunidades e dão base ao senso de pertencimento. Saber conviver e colaborar em equipe é primordial.
Ter ambição, acreditar no próprio potencial, sonhar e criar estratégias para alcançar objetivos são ingredientes essenciais para uma carreira em constante evolução. Todo aprendizado precisa estar alinhado a um propósito.
A formação universitária oferece os recursos e o cenário, mas cabe a cada estudante assumir o controle e ser protagonista dessa jornada.
O futuro ainda reserva muitas fases, múltiplos horizontes.
São as escolhas conscientes e a capacidade de transformar cada vivência em um novo pilar que permitirão construir o próximo nível: um profissional solidamente preparado para os desafios, levando um baú repleto de competências, propósito, sonhos e grandes conquistas.