Mais de mil redações e organizações em mais de 100 países se uniram para mostrar à sociedade o valor do jornalismo profissional, responsável e produzido com método.
Sendo assim, o Dia Mundial do Jornalismo será comemorado na próxima segunda-feira (28).
Desse modo, o Jornal Boqnews integra mais uma campanha internacional World News Day.
Dia Mundial do Jornalismo
A campanha nasceu internacionalmente como World News Day. Uma tradução literal poderia resultar em “Dia Mundial da Notícia” ou “Dia Mundial das Notícias”.
No Brasil, porém, a campanha adotou, há quatro anos, o nome Dia Mundial do Jornalismo, por traduzir melhor seu propósito.
A iniciativa não celebra apenas a notícia como produto final. Ela procura mostrar o trabalho realizado para produzir informação jornalística, os profissionais envolvidos, os métodos utilizados e a estrutura necessária para manter essa atividade.
Produzir jornalismo exige recursos, profissionais qualificados, tempo, tecnologia e estruturas capazes de sustentar apuração, reportagem, fotografia, edição, checagem, análise de dados, revisão e distribuição. Esse processo ocorre todos os dias, antes de cada reportagem chegar ao público.
Por isso, o Dia Mundial do Jornalismo procura mostrar não apenas o que o jornalismo publica, mas como ele trabalha, por que seus métodos importam e por que sua sustentabilidade interessa à sociedade.
Data
A mobilização ocorre em um período de pressão sobre as democracias e sobre a liberdade de expressão em várias partes do mundo.
O Democracy Report 2026, produzido pelo V-Dem Institute, da Universidade de Gotemburgo, mostra uma realidade alarmante: três em cada quatro habitantes vivem hoje sob autocracias. O levantamento calcula que 74% da população mundial, cerca de 6 bilhões de pessoas, vivem em regimes autocráticos. Apenas 26% vivem em democracias.
O relatório também identifica retrocessos em democracias consolidadas e registra ataques generalizados às liberdades de expressão e de imprensa. Há, segundo o estudo, 44 países em processos de autocratização. Eles concentram 41% da população mundial, cerca de 3,4 bilhões de pessoas. Apenas 18 países vivem processos de democratização.
Nesse cenário, celebrar o jornalismo deixa de ser apenas uma efeméride profissional. A informação apurada permite acompanhar governos, fiscalizar instituições, conhecer diferentes realidades e tomar decisões sobre questões presentes na vida cotidiana.
O acesso ao jornalismo também participa da defesa das liberdades, dos direitos, do debate público e da busca por maior igualdade social.
Campanha
A campanha brasileira deste ano procura abrir as portas desse trabalho para o público.
Antes de uma notícia chegar ao jornal, à revista, ao site, ao rádio, à televisão ou às redes sociais, existe um processo. Profissionais apuram fatos, entrevistam pessoas, consultam documentos, confrontam versões, verificam informações, analisam dados, contextualizam acontecimentos, editam textos e imagens e revisam o conteúdo antes da publicação.
Quando um erro acontece, o trabalho também continua. A informação precisa ser revista, corrigida e explicada ao público.
Esse conjunto de técnicas, procedimentos, princípios éticos e responsabilidades forma um método próprio do jornalismo. A tecnologia pode auxiliar várias etapas, mas a responsabilidade editorial permanece vinculada aos profissionais e às organizações responsáveis pela publicação.
A campanha procura tornar esse processo mais conhecido. Os conteúdos preparados no Brasil abordam apuração, checagem, edição, correção de erros, fotojornalismo, jornalismo local, sustentabilidade, democracia, liberdade de expressão e os impactos das novas tecnologias sobre a informação.
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