Ferramenta de IA muda dinâmica das aulas em São Vicente
O planejamento das aulas ganhou, recentemente, um novo recurso tecnológico na Rede Municipal de Ensino de São Vicente.
Sendo assim, disponível para os professores desde junho, a professora virtual ANE, inteligência artificial desenvolvida pela Associação Nova Escola em parceria com a Motriz e a Secretaria de Educação (Seduc), vem sendo utilizada para auxiliar os profissionais na elaboração de planos de aula e atividades pedagógicas.
Desse modo, a tecnologia funciona por meio do WhatsApp e foi desenvolvida para atender especificamente às necessidades dos professores da rede vicentina. Além de possibilitar a elaboração de planos de aula a partir de temas e habilidades indicados pelo docente, a ANE também permite consultar e analisar os resultados do Sistema de Avaliação para a Aprendizagem de São Vicente (SAASV) – avaliação aplicada pela Seduc com o intuito de analisar o conhecimento dos estudantes em português e matemática -, ajudando a identificar as principais dificuldades de cada turma e a planejar intervenções de acordo com a realidade dos estudantes.
Diferenciais
Portanto, assessora pedagógica da Seduc, Indaiara da Rosa Cavalcante destaca que um dos diferenciais da ANE está justamente na adaptação ao contexto educacional do Município.
“Não são planos de aula gerados apenas por um aplicativo de inteligência artificial. Eles são construídos considerando os nossos documentos curriculares e estão de acordo com o currículo municipal. Essa é uma diferença importante em relação a uma IA generalizada”, afirma.
Dessa maneira, Indaiara conta que a tecnologia passou por testes realizados por profissionais da própria Secretaria de Educação. Durante o processo, foram analisados planos de aula para verificar a adequação das propostas ao currículo utilizado pela rede. “Na prática, a ANE permite que o professor utilize os próprios dados de sua turma como ponto de partida para o planejamento”, explica.
Apoio
A secretária de Educação, Michelle Paraguai, lembra que a ferramenta não substitui o trabalho docente, mas atua como apoio às decisões pedagógicas, ampliando as possibilidades de utilização dos dados educacionais no cotidiano escolar.
“A partir dos dados coletados pelo nosso instrumento de avaliação, a inteligência artificial dá suporte para uma atuação mais efetiva com base nos indicadores”, destaca.
Na prática, a professora Janaína Lino conta que a ANE tornou o planejamento mais rápido e direcionado no dia a dia.
“Eu tive acesso à devolutiva do SAASV e, com os dados que a ANE me apresentou, busquei um plano de aula para ajudar nas dificuldades dos alunos. Foi super-rápido e veio em conformidade com a BNCC. Isso deixa tudo mais ágil”, relata a docente, que leciona no 1º ano da UE Jacob Andrade Câmara (Náutica) e da AMEI Visconde de Sabugosa (Tancredo).
Além disso, a professora conta que, em muitos casos, aproveita a proposta apresentada pela ANE e realiza algumas adaptações antes de aplicá-la com os estudantes.
“Fiz o planejamento de aula em cima para os alunos que apresentaram maior dificuldade com a sonoridade de rimas e sílabas. A ANE fez uma aula diferenciada, bem lúdica e dinâmica, com jogos, o que ajudou muito na compreensão dos alunos”, explica Janaína, indicando o uso aos demais colegas. “Para mim, está aprovado. Veio para ficar!”.
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